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John Gruber dá receita para transformar Android num iPhone-killer

John Gruber com certeza não se tornou um ícone na comunidade de usuários de Macs — além de figura respeitada na blogosfera mundial — por acaso. Dono de uma personalidade forte, inteligência afiada e de opiniões bem fundamentadas, ele define a si mesmo como um raconteur (um contador de histórias), talvez na tentativa de escolher sua melhor habilidade.

John Gruber

Nos últimos dias, este ilustre desconhecido (posso apostar que boa parte de vocês não o reconhecerá) postou em seu blog pessoal, o Daring Fireball — que já se tornou leitura obrigatória da indústria —, suas opiniões a respeito de como o Google Android poderia se tornar um concorrente real do iPhone OS, algo que na visão dele seria a melhor coisa que poderia acontecer para a Apple.

Preferi sumarizar os pontos apontados por ele no artigo, a fim de facilitar a leitura e permitir que as suas ideias sejam mais bem aproveitadas por quaisquer interessados em enfrentar de modo efetivo a concorrência no segmento que for. Vamos lá?

  • “Comece copiando o que a Apple fez corretamente.” Um aparelho por ano. Esqueça os 18 modelos da mesma porcaria que você produz, mesmo que as operadoras parceiras lhe implorem por isso.
  • “Não mire o meio do mercado.” Mire no mercado mais sofisticado, aquelas 500 mil pessoas que irão fazer filas pelo melhor dispositivo móvel sem se importar com quem o fabricou.
  • Tenha certeza de que ele é melhor que o iPhone “em todos os aspectos”. Descubra o que você pode fazer melhor que a Apple e “promova isso de todas as formas possíveis”.
  • Procure enfatizar o que a Apple não permite, como o processamento em segundo plano e todos os aplicativos que foram rejeitados.
  • Faça um telefone um pouco menos fino e melhore o desempenho da sua bateria. Esqueça baterias removíveis, elas fazem o aparelho parecer de má qualidade.
  • Promova uma política de marca similar à da Apple. Nenhum logotipo na frente, muito menos das operadoras na parte de trás.
  • Mire alto. Então, mire ainda mais alto, para depois mirar ainda mais alto do que já havia apontado. “Se a Apple é a BMW, você pode ser a Porsche.”
  • A imprensa está louca para escrever sobre o dia em que o iPhone não será mais o rei da cocada preta. Conquiste esse lugar.
  • A Apple mostrou aos desenvolvedores e à imprensa que só precisavam se preocupar com um único aparelho, e o tornou de fácil uso para os consumidores (Gruber cutuca a Motorola).

Perguntado por diversos leitores por que o seu foco recaiu sobre o Android — e não sobre a Palm —, Gruber diz que tanto o Android quanto o webOS são similares em termos de potencial de crescimento, mas que a situação da Palm é completamente diferente.

A Palm, segundo ele aponta, já segue o bê-a-bá da Apple, ao desenhar e integrar o próprio aparelho do hardware ao software. Isso não é seguido pelo Google, que dependente de parceiros e perde controle sobre o produto final.

Resumindo o receita, Gruber aconselha criar um experiência primorosa para o usuário:

Tudo é apenas uma questão de execução.

. . .

É… dá-lhe, John Gruber! ;-)

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Newton Mota
Newton Mota
Tudo começou com a segunda maçã, feita de silício. E a paixão pela tecnologia só cresceu com os telejogos, computadores de 8 bits e Galactica. Assimilado desde garoto, nunca mais abandonou qualquer ambiente com traços de tecnologia. Faminto por novidades, é leitor voraz e vive conectado. Já foi webdesigner, colunista de tecnologia, webmaster e atualmente é consultor. Possui um iMac de 20 polegadas e sonha em ter um Mac Pro em casa.

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