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MacMagazine apóia veto ao projeto de lei sobre cybercrimes

Ocorrerá amanhã (09 de julho de 2008), no Senado Federal, a votação de um novo projeto de lei que poderá mudar drasticamente a forma como são julgadas atividades realizadas na internet. Antes de achar que o texto abaixo é longo e desinteressante, saiba que isso diz total respeito ao que você faz online e que a sua pequena participação contribuirá para que impeçamos que um absurdo ocorra no Brasil.

Tudo começou com a boa vontade do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) em resolver elaborar um projeto de lei para conter a proliferação e exploração da pedofilia na internet. De uma forma geral, as proposições PLC 00089/2003, PLS 00076/2000 e PLS 00137/2000 tratam de crimes online como um todo.

Bandeira do Brasil

Até aí tudo bem, tais assuntos têm mesmo que ser discutidos e algo deve ser feito para que a justiça possa agir contra criminosos, sejam eles virtuais ou não. O grande problema na concepção do senador é que ele está, basicamente, transformando qualquer tipo de atividade online em um crime: é uma total inversão de papéis!

Pra começar, se aprovado, o projeto ditará que provedores de acesso terão que registrar e arquivar todo e qualquer tipo de acesso à internet por 3 anos. Isso significa que eles serão obrigados a ter um histórico de todos os IPs, horários e a própria identidade do usuário que utilizou os seus serviços. A partir daí, poderão ser incriminados (eles, os provedores) caso não informem às autoridades qualquer atividade criminosa por parte de algum dos seus clientes.

O blog A Nova Corja fez uma analogia perfeita sobre tal aspecto:

É como se o governo obrigasse as empresas de ônibus a pedir identidade, CPF, comprovante de residência e foto 3×4 em TODAS as viagens, para o caso de algum passageiro cometer um assalto.

Ou seja, os donos de empresas de ônibus seriam presos caso não informassem à polícia sobre assaltos ocorridos dentro de suas frotas.

O projeto não se restringe ao uso de computadores: segundo Ronaldo Lemos, professor da FGV, ao se referir a “rede de computadores”, “dispositivos de comunicação” e “sistema informatizado”, o projeto engloba não só computadores mas reprodutores de MP3, aparelhos celulares, tocadores de DVD, sistemas de software e até conversores de TV digital.

A liberdade de expressão dos usuários está sendo colocada em pauta frente a restrições ridículas, como proibir definitivamente o uso de redes P2P, exigir autorização para que realize-se cache de páginas (todos os browsers e sistemas de buscas passam a ser ilegais) e liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi), que não oferecem tal controle de acesso registrado às autoridades.

Faça a sua parte junto conosco. O que podemos e devemos fazer:

  • Participar da petição online pelo veto do projeto do senador Eduardo Azeredo. A minha assinatura foi a 6.604ª, precisamos de muito mais!
  • Enviar emails para os senadores no intuito de alertar para os absurdos desse projeto de lei e a necessidade de revermos como devemos tratar dos crimes na internet.

Contamos contigo!

[Via: Camiseteria e Google Discovery.]

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Quem escreve?

Rafael Fischmann
Rafael Fischmann
Graduado em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda na Universidade Salvador - UNIFACS, tem paixão pela Apple e seus produtos desde quando adquiriu seu primeiro iMac (um G3 Blueberry), em agosto de 2000. Possui hoje um MacBook Pro unibody de 17 polegadas, um iPod video de 80GB, um iPod shuffle de 2GB e um AirPort Express. O mais novo integrante da família é um iPhone 3GS preto de 32GB.

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