iMacs Core i7 sofrem problemas de transporte

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Apple e outras empresas na justiça em processo envolvendo o app Shazam

Shazam no iPhoneHora do show “Efeito Colateral”: Samsung, Apple, Amazon.com, Napster, Motorola, Gracenote, Verizon Wireless, LG Electronics, (*toma fôlego*), AT&T Mobility e Pantech Wireless estão sendo, _todas_, processadas pela desconhecida empresa Tune Hunter, simplesmente porque a Shazam Entertainment Ltd. teria infringido uma patente sua de 2005. À primeira vista, pensa-se logo em “atirar pra todo lado”, mas o documento em questão descreve (meus destaques):

[…] um sistema de identificação/compra de músicas, especificamente um método para marcar a hora e o nome da rádio em um aparato portátil […] que permitirá ao usuário conhecer, via internet ou telefonia regular, o nome da canção, do artista e/ou gravadora, cruzando dados armazenados com arquivos de radiodifusão. […] Uma aplicação alternativa provê o ouvinte com meios convenientes de gravar um segmento da música no qual ele(a) esteja interessado. O segmento gravado é reproduzido em um aparato que possa identificar a canção com base no trecho e prover ao usuário informações da canção identificada, tais como título, cantor ou artista, compositor, produtor, etc., e proveria informações de compra relacionadas.

Ok, depois de ver essa quase descrição da funcionalidade do Shazam, podemos começar a esperar que o resultado seja negativo ou que algum ninjitsu burocrático livre a cara da desenvolvedora, que já foi até protagonista de comerciais do iPhone 3G. A pletora de envolvidos se deve ao fato de o aplicativo estar presente em inúmeros portáteis, de diversos fabricantes (num total que chegará a 250 milhões, até o final do ano), inclusive alguns não citados no processo, como Research In Motion (com os BlackBerries) e T-Mobile/HTC (com o G1).

A Tune Hunter requer indenização, honorários de advogados e interrupção das infrações, alegando ainda ter entrado em contato com “mais de um dos acusados” e que eles teriam persistido no erro deliberadamente. Apple, AT&T, Shazam e Gracenote, já intimadas, não quiseram comentar o assunto.

Não é por nada, não, mas só de olhar o texto da patente, eu fiquei arrepiado. Acho que essa, a Tune Hunter leva, nem que seja só em parte: veremos se vai rolar litígio ou rendição acordo.

[Via: AppleInsider.]

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Quem escreve?

Halex Pereira
Halex Pereira
Formado em Ciências Biológicas e estudante de Direito pela UFC, Helton Alexandre “Halex” Pereira mora em Fortaleza (CE) e, aos 26 anos, conserva o gosto excêntrico de lutar pela integridade emocional de gadgets indefesos. Adora absorver informação e aprender coisas novas. Ele também estuda alemão, é concurseiro e gosta de desenhar nas horas vagas. Não, ele não tem vida própria, mas acredita que um dia será capaz de sustentar os caprichos de sua pequena família de iGadgets — um iPod touch 1G e um MacBook (Early 2008), carinhosamente chamados de touchy e Mack, respectivamente.

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20 Comentários »

  • Filipe disse:

    essa parada de patente é um bicho de 7 cabeças.. é bom pra quem detêm os direitos, mas pessimo para evolução das coisas.. e é uma coisa tão seculo passado!

    • Edu disse:

      Errado, qual interesse em desenvolver algo sabendo que no minuto seguinte você poderia ser copiado e sem receber nada que não fosse um "obrigado por ter inventado, agora posso lucrar com isso também"?

      A idéia de patentes em si é algo fabuloso, contudo o abuso deve ser sim coibido e há também uma necessidade de adequação as necessidades atuais (especialmente patentes sobre medicamentos).

      • eumesmo disse:

        discordo. patente eh uma bosta e ponto final.

      • AdrianoJorge disse:

        Concordo com o Felipe… imagina que eu patenteio (é assim o verbo?) um objeto que emite luz (uma lâmpada), mas eu não conto pra ninguém nem faço nada… Quando algum otário ter todo o trabalho de inventar/construir/desenvolver a lâmpada eu vou lá e monto nele. Falta de ética.

        • Luiz Lavos disse:

          Adriano, se ao invés do tal "otário" inventar/construir/desenvolver a lâmpada ele tivesse consultado o banco de patentes antes, bastaria ele negociar os direitos de produção com o detentor da mesma.

