Projeto do Wi-Fi no Rio poderá, sim, substituir assinaturas
Lendo um pouco mais sobre o assunto Wi-Fi no Rio, que, como eu comentei aqui no MacMagazine, é uma das grandes notícias do início de 2008, eu acabei de descobrir uma informação que pode modificar, pra ainda melhor, o panorama geral do que o serviço representará para o Rio de Janeiro.
O Governo, no planejamento do projeto em Copacabana, incluiu sim os moradores (cerca de 15 mil) da Av. Atlântica. Eu achava que, não visando qualquer concorrência com os serviços pagos de internet no Estado, eles ofereceriam o serviço de um modo um tanto mais fechado, digamos, mais focado no local da antena. Como, na verdade, funciona qualquer hotspot. Mas, incluindo os moradores, em suas residências, como um dos beneficiários do serviço, o Governo estará trazendo para o estado um formento a mais na disputa de mercado de banda larga por aqui.
As pessoas que morarem perto dos pontos onde haverão as antenas, caso o sinal chegue suficientemente forte às suas casas, poderão abolir de vez suas extorquivas assinaturas. Dessa vez, ou os prestadores de serviços passam a oferecer conexões mais dignas, mais compatíveis com os padrões internacionais de velocidades e preços, num lugar que está se compatibilzando com as modernidades exteriores, ou eles perderão grandes fontes de receita.
Acho que ainda não posso afirmar como se dará essa negociação, afinal, não há empresa nenhuma nesse planeta que possa concorrer com outro serviço oferecido a custo zero. E vale lembrar, claro, que não se trata de uma cobertura como o WiMAX, que funcionará nos moldes como conhecemos a tecnologia celular, que é móvel e constante, sem pontos fixos. Isso quer dizer que só haverá uma concorrência direta de uma empresa X com o Governo nessas áreas, que, em Copacabana, por exemplo, acredito que será somente na Orla.




A novidade / notícia é boa e válida pra quem mora no Rio, o que não é o caso da maioria, infelizmente. É quase como “agora vai ter wi-fi de graça no Acre”. Who cares?
hehehehe
Sinceramente comecei a rir quando o autor do post reclamou das tarifas pagas para se ter uma internet no Rio de Janeiro, ser como base para o Sul e Sudeste… Pensem voces Paulistas ate Gauchos que muito reclamam mas poderiam estar pior, moro em Manaus pago cerca de R$ 135,00 por uma internet de, pasmem, 100 Kbps! hehehe pois eh isso so na promessa pq ela geralmente nao passa de 70 Kbps.
Quando tiverem oportunidade deem uma olhada nesse artigo por favor:
http://alreuse.blogspot.com/2007/09/banda-larga-no-brasil-quase-400-vezes.html
Agora sim voces tem do que reclamar!
Mas o Brasil só está assim porque quem o governa, assim o quer. Está bem que há um caos no sistema de telefonia, e que a qualquer hora isso vai colapsar, mas um país como a Espanha, pequeno e que as pessoas não querem saber muito de tecnologia, tem internet de até 9 Megas em lugares que podem ser comparados ao Mato Grosso do Sul, em quantidade de gente. E num preço que qualquer pessoa que tenha computador, pode pagar.
Se quer pagar ou não, é outra coisa. Mas aí é escolher um plano de 6 megas ou 3 megas. Em Madrid, pelo mesmo preço, se consegue 20 megas. E aqui também é monopolizado, já que quase todas as operadoras de Internet acabam entrando no tronco da bosta da Telefónica. E digo bosta com suas cinco letras, porque é uma empresa repugnante em atendimento ao cliente, e as vezes em qualidade de serviços.
Mas enfim, como sempre o “governo” promove a wifi grátis… em Copacabana rsrsrs… só pra bacana hehehehe…. JÁ É UM COMEÇO, mas é sempre a mesma coisa, pra inglês ver!
Brasil Brasil… não muda nem em 100 anos.
