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Exclusivo: MacMagazine visita Jackling House, garagem da Apple e casa de Steve Jobs!

Artigo escrito e produzido em colaboração com o Breno Masi.

Há dias eu me preparo para escrever este post. Este é um artigo histórico — para mim, para o Breno, para o MacMagazine e para todos os fãs da Apple. Na última quarta-feira, 10 de junho, eu e ele pegamos o carro com um objetivo e um roteiro traçado: visitar, pisar e sentir como é passar pelos principais lugares centrais na vida de Steve Jobs e de sua principal companhia. A sede da empresa em Cupertino agora não conta, já que mereceu um post à parte que todos vocês já conferiram.

Nossos destinos do dia: a famosa “Jackling House”, a garagem onde a Apple começou, a casa de Steve Jobs e até a sua sorveteria/loja de iogurtes predileta. Não foi fácil descobrir como chegar a todos esses lugares — e nem esperávamos que fôssemos conseguir conquistar nosso objetivo tão bem —, mas aqui está o resultado deste passeio inesquecível.

A mansão em Woodside

Apesar de o assunto ter sido bastante falado na mídia e blogosfera mundial recentemente, o local foi o mais difícil de se encontrar. Quando saímos de San Francisco, a única coisa que sabíamos sobre a “Jackling House” era que ela ficava em Woodside, uma cidade de interior pacata no Vale do Silício.

Jacking House

Aqui, o ditado “quem tem boca, vai a Roma” nos ajudou bastante. Muita gente na cidadezinha já havia ouvido falar na tal casa, alguns até associaram o nome a Steve Jobs, mas nenhum nos disse exatamente como chegar lá. Só chegamos a duas únicas informações cruzadas, que foi o nome de uma rua e a probabilidade de que não conseguiríamos ver a casa do lado de fora — isto é, que o passeio até lá seria em vão. Não para nós. :-)

A gente chegou a passar pela frente da casa uma vez, mas nem sabíamos. Foi só com a ajuda da Aninha, esposa do Breno, que trabalhou em nossa missão como correspondente ao vivo no Brasil (santo Nextel!) e nos trazia informações diversas que precisávamos, pesquisando em fontes diversas pela web. Com as coordenadas exatas da casa — em graus, minutos e segundos! — e um GPS TomTom na mão, tivemos quase certeza de que estávamos no lugar certo.

Até que eu avistei isto aqui:

Jacking House

Jacking House

Pessoal, não sei descrever bem como que a gente pulou de alegria quando lemos o nome da mansão na caixa de correio. Estávamos lá! Depois de pelo menos uma hora rodando pelas ruazinhas de Woodside — linda, por sinal.

Ainda vi uns contêineres de lixo de Palo Alto — cidade onde o Steve mora —, o que deu um pouco mais de credibilidade à coisa:

Jacking House

E aí, o que fazer? É, lá de fora não se via muito:

Jacking House

Jacking House

E a placa feia presa ao portão era bem clara:

Jacking House

Mas nós somos brasileiros e não desistimos nunca. :-D Pular o portão para tirar umas fotos seria uma boa, mas eu descobri uma entradinha pela lateral que facilitou um pouco as coisas. Podem rir à vontade:

Jacking House

Tenho certeza de que nesta hora já apareceria um malandro aqui pra criticar: “Olha só, que absurdo, invasão de propriedade privada.” É, você tem um pouco de razão. Mas ali não tinha nenhuma placa dizendo isso e, aliás, nós não fizemos mais do que registrar imagens visando à divulgação da informação. De uma mansão, diga-se, que está abandonada atualmente e que é tema de discussões na prefeitura de Woodside quanto à sua demolição.

Jacking House

Jacking House

Jacking House

Jacking House

Jacking House

Segundo pesquisamos, as fotos que estamos publicando são as primeiras da casa depois de muitos anos. Não há como não apoiar a vontade de Jobs de levá-la abaixo: o lugar está super mal cuidado, caindo aos pedaços e com todas as portas e janelas cobertas por tapumes. Curiosamente, a grama estava super verde e bonita. Tem até uma piscina por lá, algo que eu desconhecia.

Jacking House

A depender do que a prefeitura decidir acerca do caso, está aí um book de fotos da “Jackling House” para a posteridade. ;-)

Onde tudo começou

Garagem da Apple

Chegar à garagem que serviu de centro de fabricação dos primeiros Apple I e Apple II, no final da década de 1970, não foi difícil. A gente já tinha mostrado uma fotinho dela aqui no site, mas trazemos agora umas melhores — de um dia muito mais belo, por sinal.

Garagem da Apple

A casa em si não traz nada de mais, mas é legal poder dizer que já estive por ali. Mas a curiosidade bateu forte e tive que descobrir quem morava lá. Toquei a campainha. Em poucos minutos, uma senhora atendeu e logo disse que poderíamos tirar fotos da casa da rua, e que ela era apenas uma inquilina. Coitada, deve ser incomodada toda hora por chatos como eu.

Garagem da Apple

Garagem da Apple

Garagem da Apple

Não quis perguntar, evidentemente, se o dono da casa era Steve Jobs ou seus pais, mas acredito que não sejam. É uma pena; o lugar poderia ter sido mantido como ponto histórico, com máquinas antigas da Apple e algumas informações bacanas sobre o início da empresa. Com certeza seria um passeio que todo macmaníaco que viesse aqui faria sem pensar duas vezes.

