Rob Janoff fala sobre as origens do logo da Apple
O ZLOK Logo Design Blog trouxe à tona ainda ontem uma entrevista antiga com Rob Janoff, criador do famoso logo da maçã que representa a cara da empresa fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak no final da década de 1970. Taí uma ótima oportunidade para relembrarmos deste excelente artigo escrito pela Lu, que fala sobre toda a história do símbolo da Apple.
A versão original idealizada por Rob foi aquela coloridinha, à la arco-íris (veja a camiseta dele na foto ao lado) — que muitos dizem ter relação com o movimento gay, ainda que não tenha nada a ver. Na época em que a desenhou (1977, pra ser mais exato), ele trabalhava como diretor de arte da Regis McKenna.
“Para obter inspiração, a primeira coisa que fiz foi ir a um supermercado, comprar um saco de maçãs e cortá-las. Eu ficava olhando para as fatias por horas”, lembra Rob. Curiosamente, o fruto do seu trabalho foi uma maçã 2D monocromática, com uma pequena mordida no lado direito. Quem insistiu que a marca fosse mais colorida foi o próprio Steve Jobs, ainda que sob discórdia do chefe de Janoff, que defendia uma versão preta em vias de reduzir os custos de impressão.
“Mas Jobs foi irredutível, argumentando que cores eram a chave para humanizar a sua companhia”, conta Rob. “Então, eu só pus as cores onde achei que elas deveriam ficar, sem sequer pensar num prisma.” Hoje dono de uma firma de design gráfico em Chicago, Rob Janoff não ganhou, ironicamente, “nem um cartão” de agradecimento pelo seu duro trabalho.
A entrevista em áudio abaixo está veiculada no site oficial do designer, mas fiz questão de colocá-la no nosso servidor, caso algum dia ela suma de lá. Na ocasião, Rob fala sobre o “momento eureka!” de quando criou a famosíssima maçã:
[ Download do MP3 ]
O áudio tem pouco mais de 12 minutos de duração e está todo em inglês, é claro.




Algum macmaníaco mais fluente em inglês descola uma tradução?
Ainda acho que a versão de ser uma homenagem a Alan Turing é bonita.
Opa Zé, acho também, vou colocar aqui a mesma história que um dia postei no Macpress, precisamente em 03/04/2007.
Muita gente conhece a História de Alan Turing, e sempre me perguntei se a história dele tem alguma relação com aquela mordida que aparece no Logo da Apple, a história dele é bem interessante e cada vez que vejo o logo da Apple lembro da sua vida, o que ele fez para ser uns dos primeiros desenvolvedores do computador, daí lembro também daquela maçã da Apple com a cor do arco-íris, símbolo do movimento gay em todo mundo e fico pensando, de novo, será que Steve Jobs quis fazer uma homenagem ao cara? Será….? Bem…. em todo caso para quem não conhece a história de Alan Turing,e que tenha paciência em ler… abraços!
Quem Foi?
Alan Turing
O inventor do computador salvou o mundo do
nazismo. Sua recompensa foi uma cela de prisão,
condenado por homossexualismo
Por Denis Russo Burgierman
Editor da revista Superinteressante
O que dizer de um homem que criou a teoria da computação e, não satisfeito, arregaçou as mangas e assumiu um papel central na construção dos primeiros computadores? De um matemático que venceu com cálculos as bombas de Hitler? No mínimo, que merecia uma estátua no Vale do Silício, um enterro com glórias de herói, que seu nome deveria virar nome de ruas, avenidas, universidades. Mas esse homem morreu esquecido. Sua história só é conhecida graças à biografia monumental, escrita em 1983 pelo matemático Andrew Hodges. Mas estou me adiantando. Comecemos…
Alan Turing nasceu em 1912, em Londres. Era um garoto tímido, sem muito talento para o convívio social e sem muito cuidado com a aparência. Na escola, destacava-se apenas por ser esquisito – introvertido, irônico, pouco disposto a respeitar regras. Um cara tão estranho que, no futebol, gostava de ser bandeirinha.
