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Depois da “bolha .COM”, a corrida pelo “super smartphone”

Enquanto o futuro dos netbooks se mostra incerto, a indústria vai apostando pesado nos smartphones. Com o lançamento do Pre e do N97, respectivamente pela Palm e Nokia, hoje é a vez de a Apple estabelecer um novo padrão para o mercado de aplicativos de dispositivos móveis.

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Após introduzir uma plataforma inovadora para consumidores e um novo mercado lucrativo para desenvolvedores, a Apple transformou o segmento e nos trouxe de volta a corrida do ouro.

Com o iPhone SDK, a empresa de Cupertino despertou a consciência de que o desenvolvimento de novos serviços e aplicativos poderia transformar milhares (por que não, milhões?) de jovens desenvolvedores em novos e bem-sucedidos empreendedores da noite pro dia — verdadeiros “azarões”. Um forte sinal da consolidação dessa corrida é a tendência apontada pelo The New York Times, segundo a qual diversas companhias têm sido vendidas após desenvolverem produtos de relativo sucesso. Pelo visto, os desenvolvedores descobriram como ganhar ainda mais dinheiro.

Embora o foco da WWDC seja maior na Apple — não apenas pelos motivos óbvios, mas por ser o maior mercado atualmente —, é perceptível que as outras plataformas têm vivenciado agitação semelhante. A concorrência, que envolve grande nomes e vultosas quantias investidas, já percebeu que o grande lance do jogo é a criação de um ambiente rico em opções e possibilidades.

Nomes como Google e HTC (com o Android), Palm (Pre), Nokia (N97), Research In Motion (BlackBerry) e Microsoft buscam todos os dias criar um ambiente similar ao da Apple para reservar seu lugar no futuro. Mesmo sendo notáveis os avanços atingidos tanto no que tange ao software — melhores SOs, melhores programas, experiências mais ricas —, quanto no lado do hardware — telas com resoluções melhores, multi-touch, melhor desempenho, etc. —,  o que pode definir o futuro dos “super celulares” é a riqueza dos aplicativos.

Se os smartphones serão os laptops de amanhã, ainda é cedo para dizer. Contudo, é certo que hoje pode ser o primeiro dia de uma grande revolução que virá por aí: nisso você pode apostar suas fichas, com toda a certeza.

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Quem escreve?

Newton Mota
Newton Mota
Tudo começou com a segunda maçã, feita de silício. E a paixão pela tecnologia só cresceu com os telejogos, computadores de 8 bits e Galactica. Assimilado desde garoto, nunca mais abandonou qualquer ambiente com traços de tecnologia. Faminto por novidades, é leitor voraz e vive conectado. Já foi webdesigner, colunista de tecnologia, webmaster e atualmente é consultor. Possui um iMac de 20 polegadas e sonha em ter um Mac Pro em casa.

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