Trabalhando na Apple, uma visão interna
Chuq von Rospach trabalhou na Apple por 17 longos anos e compartilhou, recentemente, sua experiência com o jornal britânico The Guardian. Segundo ele, muitas das suas memórias em Cupertino incluem diversos momentos positivos e outros nem tanto, mas relembrados por ele de forma engraçada, como a atmosfera que se instaurou na sede da empresa logo após o lançamento do MobileMe.
Veja aqui uma dessas experiências:
Quando a Apple lançou [o MobileMe], ele simplesmente não estava pronto… Para as pessoas que indagavam como estava a atmosfera dentro do 1 Infinite Loop, eu dizia: “apenas imagine Steve Jobs vagando pelos corredores com um lança-chamas na mão, perguntando às pessoas aleatoriamente Você trabalha no MobileMe?“

A respeito do que é trabalhar com Steve Jobs, ele dispara:
Eu nunca tive o lança-chamas do Steve apontado para mim, embora ele tenha chegado perto alguma vezes. No final das contas, eu estive perto de perder o emprego três vezes — e, em todas elas, eu provavelmente merecia. Eu tenho amigos que foram demitidos. Nem sempre foi prazeroso — mas eu dou um crédito ao Steve por ele ter para si os mesmos padrões de exigência que imprime às pessoas perto dele. Ele é um perfeccionista, e é o que faz dele um sucesso e fez a Apple dar certo. Porém, esse tipo de perfeccionismo não é fácil e não é feito com críticas gentis.
E complementa com uma explicação racional para a saída da Macworld Expo:
O fato é que a Macworld causa todos os tipos de problemas para os funcionários da Apple e custa muito caro para a empresa estar pronta para o evento. O que normalmente significa que várias pessoas têm que trabalhar durante o Natal para atender aos prazos, para só depois terem seu tempo compensado. É um momento terrível para o ciclo de vendas da Apple: logo após a época de vendas do Natal. Quem realmente quer anunciar novos produtos depois do fim de ano?
E isso tende a forçar que produtos sejam lançados numa agenda que não afete a Apple, então às vezes produtos perdem os prazos e têm de esperar por outras oportunidades, como a WWDC, ou acabam lançados cedo demais. Antigamente, a Apple precisava da Macworld e de toda a publicidade extra para gerar interesse e animação, mas isso mudou há cerca de cinco anos, movendo introduções de produtos para outros eventos ou press releases.
Para finalizar, uma constatação importante: “A Apple é um lugar onde você trabalha muito, mas é recompensado e ajuda a criar produtos que são especiais.”
Chuq deixou Cupertino para viver novos desafios e mantém um blog.




“A Apple é um lugar onde você trabalha muito, mas é recompensado e ajuda a criar produtos que são especiais.”
Acho q isso define de maneira simples o que é essa empresa. Trabalhei por algum tempo no Appleline, o odiado Appleline e o que eu posso dizer é que fazer parte disso é algo realmente especial. Tive oportunidades maravilhosas, conheci muita gente legal, pus as mãos em coisas realmente especiais antes de todo mundo. Isso fica no sangue, não tem jeito.
De um modo saudoso eu digo que mesmo quando eu levava uma lambada eu estava aprendendo algo.
Sim, trabalhar para a Apple tem suas recompensas. Apesar das dificuldades, que não são poucas.
Cristiano resumiu bem o que é isso.
Para variar, ele descreveu o Steve exatamente como todos do livro “A Cabeça de Steve Jobs”.
Ele deve ser um chefe dos diabos.
Acho que esse jeito excêntrico de jobs deixa ele assim…..é dá esse toque de emoção me tudo que a apple faz….uma coisa mais perfeita que a outra….
Bom livro. Acabei de ler. Inspirador.
Imagina quando Jobs achou o responsável pelo MobileME no corredor ahuahauha
Recomendo também o livro “O Jeito Macintosh” de Guy Kawazaki, membro da equipe que desenvolveu o primeiro Macintosh. ele descreve muito bem detalhadamente como é trabalhar com o Estevão.
Dizem que Jobs é de uma arrogância de dar calafrios…
@Carlos: vou te contar uma que me foi contada na época que estive trabalhando lá. Alguns funcionários da Apple Brasil foram a uma das MacWorlds, não sei te precisar qual exatamente – trabalhei lá entre de 98 e 2000 – e por acaso – ou talvez não por acaso – depois do keynote e tudo mais alguns desses funcionários, em algum momento depois tiveram a SORTE absurda de pegar um elevador com ele. Um deles, brazuca – eu digo que esse povo é uma bosta mesmo… – ILUMINADO QUE ERA perdeu a otima oportunidade de ficar calado. O papo foi mais ou menos assim:
- Steve, legal o keynote, legal os lançamentos, mas eu queria saber o que fazemos no Brasil, com os estoques que acabamos de encher e que vc acabou de tornar obsoleto.
Dizem que houve um silêncio total de uns 5 segundos, entreolhares e o golpe fatal e gênial do Jobão:
- Venda.
Claro que o cinto de distorção da realidade do cara tava ativo e o elevador fez “plim” e se abriu e lá se foi o Steve e a chance unica que qq um que usa, gosta e conhece Macintosh, Apple e o Jobão de falar para o cara: ow, valeu pelo que vc tem feito pelo resto de nós!
Claro que esse cara não durou muito mais na Apple Brasil.
Veracidade? Bom, acreditem se quiser, confirmem com qq um que trampou na Apple nesse periodo… Se me processarem vou dizer que a fonte desse diálogo é o mesmo do Rubinho com o box da Ferrari no GP da Austria. KKKK!!!!
Faz sentido a explicação a respeito da WWDC.
A rapadura é doce mas não é mole não.
Pra fazer toda aquela empresa dar certo, com milhões de dólares em jogo a cada instante, não tem como o cara ser sereno e simpático com os funcionários.
Ou acham que no Google tb não rola um pavorzão na galera?
Venda
uma resposta simples e direta
Eu teria dito:
Jobs… que bom lhe encontrar aqui. Quando for ao Brasil passa lá na casa da minha tia para comermos um tofú com molho de algas!
Eita!
Boa idéia… coloquem aqui o que vocês diriam ao Steve Jobs se encontrassem o dito na situação horizontalizada!!
Digo… verticalizada!
rs… não leva a mal não mas eu ficaria quietinho com os ouvidos bem espertos para não perder nada q esse cara falasse longe dos holofotes…
Eu ficaria quieto tambem,