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Editoras de livro podem estar cometendo o mesmo erro das gravadoras musicais na distribuição online

Amazon Kindle 2Quem usa a internet desde meados da década de 90 viu e acompanhou de perto o surgimento e a evolução do e-commerce. Ainda estamos, hoje, aprendendo como lidar com isso, quais as melhores formas de chegar ao consumidor e que modelo é perfeito para distribuição de conteúdos online.

A iTunes Store passa agora por uma grande transição, removendo aos poucos todo o DRM (software de proteção de direitos autorais) das músicas comercializadas por lá. A Apple e as gravadoras demoraram, mas perceberam que os usuários não estavam nem um pouco contentes em pagar por um conteúdo e ainda ficarem bastante limitados quanto ao que pode-se fazer com ele.

O interessante (e impressionante) é que, segundo o Techdirt, parece que as editoras de livro estão cometendo o mesmo erro, mais uma vez. E o pior de tudo é que tal vontade de “proteger o seu conteúdo” foi um dos fatores que mais contribuiu para o sucesso estrondoso da Apple neste mercado, diante da popularidade da dupla iPod + iTunes. Se tudo tivesse sido aberto desde o começo, quem sabe a concorrência tivesse mais chances para brigar frente a frente com projetos da firma de Cupertino.

A bola da vez não é a Apple, e sim a Amazon.com, com o Kindle. Da mesma maneira, as editoras obrigam-na a implementar DRM nos conteúdos distribuídos para o aparelho, dando uma força para o monopólio da plataforma. As gravadoras podem até ser desculpadas, já que foram pioneiras… mas escorregar na mesma casca de banana, meus caros, eu não vejo muito sentido.

« Speck lança novas cores para a sua linha de cases duras para MacBooks unibody Número de revendedores da Apple nos Estados Unidos com iMac topo de linha disponível está diminuindo »

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Quem escreve?

Rafael Fischmann
Rafael Fischmann
Graduado em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda na Universidade Salvador - UNIFACS, tem paixão pela Apple e seus produtos desde quando adquiriu seu primeiro iMac (um G3 Blueberry), em agosto de 2000. Possui hoje um MacBook Pro unibody de 17 polegadas, um iPod video de 80GB, um iPod shuffle de 2GB e um AirPort Express. O mais novo integrante da família é um iPhone 3GS preto de 32GB.

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5 Comentários »

  • Secchim disse:

    será que vai começar a mesma novela de novo?

  • JP Ferreira disse:

    "Se tudo tivesse sido aberto desde o começo, quem sabe a concorrência tivesse mais chances para brigar frente a frente com projetos da firma de Cupertino."

    quem sabe não está aí a resposta…

    drm é ruim, mas incomoda realmente uma parcela mínima dos consumidores. por outro lado, essa parcela é a que fala mais alto..

  • Antonio disse:

    Vide criticos do iPhone

  • Fernalive disse:

    As formas de distribuição destes conteúdos deveriam ser estudadas com dedicação, ai tudo seria diferente. Saber que musicos de talento foram lesados por conta dos olhos gordo de seus empresários. Espero que mude, e não ocorra o mesmo com as editoras e que saibam que protejer cegamente seus conteúdos distribuidos na web tem consequencias talvez, não previstas e amargas

  • ASF disse:

    Essa análise é contraditória:

    "E o pior de tudo é que tal vontade de “proteger o seu conteúdo” foi um dos fatores que mais contribuiu para o sucesso estrondoso da Apple neste mercado, diante da popularidade da dupla iPod + iTunes"

    logo em seguida:

    "Da mesma maneira, as editoras obrigam-na a implementar DRM nos conteúdos distribuídos para o aparelho, dando uma força para o monopólio da plataforma. As gravadoras podem até ser desculpadas, já que foram pioneiras… mas escorregar na mesma casca de banana, meus caros, eu não vejo muito sentido."

    Acontece que DRM irracional é ruim. Exemplo: vc compra a música e só pode escutá-la usando um dispositivo, ou ainda, vc grava um filme caseiro e não pode adicionar uma trilha sonora usando extraindo a música de um CD que vc comprou e subir o vídeo para o Youtube.

    Isso é estúpido demais. Ocorre que nem todo mundo consegue pensar de forma objetiva e moderna e a ambição humana não tem limites.

    O exemplo da Apple é emblemático, ela produz aparelhos (iPhone) sem recursos simples e que existem no demais (troca de arquivos via bluetooth) porque sofre pressão dos estúdios. Mas ela sabe jogar com isso e vai costurando os acordos e lentamente liberando os recursos.

    Só mesmo assim para lidar com gente estúpida!

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