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Injeção de apps (na sua testa) VII [atualizado]

iPhone App StoreO ano está acabando e, junto com um inferno astral na hora de preencher cheques, vem por aí uma infinidade de novos apps a conhecer e amar/odiar. Porém, antes de dar adeus a este ano, ainda dá tempo para falar de dois joguinhos interessantes e gratuitos que estão à disposição de todos os donos de iPhones/iPods touch com firmware 2.1 ou superior e com uma conta na iTunes Store norte-americana. :( Infelizmente, a seleção de hoje não chegou ao Brasil… ainda.

Sem mais delongas, vamos ao jogos? Um deles, pelo menos, é viciante a ponto de roubar seu tempo até quando não devia!

Trace

TraceVocê deve lembrar dos apps de desenho sobre os quais eu comentei semana passada, não? Imagine que alguém, usando tais ferramentas e sem o menor talento para a arte, resolveu fazer um jogo. Agora imagine que essa pessoa conseguiu ter tal jogo aprovado na iPhone App Store. Bem-vindo a Trace (link rascunhado para a iTunes).

Brincadeiras à parte — longe de mim querer desmerecer o trabalho do Kevin Calderone —, a primeira coisa a chamar a atenção neste jogo é o ar pueril dele: toda a arte, tudo mesmo, é desenhado à base de traços primários, cores básicas e formas simples. O protagonista, para você ter uma idéia, é um homem-palito. Devo confessar que há um certo charme nesta abordagem… É como imaginar que o jogo todo foi desenhado por um filho, ou sobrinho seu.

A simplicidade continua na jogabilidade em si: com apenas três comandos, você pode mover seu stickman para a esquerda, para a direita ou fazê-lo saltar para alcançar o objetivo, que é um pequeno sol animado. “Cadê a graça disso?”, você pergunta. Primeiro, é de graça. Segundo, você pode usar a ponta do dedo para desenhar livremente plataformas e ajudar seu personagem a chegar com vida ao fim da fase — quem me dera, ter esse recurso em Tomb Raider. Terceiro, o jogo é enorme! São seis mundos, com mais de 10 fases cada, em média. Leve em conta também que cada mundo tem uma física própria: você terá que, de novo e de novo, acostumar-se a um novo comportamento de seu personagem durante os saltos.

Trace — tela-título Trace — mundos Trace — estágio

No fim das contas, há alguns bugs e aparas a aprimorar — como a mania que o personagem tem de sair correndo desabaladamente para um lado —, mas eu não tenho dúvidas de que Trace seja um jogo promissor, algo que sua arte esconde em imagens estáticas, mas que brilha ao ser visto em movimento, com animações suaves e uma trilha sonora bonitinha. Ah! Não se espante com as imagens acima, quando você for jogar no seu gadget: não sei como, Trace conseguiu ser aprovado com uma orientação de tela que deixa o botão Home do lado esquerdo. Não é nada, mas eu já vi apps voltarem por muito menos… Atualização (29/12/08 às 17:01) My bad! Na verdade, o próprio gadget ajusta a posição da tela, conforme ficar melhor para você: basta virar o aparelho. IMHO: 3/5 Quase um Mario, mas com um ou outro bug a melhorar.

Tap Defense

TapDefenseEste, eu recomendo para as pessoas que gostam de se estressar com motivos imaginários e vibrar com mínimas conquistas. Sério: eu não entendia o porquê de este estilo de jogo ter um relativo sucesso por aí, até ser tragado por este… TapDefense (link para a iTunes), meus caros, é um jogo gratuito, excelente e muito, mas muito viciante.

Nele, como em qualquer outro no estilo Tower Defense, você tem que montar torres que vão atacar automaticamente inimigos que passam em hordas por um caminho aberto. Seu objetivo é preparar uma estratégia de combate ideal de forma que nenhum demônio cruze os Portões do Céu. Um sistema simples, mas que pode gerar uma verdadeira obsessão.

E tudo é possível graças a um sistema fácil de aprender: ao jogar pela primeira vez, fui capaz de chegar longe — no modo Fácil, tenho dito — e deliciar-me com todas as nuances. Há inimigos de vários tipos, alguns mais rápidos, outros mais fortes, uns com resistências a determinados tipos de torre… E, por falar nelas, há sete tipos para você construir — três por padrão e outras quatro, que você pode desenvolver usando halos que ganha em batalhas contra chefes. Além disso, você pode aprimorar as defesas já construídas, aumentando seu poder de fogo e alcance. Deixo a dica de que as três dificuldades variam em termos de trajetória que os inimigos percorrem — mais longa no Fácil —, velocidade/resistência destes e a quantidade de dinheiro ganha com os juros — maior nos modos mais difíceis, indo um pouco contra o senso comum.

TapDefense — tela-título TapDefense — coisas a desenvolver TapDefense — estágio fácil

Com tanta coisa a favor, aviso que só dois detalhes bem pequeninos me impedem de dar nota máxima a este jogo. Um deles é o áudio… ou sua falta. Tentei de várias formas ligar os efeitos sonoros e música, para poder avaliá-los, mas não consegui. Simplesmente o jogo ficou mudo e não quis falar comigo! Não que faça muita diferença pra mim, na verdade eu até prefiro — é melhor que o caso do MazeFinger, que trava tudo se eu tentar ouvir minhas músicas enquanto jogo. Ao contrário do título da ngmoco:), que conta com um sistema de atendimento fantástico (o Get Satisfaction; eles já estão trabalhando no bug que mencionei, aliás), TapDefense só tem página de suporte e dicas para quem for do Facebook. Boo! Atualização (29/12/08 às 17:06): Segundo o Gustavo Spud e o Edu, que contribuíram pelos comentários (obrigado!), o áudio nem é tão imperdível. Ainda bem, pois até agora não descobri o que deu errado comigo. :(

Outro detalhe que não me afeta, mas que merece menção, é como conseguiram fazer esta beleza de jogo ser gratuita: anúncios! Portanto, se você tem um iPhone e quer cuidar de sua taxa de transferência de dados usando a rede 3G de nossas ferinas operadoras, atenção. Há outro lado nesta moeda, porém: tocar a mensagem do patrocinador faz com que seu jogo seja salvo (mas não se desespere: ele possui um sistema de retomar a partida, quando você pressiona o botão Home). IMHO: 4/5 Bonito, estável, divertido e mudo… o companheiro perfeito para viagens de ônibus!

