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De graça, até injeção na testa! XXVIII

Ícone do iTunesÉ com muito gosto que apresento mais uma semana de gratuidades musicais na iTunes Store. Hoje, como você poderá ver/ouvir, o pessoal de Cupertino resolveu investir em extremos e deixar-nos com apenas três opções, mas com direito a uma pequena compensação: hoje temos iTunes Plus na área! :-D Nada de mais, apenas um terço das ofertas da semana, mas alguma coisa é melhor que nada. :-/

Vamos às canções?

Single of the Week

Alela DianeAlela Diane saúda-nos de Nevada City, uma cidade envolta em florestas no norte da Califórnia, um lugar que a harpista indie Joanna Newsom também chama de lar. E, de fato, foi Newsom quem deu a Diane o encorajamento necessário para suas primeiras performances.

Esta faixa do segundo álbum de Diane, To Be Still, encaixa-se melhor no gênero folk do que a poesia surreal e complexa de Newsom, mas ambas habitam o mundo das estórias fabulosas levemente fora de centro. Ela e sua guitarra estão sob os holofotes, auxiliadas por assombrosos back-vocals femininos e uma levíssima banda folk ao fundo. Há uma sinceridade grosseira e rural nesta melodia fantasmagórica que dá à faixa um pouco mais de peso emocional.

Nada como uma boa canção à moda antiga para relaxar e começar o mês com o pé direito. Feche os olhos e visualize uma daquelas pessoas que continuam em Woodstock, cercada por panos coloridos e tocando violão sob a luz da lua. O que é tocado e cantado? “Dry Grass & Shadows” (link para a iTunes), obviamente. É notável a simplicidade da faixa, mas ela cria toda uma atmosfera relaxante, quase submersa em água de cheiro, contando com o mérito da voz de Alela, que me lembrou um pouco a boa e velha Alanis — a antigooona, não a de Flavors of Entanglement, tenho dito. Deixo o aviso de que, caso você não curta música para tocar ao pé da fogueira, passe longe. Mas se você curtir, lembre de também passar no MySpace da moça e de visitar o “mal atualizado blog” dela — uma cantora que já atropelou um urso não é coisa que se vê todo dia. IMHO: 3/5 Arranjos simples, mas com vocais cativantes.

Discovery Download

NovalimaNosso Discovery Download põe em foco um gênero diferente a cada semana, oferecendo gratuitamente uma faixa que julgamos merecer sua atenção.

Novalima foi formada no Peru em 2001, com o objetivo de tentar integrar os vibrantes sons afro-peruanos que vinham borbulhando na cultura por décadas com as batidas tribais, cruas, emanando dos clubes. Com o passar dos anos, eles refinaram sua mistura multicolorida em algo que integra texturas africanas, latinas, caribenhas e eletrônicas.

“Camote”, esta batida ribombante de meio tempo, é tirada de seu novo álbum, Coba Coba.

Fãs de percussão étnica, esta é pra vocês — e também valendo como Canción de la Semana. “Camote” (link para a iTunes) é uma faixa que se destaca por ter batidas harmonizadas e complexas que se misturam de forma quase mágica para gerar a canção final. Tudo é tão integrado que até alguns vocais soam como percussão. Por falar neles, a vocalista nesta faixa empresta um ar de mistério muito mais fantasmagórico que a encomenda. Particularmente, reconheço o mérito das batidas no trabalho da Novalima — o qual você pode conferir melhor no MySpace ou no site oficial da turma –, mas elas não me apeteceram muito. Sua experiência pode variar, claro, mas se prepare para um som bem World Music, étnico, só com doses mínimas de música eletrônica. Mas, se você souber o que é um cajón, provavelmente vai gostar. IMHO: 2/5 Esse pessoal sabe o que está fazendo e faz bem, mas o público deles certamente é restrito.

Video of the Week

MetronomyJoseph Mount compõe e grava músicas usando o nome Metronomy. Oscar Cash, Gabriel Stebbing e Joseph Mount executam essas músicas ao vivo e ainda assim se chamam Metronomy. Joseph Mount morou em Devon por um tempo, mudou-se para Brighton e finalmente se estabeleceu em Londres.

No caminho, ele gravou um álbum e remixou muitas bandas e artistas. Logo um segundo álbum chegará. Até que esse álbum chegue, (numa hora em que, tenho certeza, uma biografia adequada já terá sido escrita), por favor desfrutem do que está disponível aqui e preencham os espaços em branco com sua imaginação.

[Retirado do perfil deles no MySpace.]

Depois de duas faixas bem rústicas, pulamos direto para uma música eletrônica. Em “A Thing for Me” (link para a iTunes), podem-se encontrar várias virtudes: comédia, tragédia, efeitos especiais, edição, performance dos cantores/atores/palhaços, revival dos anos 80 etc. Não quero estragar a surpresa com spoilers: apenas garanto como este vídeo clipe tem um quê de inusitado e vale a pena baixá-lo. Pontos extras, se você conseguir captar os trocadilhos e piadas linguísticas no meio do caos. Quanto ao áudio, deixa impressões ambíguas. Não sei se música eletrônica “de pedigree” pode ter vocais e letra, mas a presença destes dois elementos — ainda que nonsense — é bem-vinda. Porém, ao contrário de “Heartbreaker”, outra faixa do Metronomy, a aqui disponível peca por ser um tanto irritante. Mas só um pouquinho: todas as faixas deles, apesar de bem construídas, são meio repetitivas, só que “A Thing for Me” excede. Caso você queira conferir algumas outras artes dos caras, o site oficial é uma boa pedida — e muito curioso, com janelas dentro da janela… você vai entender. IMHO: 4/5 Ótimo de assistir, estou rindo até agora, mas eu não sei se _ouviria_ muito.

Pois bem, não pense que eu esqueci de dizer qual dos três foi agraciado pelo toque da Fada do DRM-free. Eu quis deixar o melhor pro final! :-P A faixa livre de proteção DRM é… “A Thing for Me”: isso significa que até seu Zune vai poder sair por aí quebrando paradigmas do karaokê!… Oops! Falei demais.

E por hoje é só: até semana que vem, com mais recomendações musicais 0800!

Caso você não seja cadastrado na iTS norte-americana (e enquanto o Brasil não ganha a sua loja musical da Apple), recomendo a leitura deste post.

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Quem escreve?

Halex Pereira
Halex Pereira
Formado em Ciências Biológicas e estudante de Direito pela UFC, Helton Alexandre “Halex” Pereira mora em Fortaleza (CE) e, aos 26 anos, conserva o gosto excêntrico de lutar pela integridade emocional de gadgets indefesos. Adora absorver informação e aprender coisas novas. Ele também estuda alemão, é concurseiro e gosta de desenhar nas horas vagas. Não, ele não tem vida própria, mas acredita que um dia será capaz de sustentar os caprichos de sua pequena família de iGadgets — um iPod touch 1G e um MacBook (Early 2008), carinhosamente chamados de touchy e Mack, respectivamente.

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