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Vice-presidente sênior de engenharia do Google explica como decidir sobre o encerramento de projetos

Acabo de ler um artigo do NYTimes.com deveras interessante, trazendo uma entrevista com Jeff Huber, vice-presidente sênior de engenharia do Google. O foco da matéria são projetos abandonados pela firma de Mountain View: quando e por que encerrá-los?

Jeff Huber, do Google

No meio de janeiro, caso você não tenha acompanhado, o Google anunciou a demissão de 100 empregados e enterrou alguns dos seus serviços pouco utilizados, dentre eles o Dodgeball, Lively, Jaiku e o Google Notebook.

“Não há uma equação única que nos descreva, mas tentamos usar dados sempre que possível”, explica Jeff. “Que produtos conquistaram uma audiência? Quais estão crescendo?” Esse tipo de pergunta certamente é feita diariamente entre projetistas e desenvolvedores de produtos e serviços da gigante de buscas.

Projetos desativados falharam, sem dúvida alguma, em um ou mais testes do Google que determinam se continuarão incubados ou não: popularidade baixa entre consumidores; dificuldade de atrair empregados do Google para desenvolvê-los; sua concepção não resolve um grande problema para a humanidade; ou simplesmente não conquistaram metas internas de performance conhecidas como “objetivos e resultados-chave”.

Em meio a este mundo conturbado no qual vivemos hoje, até o Google — que mesmo assim divulgou resultados financeiros bastante positivos no último trimestre fiscal — tem que se preocupar com tempo e dinheiro desperdiçados. Na última quinta-feira, foi a vez de seu programa de venda de anúncios para rádio ser encerrado, junto com o anúncio da demissão de mais 40 pessoas. Segundo a empresa, ele simplesmente não atendeu às suas expectativas.

Todas as invenções e novidades do Google são primeiro testadas internamente — às vezes, por muitos meses — antes de serem apresentadas e disponibilizadas para o grande público. Mesmo assim, muitos produtos vão ao ar caracterizados como beta e dependem diretamente do feedback dos consumidores, que determinará o seu sucesso e mudanças/aprimoramentos para melhor atender aos consumidores. Quando isso não acontece, o melhor a se fazer é virar a página.

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Quem escreve?

Rafael Fischmann
Rafael Fischmann
Graduado em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda na Universidade Salvador - UNIFACS, tem paixão pela Apple e seus produtos desde quando adquiriu seu primeiro iMac (um G3 Blueberry), em agosto de 2000. Possui hoje um MacBook Pro unibody de 17 polegadas, um iPod video de 80GB, um iPod shuffle de 2GB e um AirPort Express. O mais novo integrante da família é um iPhone 3GS preto de 32GB.

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