É isso! Este ano já está velho, gasto e defunto. Talvez 2009 traga um novo modelo de iPhone, iPods touch com mais capacidade que o HD de muita gente e novos desktops de fazer qualquer um babar. Porém, a revisão de apps gratuitos continua: ainda que não possa acontecer semanalmente, continuaremos sempre de olho nos jogos ou ferramentas 0800 que mais valor puderem agregar a seu gadget.

E, em 2009, vamos rumo às nove telas cheias — 148 “botões”! :D

Caso você não seja cadastrado na iTS norte-americana, recomendo a leitura deste post.

P.S.: tem gente na equipe MacMagazine que já precisa de mais de 16 telas… Pense no tempo que deve levar pra sincronizar tanto app!

P.P.S.: já que eu falei da ngmoco:), corra, enquanto ainda dá pra pegar o Topple de graça!

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Quem escreve?

Halex Pereira
Halex Pereira
Formado em Ciências Biológicas e estudante de Direito pela UFC, Helton Alexandre “Halex” Pereira mora em Fortaleza (CE) e, aos 26 anos, conserva o gosto excêntrico de lutar pela integridade emocional de gadgets indefesos. Adora absorver informação e aprender coisas novas. Ele também estuda alemão, é concurseiro e gosta de desenhar nas horas vagas. Não, ele não tem vida própria, mas acredita que um dia será capaz de sustentar os caprichos de sua pequena família de iGadgets — um iPod touch 1G e um MacBook (Early 2008), carinhosamente chamados de touchy e Mack, respectivamente.

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13 Comentários »

  • Enri disse:

    Eu só quero que em 09, a Maçã nos proporcione 2 coisinhas:
    1 – iPhone com qwerty “fisico”, p/ eu voltar a usar um cell da Apple;
    2 – Macbook com gravador de bluray bem silencioso e leitor biométrico.

  • Marcelo disse:

    nunca tive problemas com o teclado virtual touch. Acredito que esse conceito é um dos pilares do iPhone e tende só a evoluir, jamais acabar. Pode comprar um motoenrola, ou. Aceite o futuro.

  • Paulo disse:

    Tem cada um. Teclado físico? Dificil adaptar usuários de máquinas de escrever com tecnologia. Reforço o conselho do amigo acima: compre um Motorola, ou………..saia da caverna.

  • Renato Fagundes disse:

    @ Enri: Teclado “físico”??? Pode desistir da idéia de voltar a usar um celular da Apple.

  • Jocatuca disse:

    Enri. (o salvador!!!)
    Você tá muito “PC”.
    Conhecendo bem a Apple, acho, difícil, quase improvável da Apple colocar um teclado “físico”.
    E… leitor biométrico??? Esse eu lhe garanto que não vem. Me parece uma solução tão idiota quanto cadeado no portão.
    Vai… é só opinião! Não me condene ao inferno por isso! Hehehehehe.

  • Carlos Vargas disse:

    Leitor biométrico seria útil, na minha opinião, para substituir senhas na internet.
    Ou pelo menos para funcionar como senha mestre no meu 1Password…

    Seria ótimo.

  • Pedro disse:

    Nenhuma app esta disponivel na store brasileira!

    Abrass

  • Gustavo Spud disse:

    Tap Defense tem audio sim, e é melhor nao usa-lo mesmo… enjoa por se repetir demais ! A fase 43 (a última) é a melhor de todas ! hahahaha Bom jogo

  • Edu disse:

    O Gustavo disse o que ia dizer: o TapDefense tem som sim, mas é enjoativo.

  • Halex Pereira disse:

    @ Gustavo Spud & Edu:
    Eu já imaginava isso, mas, pelos comentários das pessoas na iPhone App Store, sei que não sou o único a ter problemas com o áudio do TapDefense.
    Obrigado por complementar a informação! :)

  • Vinicius disse:

    Gostaria de tirar uma duvida, eu tenho um ipod touch de 1 geração, ja atualizei, mas pelo que eu entendi nao da pra comprar jogos no itunes store brasileiro, tem alguma outra maneira de por jogos no meu ipod touch?
    se puderem me responder por e-mail ou deixando um recado eu agradeceria muito.

  • Halex Pereira disse:

    @ Vinicius:
    Os métodos, essencialmente, são dois: iTunes ou jailbreak.
    A App Store brasileira, de fato, tem uma seleção limitada de jogos, por conta dos trâmites legais necessários para vendê-los no Brasil. Jogos aos montes, por enquanto, só se você tiver conta em lojas internacionais, como a iTS estadunidense. :(
    E o jailbreak, por não ser o modo “normal” de operação do aparelho, não é suportado pela Apple — e viola a garantia, para todos os efeitos.
    Se ainda houver qualquer dúvida, você pode dar uma passada nos fóruns do MacMagazine: quem sabe todas as suas respostas não já estão lá? ;)

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