Operadora Oi passará a vender iPhone no Brasil antes do Natal

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Apple retira aplicativos que habilitam Google Voice no iPhone OS e bloqueia a entrada de solução do próprio Google

Quem está feliz usando o Google Voice no seu BlackBerry ou em um gPhone da vida pode confirmar que o serviço é muito bom, principalmente quando pode contar com um cliente nativo para fazer ligações para qualquer lugar do mundo pagando menos, enviar SMSs de graça e contar com um número de telefone exclusivo para qualquer usuário cadastrar todos os que possui e centralizá-los dentro de um único contato. Mas para a plataforma móvel da Apple, o acesso ao serviço de forma nativa caiu nas garras dos seus termos ridículos, que ela envia aos desenvolvedores para justificar a negação de certos aplicativos na App Store.

Imagem de Amostra do You Tube

A situação que resumo acima tomou dois caminhos e nenhum deles fez a firma de Cupertino considerar o Voice para o iPhone OS: primeiro, foi a solução de Sean Kovacs, conhecida como GV Mobile (vídeo acima), que chegou à App Store em meados de abril e obviamente mostrou-se sólida e bem-sucedida desde o início. Nesta semana, porém, a Apple decidiu removê-la (juntamente com outras, equivalentes) da sua loja de aplicativos, com a justificativa de que elas “duplicavam funções que vêm com o iPhone”. Nada novo até aqui, julgando que trata-se de uma desculpa já dada pela Maçã em vários casos de rejeição.

No caso do Google Voice, contudo, a coisa não anda explicitamente para esse lado. A possibilidade de você centralizar seus telefones de contatos em um só (bem como as diversas personalizações possíveis nessa área) está muito mais ligada a oferecer facilidades para o uso do celular e outros telefones no dia-a-dia do que uma cópia explícita do que já existe no iPhone ou em qualquer outro aparelho que suporte o aplicativo da gigante de buscas. Se fosse este o caso, podíamos dizer que a intenção do GV Mobile seria tornar o smartphone da Apple um “celular do Google”, o que é no mínimo bizarro.

O pior de tudo é que esta não é a grande má notícia. Tal atitude tomada com Kovacs e outros programadores até seria justificável, caso fosse uma estratégia do Google para lançar a sua versão própria do Voice para iPhone e acelerar sua popularização. No entanto, isso não vem ao caso, pois um porta-voz da própria gigante de buscas confirmou que a solução oficial para integração do serviço com os gadgets da Apple foi barrada pela empresa com as mesmas justificativas, de forma que não chegará à App Store.

Mas, conforme relata o TechCrunch, a decisão pode ter uma relação muito maior com imposições vindas da AT&T do que a política interna da Apple e seus acordos com o Google. Não é de hoje que a consideram uma operadora elitista: grandes colunistas de tecnologia já afirmaram que fazer o consumidor “se casar” com a AT&T é um dos piores contras do iPhone. Tirando o fato de que muitos usuários pensam o mesmo, uma possível relação dela com esse caso tornaria sua imagem já comprometida ainda pior, principalmente perante os que aguardavam o Google Voice oficial ou já usavam o GV Mobile.

Obviamente, a operadora norte-americana tem razões para manter seus principais clientes longe do Google Voice. Apesar de ainda ser possível lucrar com tráfego de dados das ligações, enviar SMS de graça e o simples fato de deixar de ligar pelo tradicional Phone tornam a coisa negativa para ela. De fato, espantou-me ver fabricantes liberando o uso do serviço em outras operadoras, mas quando você deixa apenas um smartphone como o iPhone fora disso, o caso deixa de ser uma simples exceção à regra dos demais e passa a ser um ponto negativo para muitos usuários interessados no Voice, que pode ser explorado facilmente pela concorrência.

Pelo jeito como o Google tratou o caso em público, não há muito o que fazer para revogar a decisão da Apple, que não foi a primeira a afetar um produto da gigante de buscas. O Latitude, do qual falei há alguns dias, foi totalmente construído sobre o browser, mas sua versão nativa nunca dará as caras na App Store por causa da semelhança com o Maps, já integrado ao sistema móvel. No fim das contas, é triste pensar que a relação entre essas duas empresas inovadoras já rendeu melhores resultados para nós.

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Quem escreve?

Silvio Sousa Cabral
Silvio Sousa Cabral
Paulista de 17 anos, possui formação técnica em Informática e Web design, além de ser estudante da ETE, em São Bernardo do Campo. Já trabalhou com animações para a web em uma empresa de Tecnologia da Informação e é voluntário aos finais de semana. Possui paixão por Macs e iPods desde 2006, sendo também amante de música, cinema, design e tudo onde a plataforma Mac mostra o melhor de si. É dono de um MacBook branco e sonha em participar de uma Conferência de Desenvolvedores da Apple.

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