Aos 16 anos, conheceu um garoto muito inteligente chamado Christopher Morcom. Naquele momento, Turing descobriu um fato que mudou sua vida (e, novamente me adiantando, aproximou sua morte): ele era gay. Chris morreu em 1930 de pneumonia bovina (transmitida pelo leite). Essa primeira paixão marcaria Alan para sempre. Foi em parte devido à vontade de continuar o legado intelectual do amigo que Turing se aplicou nos estudos, na faculdade de Matemática, e tornou-se conhecido dos professores de Cambridge por seu raciocínio brilhante.
Em 1937, publicou um artigo – "Sobre as Máquinas Computáveis" – que teve uma importância enorme para a matemática pura: nele, provava que existiam cálculos impossíveis de serem feitos. Mas também trazia uma aplicação prática que ninguém, na época, percebeu. Turing imaginara uma máquina capaz de fazer todos os cálculos possíveis, desde que lhe dessem as instruções adequadas. O artigo não fazia menção a chips ou processadores – continha apenas fórmulas matemáticas. Mas a descrição era exatamente daquilo que, mais tarde, mudaria o mundo com o nome de computador.
Por falar em mudar o mundo, naquele momento surgia um austríaco obcecado por impor suas idéias ao planeta: Adolf Hitler. Um de seus trunfos era uma máquina chamada Enigma – um sistema de engrenagens capaz de embaralhar as letras das mensagens antes da transmissão por telégrafo. Os alemães consideravam esse código indecifrável. Caberia a Turing, convocado em 1939 pelo exército britânico, decifrá-lo.
Um ano mais tarde, a guerra parecia uma barbada para Hitler. A Europa continental havia caído e as ilhas britânicas estavam, bem, ilhadas – dependiam dos navios que cruzavam o Atlântico com armas e mantimentos americanos. Os submarinos alemães afundavam 200 000 toneladas de embarcações todo mês e o único jeito de descobrir a posição dos submarinos era decifrar suas mensagens.
Turing tirou a cabeça das máquinas teóricas e sujou as mãos na graxa de engenhocas reais. Uma delas, o Colossus, é tataravó do PC no qual digito agora. No começo, elas demoravam semanas para tornar uma mensagem compreensível. Mas, em 1942, os ingleses já decodificavam 50 000 mensagens por mês, uma por minuto. Os submarinos alemães eram abatidos como moscas. O preconceituoso Hitler, cuja equipe olímpica tinha sido derrotada em 1936 pelo atleta negro americano Jesse Owens, perdia a guerra para um intelectual homossexual.
O ditador nunca soube disso. Aliás, nem a mãe de Turing. Sua participação na guerra permaneceu secreta por décadas. Tanto que, quando a polícia o prendeu em 1952 por grande indecência – em outras palavras, homossexualismo -, ninguém o defendeu dizendo que se tratava de um herói de guerra. Para enfrentar o julgamento, teve que se afastar de suas pesquisas sobre inteligência artificial – Turing é inventor de um teste até hoje usado para decidir se uma máquina pensa. Acabou condenado a um tratamento com hormônios que arruinou seu físico.
Na noite de 7 de junho de 1954, atormentado, o matemático deitou-se na cama e mordeu uma maçã. Na manhã seguinte, não acordou. A fruta havia sido mergulhada numa jarra de cianeto.
PUBLICAÇÃO: Superinteressante DATA: 00/12/2000 EDIÇÃO: 159 PÁG.: 32
Mais um dos heróis da humanidade que caiu no esquecimento. :(
Helder , vc escreveu tudo isso ou só copiou e colou? oO
Realmente não poderia passar em branco !
Parabéns Helder.
Sim, e alguém vai traduzir a entrevista ????
traduz aí, "please"!
Rapaz, porque dar tanta atenção ao fato do cara ser bicha, viado ou sei lá o que??? Parece necessidade de auto afirmação…
Isso é tão importante assim?
Foi graças ao "amigo" que ele se dedicou a matematica. Alem de ser parte da personalidade dele, algo que em relatos biograficos se faz necessario comentar.
Eu lembro que o arco-íris era pra simbolizar o fato de que o Apple II era o primeiro computador em cores do mercado.
Ou vai ver a Apple gostava de fazer coisas com sentidos dúbios!
E tem gente que me pergunta porque o símbolo "da Mac" (é mole……???) é uma maçã!! Incrível! Abraço.
[...] frase é de Rob Janoff, o designer que fez o famoso logo da Apple. Lá no MacMagazine tem mais algumas informações sobre esse assunto, como uma entrevista em áudio e um artigo [...]