Ué, mas reclamando dos preços cobrados pelo serviço de internet aqui no Rio, não quer dizer, exatamente, que eu esteja trançando um panorama, digamos, egoísta, em não incluir com todas as letras os outros lados de um mercado não tão diferente.
O Brasil, de um modo geral, tem sim uma conexão cara, comparada a outros lugares no mundo. E o Rio tem internet que começa em 2 megas, que só funcionam na capital, e se você analisar quanto se paga por mega em outros lugares, continuaremos a pagar caro, muito caro. E, no caso dos moradores de Manaus, eles são apenas o exemplo do topo de uma lista onde se mede o preço do acesso a banda larga no Brasil, o que quer dizer que estamos no mesmo barco dos que pagam demais, por “tão pouco” – sob diferentes perspectivas, mas, ainda sim, pouco.
O que se faz aqui no Rio e em São Paulo não é modelo pro resto do país não. Se poder chegar a 8Mbps por R$240 for a meta dos interessados em banda larga real, podem preparar os bolsos, pois se tiver gente disposta a pagar isso, terá quem ofereça.
Eu ainda acho que antes de haver a corrida dos “hiper-megas”, com conexões nas casas dos 20Mbps, como em Madrid, no Brasil haverá, primeiro, que se resolver a questão da velocidade mínima pelo preço justo. Quando passarem a oferecer 2Mbps a 20 ou 30 reais sem vínculo com linhas telefônicas, não haverá tantos que queiram aumentar exponencialmente suas velocidades.
Isso é basicamente, o que o Fernando Porteiro descreveu que ocorre na Espanha. Em grandes capitais, pela grande densidade de empresas e assinantes numa mesma região, os operadores, como em qualquer outro lugar do mundo, oferecem mais ainda por menos. Porém, em locais mais distantes, até se paga o mesmo que os 20Mbps de Madrid, mas, escolhe-se entre 3 e 6Mbps, o que pro usuário comum é mais do que suficiente. É essa a evolução de mercado que precisamos por aqui.
Porém, não consigo visualizar o dia em que serviços de tecnologia sejam oferecidos nas mesmas condições em São Paulo e no meio da Amazônia. O que poderá haver é o mínimo/ razoável/ necessário/ justo em todas as regiões.
Calma. O pessoal do edifício Choppin não precisa ficar ouriçado. Se eu entendi bem, o projeto é a simples instalação de hotspots pela orla com acesso livre. OK. Quem morar acima do 1 andar já não vai pegar essa carona. Logo, o lance se resume ao nível de rua. Será bem legal para quem parar num barzinho ou for tomar um café na cantina mais próxima, ou até num quiosque à beira mar com o Laptop ou um outro gadget wi-fi.
Assim que essa “rede pra turista internacional” começar a funcionar, só quero ver o quando de turistas terão seus gadgets roubados a beira mar!
Uma das poucas coisas que ainda gosto nesse país é o povo. Mas comentários como estes acima me deixam realmente chateado.
Um diz que não se interessa se algo como esse começa a se popularizar, antes em Minas Gerais e agora no Rio de Janeiro; o outro reclama que em Manaus ele não tem uma banda decente, mas até em países desenvolvidos as cidades que não são as mais populosas e centros comerciais têm banda igual às das cidades mais desenvolvidas e capitais.
Caramba, gente… que tal um pouco de pensamento positivo. Tá certo que está começando em Copacabana, mas logo depois será implementado na BAIXADA FLUMINENSE!!! Para aqueles que não conhecem o RIo, acreditem… é algo espantoso. Logo depois, o serviço será expandido para todo o ESTADO!!!
Por quê não pensamos “Nossa, que barato, tomara que se espalhe pelo Brasil”; “Que legal! Isso vai acabar baixando os preços das conexões banda larga pagas”. Ao invés disso reclamam que é pra elite e turistas… isso enche o saco… vamos comemorar por algo que eu achava que demoraria décadas para chegar ao Brasil e já está em nossas mãos…