O mundo sem Internet?
[...] a novidade é que notícias alarmantes [ou alarmistas?] do front dão conta que a rede [lá fora, no mundo rico] pode… parar, por puro e simples colapso da infra-estrutura, em função do aumento da demanda por mídia rica. em suma, cada vez mais acessos e de maior velocidade vendidos na ponta, sem investimentos suficientes no meio pra sustentar a onda. parece, exatamente, o… brasil! [...]
Você já imaginou, caro leitor, como seria — neste quase final da primeira década do Século XXI — viver sem a Internet? Retomaríamos, forçosamente, velhos e quase esquecidos hábitos, por exemplo: escrever longas cartas, ao invés de emails; enfrentar a fila dos bancos para pagar um simples conta; Skype e telefonia IP (o que prejudicaria profundamente as operadoras dos serviços de telecomunicações, dentre outras coisinhas…)? Sem chances! Joguinhos online? Esqueça. Já consigo antever, inclusive, as severas crises de abstinência que acometeriam os Orkut-dependentes de último grau…
Pensando nisso, ocorreu-me uma pergunta: quanto do seu tempo na frente da tela do computador você gasta com atividades offline, que não dependam, de modo algum, da Internet? Pois é..
A advertência quase apocalíptica de Silvio Meira, na abertura deste post, faz todo o sentido. Há anos investimos em coisas como largura de banda; velocidade de conexão; interatividade; produção de conteúdo multimídia e multi-plataforma. Músicas, filmes, fotos e serviços — como o Google Docs, por exemplo — tudo paira em uma etérea nuvem virtual, a um clique de distância. Até mesmo nossos sistemas operacionais, um dia, repousarão fora de nossos desktops e notebooks.
E por quê não investimos no que faz tudo isso funcionar? Ora, da mesma maneira que os políticos resistem em investir em saneamento básico, pois o que está escondido em baixo da terra geralmente não e traduz em mais votos, pensar em infraestrutura de rede é chato. Boring, como dizem os ingleses. Quem se lembra, por exemplo, do que as palavras Telnet; Gopher e Finger significam?
O foco de interesse se concentra em produtores de mídia digital; especialistas em webdesign e manipulação de imagens; profissionais de mídia interativa; desenvolvedores que trabalham com coisas como .NET, Rail, PHP e quejandos e, é exatamente para eles que vão boa parte da atenção e dos recursos disponíveis.
Não acredita? Quem você acha que uma mocinha geek escolheria para sair em um sábado a noite: o diretor de web de uma descolada agência de publicidade (Sorry, Boss… he! he!) ou um especialista em infra-estrutura, que discorrerá, empolgadamente, sobre como conseguiu configurar aquele novo modelo de roteador da Cisco? Pois é…
Brincadeiras à parte, o assunto é sério e algo precisa ser feito. Eu começaria implementado o novo padrão de Protocolo de Internet, o IPv6, pois a disponibilidade do padrão de IP atual, dizem os especialistas, terminará em 2010. Ainda dá tempo!




Nelson, antes disso, o Brasil vai ter um novo apagão. Escutei de fonte segura (segura mesmo – uma pessoa que é especialista em energia no Brasil) que se o sr. Lulinha da Silva não investir uma boa grana em hidroelétricas (já que o Brasil tem um enorme potencial de energia hidroelétrica) em 2010 vai ser pior que o último apagão que tivemos. Então, ainda que lá os caras dêem jeito no terreno, e vão dar, claro, por aqui é capaz que tenhamos que ficar sem internet por falta de energia.
Os nossos laptops ainda seguram a onda por algumas horas, mas… e os modems???
Já estou pesquisando preço de gerador, cata-vento, biodigestor, roda d’água… qualquer coisa que produza energia.
sim o governo vai investir em hidroeletricas ah vai. disse q vai ter o trem bala interligando o RJ x SP entao ja daí da pra acreditar. nao se prepare para assistir teve so de noite nao fique ai hehehehehe.
É o velho problema de sempre, meu caros: infra-estrutura é uma das últimas áreas a ser considerada, quando o assunto é investimento, a despeito de sua importância…
Ih é, o Tito lembrou bem, tinha aquele horário do dia que não funcionava nada. Na época eu saia do escritório e ia tomar café com todos os amigos dos escritórios vizinhos. Isso porque o cara da lanchonete fazia café com fogão a gás (espresso nem pensar) e o forno de pão dele era à lenha.
O problema se acabar com a net perde totalmente o sentido de um mundo globalizado hj em dia empresas necessitam mto nessa ferramenta para ter sucessos em seus negócios
O pior é que no Brasil infra-estrutura não é alvo de investimento nem depois da merda feita. Diziam que só depois de um apagão que o governo ia se mexer pra dar jeito no sistema de produção de energia. E nada!. O setor aéreo tá aí capengando e tive que assistir o presidente da Infraero dizer que não há crise, que na verdade o momento é tão bom que o sistema não dá conta da demanda.
Imagine quando falamos de comunicações, setor historicamente negligenciado?
Prefiro nem pensar como seria a minha vida sem Internet. :S
Se passo uns dias sem fazer uns clicks morro de tédio!
A minha vida sem Internet não é vida.
[...] formado pelas operadoras de telecomunicações e serviços de banda larga; uma crônica falta de investimentos em infra-estrutura e a inércia da ANATEL, a quem caberia regular este mercado porém, na prática, não faz muita [...]