        • Edu disse:

          Desconheço país que não tenha seu escritório de patentes, e sua patente só é válida depois de registrada e validada. Você é livre para consulta. Não existe patente de idéias (a lâmpada), apenas de métodos (como se faz a lâmpada e etc) e isso quer dizer que você é livre para atingir o fim (a lâmpada) por outro método. Além disso nada impede que se você realmente estar interessado faça um licenciamento com quem patenteou a tecnologia.

          Repito, abusos devem ser coibidos e há uma necessidade de adequação em certas áreas, mas patentes são necessárias.

      • Filipe disse:

        cara imagina ai vc passar 20 anos sem concorrente, pq vc tem uma patente?!
        Tem uns aspectos bons das patentes, quem tá vendendo produtos desenvolvendo melhorando legal, mas uma empresa que cria o conceito, nem tem ele aplicado, ai chega uma empresa que tambem cria o conceito semelhante e implementa esse conceito.. e depois de o conceito ficar famoso vem o outro que pensou primeiro, mas não fez querer ti cobrar. É uma baita sacanagem!

        • Edu disse:

          Bom, cada patente tem seu tempo de validade baseando-se no tempo para ser lucrativo (20 anos no caso de remédios, o que já foge da realidade atual). E você deu um belo exemplo do que eu considero abuso. Pessoalmente creio que você poderia patentear algo apenas tendo o conceito, porém neste caso a patente teria uma validade menor e também poderia a cada ano ter o custo de licenciamento diminuído.

          A ideia de patentear o método (não a idéia) sem o produto se justifica na medida que nem sempre tem-se os recursos financeiros ou a tecnologia disponíveis para a implementação imediata, por isso sou a favor com restrições como as que apresentei. Neste ponto a patente serve como uma garantia para você ir ao banco pedir seu financiamento para desenvolver o produto, por exemplo.

  • Ramon disse:

    Mas veja: o Shazam não grava a música, apenas a identifica. E não é um telefone regular, é um iPhone (ok, a segunda parte é brincadeira). Tudo vai depender dos registros. Mas duvido que isso respinque na Apple, muito menos AT&T, e sim, no desenvolvedor e da Apple, que deve aprovar sem saber se há registro de patente ou não.

    A parte chata é que os americanos fazem patente até da sogra! E nem usam. Só esperam a chance de um processo milionáiro. Pois se esses caras quisessem, já teriam o app sendo utilizado (vendido).

  • Um dos melhores programas que tenho no meu Iphone.

  • André disse:

    Essa empresa chegou a desenvolver algum software que faz isso que ela patenteou? Ou simplesmente registrou a idéia?

  • Norberto disse:

    Quase todos essas patentes que geram processo são apenas de ideias. Como foi comentado, os caras registram alguma coisa generica e esperam algum troxa inventar e depois lançam um processo para receber o $$$ por algo que não criaram realmente. Isso já virou uma industria lucrativa que envolve empresarios, advogados e juizes corruptos nos EUA onde a Suprema Corte anda estudando formas de coibir essa máquina. Mas devido ao tipo de judiciario que existe lá, fica dificil.

    • Luiz Lavos disse:

      Não generalize. Há muitas idéias patenteadas que, por falta de investimento/recursos por exemplo, acabam não sendo produzidas em larga escala e, por consequência, nunca chegam ao conhecimento público. Mas como já foi dito, o acesso ao registro de patentes é livre. Se as empresas consultassem essas informações, bastaria adquirir os direitos de produção junto ao inventor ao invés de arriscar…

  • lookez disse:

    Basta a Apple mandar 1 advogado do seu estoque de mentes brilhantes de Harvard e ou o processo some, fica perdurando pra sempre (a la Brazil), ou então a Tune Hunter briga com cachorros grandes e fica asada(a.k.a falida).

  • Daniel disse:

    Esse cartel de patente que sempre ajuda quem tem mais $ vai acabar muito rapido. A meritocracia nao perdoa poder economico, pressao politico-belica e muito menos um esqueminha desses.

  • nao entendi pq vc trata medicamento como algo a parte. o cara que inventou teve o mesmo trabalho, investimetno que de qualquer outro produto. acho que o cara q inventar a cura da aids tem q ser o mais rico do mundo sim.

  • Willian Max disse:

    O Campo de Distorção da Realidade® funciona nos tribunais?

  • Leonardo Gouveia disse:

    Pra mim registrar idéias é ridiculo! Muito fácil dar a cagada de ter uma boa idéia, dificil é conseguir botar em prática. Não precisa produzir realmente o produto, mas pelo menos mostrar como o produto será produzido, se for software, q seja pelo menos via UML q é bem genérico.
    Acho q seria justo também poder usar a mesma idéia mas de forma diferente, não acho q isso seria ruim…

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