Estação Espacial Internacional completa 10 anos
Neste mês de novembro, a Estação Espacial Internacional (International Space Station, ou simplesmente ISS) — nosso ponto de presença permanente no espaço sideral — completa 10 anos e é considerada a maior obra de engenharia da história da humanidade. Dezesseis nações, dentre elas o Brasil, trabalham juntas para concluir a mais avançada plataforma de pesquisa espacial já construída. As imagens da ISS são sempre fascinantes:
A estação espacial encontra-se em órbita em torno da Terra, a uma altitude de aproximadamente 360 quilômetros, um tipo de órbita tipicamente designada de órbita terrestre baixa (na verdade, a altitude varia ao longo do tempo em vários quilômetros devido ao arrastamento atmosférico e reposição). A órbita da ISS é inclinada 51,6° em relação à linha do Equador e sua altitude é de 402km. Sua órbita é tal que a estação pode ser facilmente alcançada por veículos espaciais lançados por todos os países participantes, possibilitando também uma excelente observação da Terra, cobrindo 85% da superfície terrestre e sobrevoando 95% da população mundial.
Por estarmos tão acostumados com ela, não imaginamos como a ISS é verdadeiramente gigantesca. Veja, por exemplo, a sensacional foto da NASA mostrando a escala de um astronauta contra uma pequena seção da Estação Espacial Internacional.
O mais legal, no entanto, é uma comparação do tamanho da ISS em relação a algumas espaçonaves da ficção científica, como a Colonial Viper Mk1, uma corveta Corelliana, a USS Enterprise NCC-1701-A e a nova Battlestar Galactica.
Impressionante, não?!
[Via: NASA.]







Eu sei que vem gente dizer…
“Mas este é um blog sobra a Apple!”
Não, são é somente.
É sobre tecnologia. E vejam que a ISS é a maior obra tecnológica já construída por seres humanos (no meu humilde ponto de vista).
Estamos tão acostumados a ouvir falar da Estação Espacial Internacional que quase não me percebo que está a completar 10 anos!
Parabéns Nelson, por lembrar que “Tecnologia não é apenas Mac…”
@Joaquim: obrigado, meu caro.
E você tem razão: a tecnologia vai muito além da Apple ou de qualquer outra empresa tecnológica que conhecemos. E é isso que quero mostrar aqui.
Abraços.
maior obra tecnologica? Isso eh muito relativo, o acelerador de particulas… L… H…. alguma coisa… é maior, e é uma obra tecnologica… o coliseu, os aquedutos romanos, a opera de Sidney, sao todos maiores, e sao todos tecnologicos, pra epoca, pelo menos…
e saber que a estaçao ta fazendo 10 anos me faz me sentir velho, pq eu lembro quando ela ainda tava no papel…. e a MIR ainda tava pelas bandas…. (a MIR sim, era miudinha, mas considerando a epoca, foi uma façanha dos russos…)
haha, tecnologia não é apenas mac, mas ESTILO, isso é quase que esclusividade…
Rodrigo. Concordo perfeitamente com você! mas eu olhei do ponto de vista, que a ISS não está no solo terrestre. Portanto sair da Terra é um Marco. Quanto a MIR, foi uma façanha, mas foi soviética. Claro que a ISS não é de todos, e não são todos os países que fazem parte do projeto que enviam os seus astronautas (ou cosmonautas, se preferir). Mas o que a tem feito grande é o “sistema de colaboração” na montagem e destino de recursos financeiros.
Eu fico satisfeito com a idéia do LHC, mas por enquanto é apenas uma Mega-obra, mas não mostrou todo o seu potencial. Eu ainda aguardo pra ver.
Acho que é só… Mas sei lá, todas as construções citadas pelo Rodrigo são importantes, cada uma no seu tempo, pois reuniram o máximo de tecnologia disponível.
360 km de altura só? Bah! Já devem de estar construindo algum prédio nos Emirados Árabes para ultrapassar o Burj Dubai que chegue a essa altura. Ou <a href=”http://gizmodo.com/5053048/japanese-scientists-plan-to-build-space-elevator”será no Japão?
