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Integrante do Ripdev fala sobre experiência em contato com Phil Schiller

Limpeza na App Store?Em entrevista concedida hoje ao site AppleInsider, Alex Patsay — diretor de produtos do grupo russo de desenvolvedores conhecido como Ripdev — comenta sobre os problemas que tiveram com a App Store e como aconteceu seu contato com Phil Schiller, que tem intercedido diretamente no assunto quando necessário.

A Apple tem sido, até o presente momento, duramente criticada pela negligência e obscurantismo na condução dos negócios da loja de aplicativos que é dedicada a iPhones/iPods touch, bem como pelo processo de aprovação e banimento dos títulos em seu acervo. Grandes nomes da blogosfera não demoraram para disparar a artilharia pesada contra a empresa, e foi aí que Schiller interveio. Com Patsay, a história não foi diferente, o seu desabafo pessoal chegou ao conhecimento daquele que, segundo a mídia, veio para salvar a App Store.

O grupo Ripdev — talvez por pensar em demasia de forma diferente da Apple —  se tornou conhecido pelo comportamento underground e por alimentar as possibilidades de jailbreak com as ferramentas Icy e Installer App.

No entanto, o mesmo grupo atua legalmente na App Store com outro nome: Unsanity, que entre outros produtos comercializa o i2Reader, por US$10. O aplicativo é um leitor de livros eletrônicos que suporta diversos formatos, incluindo EPUB, PDF, RTF, HTML, FB2 e textos simples, sem formatação. Inicialmente ele foi lançado para aparelhos desbloqueados em 2007, antes do lançamento da loja.

Ao ser submetido oficialmente pela primeira vez, o i2Reader utilizava o Kali Anti-Piracy — um software de proteção contra cópia desenvolvido pelo próprio Ripdev — e, por este último não ser compatível com o iPhone OS 3.0, o aplicativo foi rejeitado.

Alex PatsayPatsay explica que o problema foi corrigido, mas a Apple logo em seguida fez a Unsanity enfrentar outro, exigindo que todas as vendas executadas por aplicativos fossem processadas pela loja.

O problema agora era, em tempo hábil, modificar o aplicativo e rever um acordo comercial com a bookstore russa LitRes, com a qual eles mantinham uma parceria na venda de livros. Não havia como isso acontecer no prazo estabelecido.

Patsay, confuso diante da situação em que se encontrava, postou em seu blog pessoal um artigo chamado “A mais ridícula rejeição na App Store que eu já presenciei”.

Para a surpresa dele (e minha também, devo confessar), Schiller respondeu ao seu lamento no mesmo dia, enviando emails para os funcionários responsáveis a fim de que uma solução fosse encontrada, e ainda o contatou para que quaisquer questionamentos a respeito de todo o processo fossem esclarecidos.

A carta dele foi gentil e esclarecedora, embora ele clame que nosso aplicativo tenha sido rejeitado na maior parte do tempo devido a travamentos não explicados, o que não é exatamente correto. O mais importante, ele nos deu um contato com a Apple para que pudéssemos descobrir mais a respeito.

Schiller solicitou a Patsay que ele não publicasse a carta, algo que foi respeitado. Ficou claro, depois de estabelecido esse contato contínuo, que a rejeição final envolvia a violação de direitos autorais, pois o aplicativo permitia que seu conteúdo fosse compartilhado com outros usuários.

Em um último email, Schiller pediu desculpas pela falta de clareza nesse aspecto e encaminhou todo o problema para Phil Shoemaker, diretor de tecnologia de aplicativos, que conversou com Patsay sobre todo o processo e outros possíveis motivos para a lentidão no seu caso específico.

Shoemaker ofereceu conselhos sobre como poderíamos recuperar todas as funcionalidades prévias que foram retiradas. E fiquei muito comovido com a carta deles, uma vez que mostraram um interesse real em ter grandes aplicativos para o iPhone.

Final da história: o i2Reader foi aprovado há uma semana e, enquanto Patsay comemora feliz o final de toda a confusão, ele desejaria que não fosse necessário tanto tempo para que tudo fosse resolvido.

O que aprendemos com isso? Que esse é o melhor momento para abrirmos o berreiro e iniciarmos uma campanha pedindo por mudanças junto à Apple. Qual seria a nossa principal reclamação?

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Quem escreve?

Newton Mota
Newton Mota
Tudo começou com a segunda maçã, feita de silício. E a paixão pela tecnologia só cresceu com os telejogos, computadores de 8 bits e Galactica. Assimilado desde garoto, nunca mais abandonou qualquer ambiente com traços de tecnologia. Faminto por novidades, é leitor voraz e vive conectado. Já foi webdesigner, colunista de tecnologia, webmaster e atualmente é consultor. Possui um iMac de 20 polegadas e sonha em ter um Mac Pro em casa.

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