Grandes gravadoras estão no comando do desenvolvimento de um novo formato para álbuns digitais
Para faturar mais na venda de conteúdos digitais, as grandes gravadoras do mercado musical estão trabalhando na concepção de um novo formato de arquivo para álbuns digitais, a ser comercializado junto a vários distribuidores online. Conhecido de forma especulativa como CMX, ele agregaria valor ao modelo atual para venda de músicas online, oferecendo pacotes com diversos extras, faixas exclusivas, letras, informações das bandas, fotos e até vídeos.
Está parecendo que isso é fruto do projeto “Cocktail”, não é mesmo? Bom, pode parecer, mas não é: a Apple rejeitou a iniciativa, segundo rumores. O motivo disso não está claro, mas parece que ela está trabalhando na sua própria implementação desse formato para oferecer vantagem comercial e compatibilidade com o modelo de vendas da iTunes Store.
Um representante de uma das gravadoras foi entrevistado pelo The Guardian e falou mais sobre o assunto:
A princípio, a Apple nos disse que não estava interessada, mas agora decidiu fazer o seu próprio formato, pro caso de o nosso fazer sucesso. Ele será um arquivo que, quando você clica nele, abre uma página com todas as diferentes opções [de conteúdo disponível]. Quando você clicar sobre ele, não obterá apenas dez faixas, mas também a arte do álbum, vídeos e produtos móveis.
Ao que tudo indica, o novo formato de venda funcionaria como um DVD e está sendo preparado para lançamento em novembro. O problema é que tudo isso não aparenta ser compatível com os gadgets da Apple nem com a forma que ela vende músicas de forma individual na iTunes Store.
Esses dois fatores aparentam tê-la motivado a negar a iniciativa inicial das gravadoras e preparar uma nova como reação. Ao meu ver, a resposta da Apple ao formato CMX virá para substituir os booklets que são vendidos junto à compra de um álbum inteiro na sua loja. Isso manteria o seu modelo de negócio atual e a compatibilidade com iPods/iPhones, mas algumas fontes também o consideram capaz de causar uma guerra com o projeto das gravadoras.





Eu acho que impulsionaria o mercado de música digital….vale a pena!!
chegando tarde. isso já deveria ter sido implementado a tempos.
Falou e disse. Mas devagar a velharada sai de cena e pessoas da nossa era, a era digital, começa a entrar no controle dessas bagaças (gravadoras, governo e o escambau) e estas idéias paleozóicas deles vão para o ralo, aparecendo definitivamente a comercialização baseada em tecnologia, digitalização, download, e por aí vai… traffic shapping deve ir para o ralo junto com obrigatoriedade de provedor e o todo esse bla bla bla que travanca o progresso… uma hora a natureza vence, sobrevive o mais forte, mais habil e inteligente… e no caso dos negócios, morre quem acha que cobrar mais vai durar pra sempre (como as gravadoras, que tem definhado dia após dia até se adaptar… não que isto que eles inventaram vá salvá-los, mas já ajuda).
quanto à obrigatoriedade de provedor, isso é coisa da Anatel para proteger os provedores menores, que viviam de internet discada e iriam quebrar com a banda larga.
Falou bonito! Vai lançar um Livro!? =D
"A princípio, a Apple nos disse que não estava interessada, mas agora decidiu fazer o seu próprio formato, no caso do nosso fazer sucesso."
sacanagem asuiahuishas
E espero também que isso seja implementado para filmes. Seria maravilhoso ter menus interativos de maneira similar a um DVD. Sei que o projeto Matroska vem trabalhando nisso, masestá demorado demais.
[...] “Cocktail” é a resposta da Apple ao formato CMX, que está em desenvolvimento independente numa parceria que reúne as grandes gravadoras para [...]