O lar de Steve Jobs

Quando planejamos descobrir onde Steve Jobs mora, não guardei muitas esperanças. Ora, nunca tinha sequer visto uma casa dele por aí, ninguém fala sobre o assunto e até a sua própria vizinhança seria uma boa fonte de informações sobre a sua saúde e afins. Felizmente, para ele, o pessoal por aqui respeita bastante a sua privacidade. Nós, como fãs, só queremos e torcemos para que esteja tudo bem e ele volte logo ao comando da Apple.

Saindo de Los Altos, onde fica a tal garagem daí de cima, fomos para Palo Alto com uma única referência de endereço acerca de onde Steve moraria. Mais uma vez o TomTom ajudou muito a nos localizarmos rápido por lá, mas ao chegarmos ao local indicado o número de casa que tínhamos anotado nem sequer existia. A residência mais próxima parecia muito como um pequeno conjunto de habitações compactas — logo descartei a possibilidade de ser ali.

Andamos um pouco pelas redondezas e estranhei bastante quando uma mulher — linda, por sinal; loira, bem alta, mas acho que não era a Laurene ;-) — saiu de uma casa ao lado e, do nada, nos perguntou se precisávamos de alguma coisa, se estávamos perdidos, enfim. Legal da parte dela, mas um tanto inesperado. Deu um frio da barriga, mesmo que no final das contas isso aparentemente não tivesse nada a ver com a nossa busca pela casa. Ah, sim, tinha um cara bem suspeito zanzando pelo quarteirão; ou ele estava na mesma onda que a nossa, ou era um segurança à paisana. Aposto todas as minhas fichas na segunda opção.

Eu já estava quase desistindo desta parte da nossa jornada, o Breno parou o carro numa esquina enquanto tentava obter mais informações com a Aninha, e fui andando por uma ruazinha transversal à que estávamos. Ao meu lado, havia uma casinha de tijolos super bonitinha e bem arrumada. Cinquenta metros a frente, eu me deparei com uma Mercedes SL55 AMG prata estacionada na frente da casa.

Se eu pudesse, colocava aqui uma gravação dos meus batimentos cardíacos naquele momento. :-) Por muito pouco não caí no chão.

Casa de Steve Jobs

Sim, aquele carro ali poderia ter sido uma grande coincidência. Que era o mesmo modelo fotografado no campus da Apple em Cupertino, não há dúvidas. Mesmo modelo, mesma cor, mesmas rodas… mesma ausência de placas. ;-) Só estava um pouco mais sujo do que o normal.

Antes de eu até mesmo avistá-lo, vi uma menina/mulher olhando por uma das janelas, que saiu correndo quando a olhei. Ou seja, tinha gente ali dentro. Ainda sem fôlego, paramos em frente à casa — só consegui disparar a foto acima —, chamei alguém (não vi campainha) e aguardamos uns cinco minutos. Finalmente veio um cara nos receber. Minha primeira pergunta, óbvia: “É aqui que o Steve Jobs mora?” A resposta dele, nem tanto: “Hum, isso eu não posso te responder.” Ok, alguém pode me dizer por que alguém responderia a esta pergunta desse jeito se aquela casa realmente não fosse dele? :-D

Mais estranho ainda: quando disse que éramos brasileiros, o cara pediu para esperarmos um pouco. “Tem uma pessoa aqui que fala português.” Mais cinco minutos, e veio uma moça — ouvindo música num iPod, hehe — que, com absoluta certeza, era brasileira. Sim, uma brasileira na casa do Steve Jobs! Ela não foi estúpida com a gente, mas pediu educadamente que partíssemos dali logo, porque estaríamos abusando da boa vontade ficando ali por muito tempo. E foi o que fizemos, imediatamente.

Tão perto, mas tão longe. ;-)

Sorvetinho pra fechar o dia

Fraiche Yogurt

Todo esse tour não estaria completo se não tomássemos um sorvete na Fraiche Yogurt, uma loja de iogurtes em Palo Alto que Steve Jobs costuma frequentar. Tinha planos de visitá-la no início deste ano, mas na época não consegui.

Fraiche Yogurt

Fraiche Yogurt

O lugar é muito bacaninha e bem arrumado. Pela movimentação, é mesmo uma atração bastante tradicional e bem vista na cidade. Depois de fazer o meu pedido, perguntei à atendente sobre o tal rumor. E ela confirmou: “Sim, o Steve costuma vir aqui, mas trabalho no Fraiche há poucos meses e, desde então, nunca o vi por aqui.” Normal, ninguém o viu nos últimos seis meses.

Fraiche Yogurt

Mas marcamos presença por lá também. E o iogurte é delicioso! ;-)

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Quem escreve?

Rafael Fischmann
Rafael Fischmann
Graduado em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda na Universidade Salvador - UNIFACS, tem paixão pela Apple e seus produtos desde quando adquiriu seu primeiro iMac (um G3 Blueberry), em agosto de 2000. Possui hoje um MacBook Pro unibody de 17 polegadas, um iPod video de 80GB, um iPod shuffle de 2GB e um AirPort Express. O mais novo integrante da família é um iPhone 3GS preto de 32GB.

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