Pô Rodrigo vc se sente velho ? E eu que me lembro quando o Skylab caiu….?
@TC: eu também me lembro disso… :P
@Joaquim , mas ainda não se comparam em complexidade com a ISS. Até chegar ao ponto de possuir recursos e conhecimento para construir algo assim, demorou. Tais obras deram uma contribuição óbvia para a ciência e tecnologia, e são de grande valor, mas não acho que sejam superiores quanto a isso.
Não, Luciana, não disse que o Coliseu é mais importante que a ISS. Mas que CADA obra é fundamental para a SUA época, pois, demanda dos mais avançados recursos disponíveis no período em que foi construí.
É tão claro que a ISS é extremamente complexa, mas ela é o que a humanidade tem de mais avançado, assim como foram os aquedutos romanos que o Rodrigo citou.
Um dia, espero que seja em breve, que a ISS não representará o que há de há de mais avançado, pois, espero que tenhamos, como espécie avançado a um estágio nas nossas construções.
@Luciana Schmoeler: com toda a certeza, Lu… apenas o fato de se construir no espaço já supera, em complexidade, qualquer outra obra criada por nós até este momento. Um dia, eu acredito, veremos base permanentes, as quais serão fundamentais para a conquista do espaço exterior, em satélites e planetas como a Lua e Marte.
A ISS é apenas o começo…
Joaquim, mas foi isso o que eu dei a entender: dentro do contexto atual, considerando tudo, a ISS é a maior. Como todas são comparadas, o contexto e importância ao qual você se referiu não tá aplicado… é claro que na época essas construções foram um marco, assim como outros avanços tecnológicos, lógico, mas o que conta aí é o nível de complexidade, que se comparado às obras romanas, é muito maior.
@Luciana Schmoeler: Concordo novamente. Sem dúvida os aquedutos de Roma ou a Acrópole, em Athenas, representaram – a sua época – um desafio tecnológico tão grande quanto a construção da ISS para o mundo de hoje. Porém, creio que a questão de ser uma obra de engenharia feita no espaço a torna a campeão de complexidade, até este momento.
Beijos.
la vem os amostrados s amostrar de suas inteligencias… gostei do post. nem sabia disso..
O Brasil não está mais no projeto da ISS….
Flavio, o Brasil não está mais, de verdade?
Bem quem perde é o Brasil, por não contribuir com um projeto que certamente será o ponto de partida de muitas outras conquistas no espaço.
Joaquim.
Em 1999 o Brasil optou por reduzir sua participação no projeto. Havia a necessidade de priorizar ivestimentos, dessa forma, o MCT preferiu concentrar investimentos na base de lançamentos de Alcântara (MA), no VLS (Veículo Lançador de Satélites) e na série de satélites CBERS (lê-se cibers), feitos em parceria com a China.
Ao meu ver, a decisão foi acertada. No projeto original da ISS, o Brasil produziria apenas alguns dos mobiliários de um dos módulos de pesquisa e teria direito a enviar algumas pesquisas para o Espaço. Armários de alumínio não nos trariam muito avanço e boa parte dos estudos realizados na ISS podem ser feitos em cápsulas enviadas por sondas.
Infelizmente, em 22 de Agosto de 2003, um dos dias mais trágicos para a pesquisa científica no Brasil, o terceiro protótipo do VLS explodiu enquanto passava pela montagem final na base de Alcântara matando 21 cientistas. Hoje, a Base está praticamente reconstruída, mas isso produziu um atraso de uns 10 anos no Projeto. O próximo VLS deve ser lançado em 2010.
Abçs,
Flavio
TC, e eu nem sei o que é skylab huauhau
Ok. Entendi, e com base nas suas razões, crio que tenha sido de fato a decisão mais acertada.
O Brasil não está e nunca participou ativamente no projeto da ISS, só assinou a adesão e não contribuiu com nada, alias atrapalhou o cronograma nas partes que seria de sua responsabilidade.