Mac OS X 10.6 Snow Leopard: conheça o Grand Central Dispatch e entenda como ele deixará seu Mac mais rápido
Não é só de 64 bits que a Apple está abusando para tornar seu Mac mais rápido no novo Snow Leopard. Além dessa tecnologia, o sistema usará outras táticas para aproveitar melhor o poder do(s) processador(es) na sua máquina, o que não apenas tornam os programas que você usa diariamente mais rápidos, mas também facilitam a vida de quem os desenvolve.
Durante a última WWDC, Bertrand Serlet falou ao público sobre uma nova metodologia que está chegando, chamada Grand Central Dispatch (GCD, para os mais íntimos :-P). O nome é esquisito, e o que ela faz também é difícil de entender, mas, nas próximas linhas, eu farei o possível para responder a você de uma forma simples o que ela faz para tornar o seu Mac mais rápido.
Basicamente, ela tira proveito de algo que (quase) todos os Macs Intel possuem em suas CPUs: múltiplos núcleos (multi-cores). Então, em vez de falarmos direto sobre o que o GCD faz, vamos ver um pouco sobre o que os núcleos são e o que trouxeram para os computadores modernos. Prepare-se, porque essa história também não será muito curta… ;-)
Definição
Processadores multi-core possuem dois ou mais núcleos. A principal diferença deles em relação aos que eram populares há uns quatro anos é o fato de que o sistema operacional trata cada núcleo como um processador diferente. Para facilitar o entendimento, podemos então dizer que uma CPU com dois núcleos (dual-core) possui dois processadores no mesmo chip físico, e assim por diante.

Cada núcleo possui o seu próprio cache, é capaz de realizar mais de uma tarefa por vez (multitarefa) e, em casos especiais, pode até acessar a memória principal do sistema (independente da quantidade) por si só. Toda essa autossuficiência que os núcleos possuem serve para dividir tarefas, e é por isso que nem sempre podemos considerar um processador duas vezes ou quatro vezes mais rápido que outro, seguindo apenas o aumento numérico da sua frequência.
Por que os processadores atuais possuem mais de um núcleo?
Eu comecei a usar computadores já na época em que existiam processadores dual-core para eles, mas peguei o começo dessa tecnologia e entendi desde cedo o principal motivo da indústria para adotá-la. Quando existiam apenas chips com um núcleo, seguia-se uma tática diferente para ampliar o desempenho deles, baseada em um estudo (para não chamar de “profecia”) feito por um senhor chamado Gordon Moore, há mais de 40 anos. Em resumo, ele dizia que os processadores poderiam dobrar sua velocidade a cada 18 meses.
A princípio, isso era apenas uma observação do co-fundador de uma empresa que, na época, quase não tinha razões para existir (e hoje conhecemos como Intel :-P). Porém, como tanta coisa que só alinhamento de planetas explica, o que ele disse acabou virando realidade. Ainda assim, conforme a indústria se aproximou dos dias atuais, uma preocupação começou a girar ao redor dessa lei.
O que acontecia é que os chips dobravam de velocidade seguindo um processo de fabricação que fazia basicamente uma coisa: miniaturizar componentes (isto é, reduzi-los preservando suas características) para fazer a frequência (medida em gigahertz) aumentar. Acontece que, quando fazemos isso, a quantidade de energia necessária para suprir cada processador aumenta e, como as suas dimensões permanecem iguais, o calor gerado por eles também aumenta, exigindo um envelope térmico maior para fins de resfriamento e impedindo o seu uso em hardwares com dimensões limitadas (notebooks e desktops semelhantes ao Mac mini, por exemplo).
Vejamos alguns exemplos práticos disso. Suponha que uma CPU em condições padrão tenha uma velocidade teórica de valor 100 e um consumo de energia de valor 100:
Ao aumentar a sua frequência de funcionamento (clock) em 20%, o seu desempenho aumenta 13%, mas o consumo de energia pode aumentar até 73%, mantendo o mesmo espaço físico:
Em contrapartida, diminuir a frequência de funcionamento em 20% faz o chip perder 13% de desempenho, mas o consumo de energia pode cair facilmente para quase a metade do original:
Levando em consideração os avanços atuais em processadores, ponderar apenas o aumento do clock tornam impraticáveis o consumo de energia e o envelope térmico das máquinas em diversas situações, fazendo dos investimentos em melhores processos de fabricação inúteis em alguns casos. Todavia, ao usar esses mesmos avanços na elaboração de uma CPU capaz de operar com dois núcleos para execução de tarefas, vemos uma coisa curiosa:
Colocar um núcleo extra em uma CPU faz o desempenho teórico aumentar 73%, ao custo de apenas 2% em consumo de energia, isso sem levar em conta o trabalho que as fabricantes apresentam de tempos em tempos na produção de processadores. Assim, chips com mais de um núcleo entregam muita velocidade aos aplicativos por um consumo de energia relativamente baixo, e isso motivou a indústria a adotá-los com força.
E onde entra o Mac OS X em tudo isso?
Usar processadores com mais de um núcleo em Macs fez a Apple (e outras fabricantes) acompanhar os últimos avanços desse setor de uma forma mais rápida. A lei de Moore mudou de cara e agora coloca os núcleos em consideração no aumento de desempenho dos computadores. Para os experts em software, porém, tudo isso trouxe uma tremenda dor de cabeça.
No modelo antigo de se aumentar o desempenho das CPUs, quem desenvolvia aplicativos não demonstrava reação a novos produtos do tipo. A frequência de operação deles vinha maior, as máquinas ficavam mais rápidas facilmente e os aplicativos ficavam mais velozes, sem ninguém precisar mudar uma linha de código que fosse. Com os chips multi-core, contudo, o trabalho de profissionais para tornar softwares mais eficientes aos usuários não inclui apenas a necessidade de aguardar novos chips, mas também a de saber usá-los.
A atuação da Apple nesse meio começou lá no Tiger para PowerPC (2004/2005), e desde então focou-se em tornar o Mac OS X mais fácil para desenvolvedores aproveitarem a maior velocidade de processadores dual-core e quad-core nas suas soluções. A primeira medida para ajudá-los foi colocar as atividades internas do sistema para rodar automaticamente no segundo núcleo (julgando que falamos de um processador dual-core), dando maior folga de processamento para os aplicativos do usuário no primeiro.
Se você abrir o Monitor de Atividade enquanto lê este artigo e olhar a aba CPU, na parte inferior, verá que o Leopard está mantendo pequenas tarefas do sistema em segundo plano, sem atrapalhar a sua vida. Com isso, os aplicativos que você abre no Dock ou no Spotlight encontram mais espaço para funcionar com o máximo de resposta.
Ainda assim, nos últimos anos a coisa não tem sido muito boa para desenvolvedores, porque eles precisam determinar quais são os melhores meios de se aproveitar múltiplos núcleos e como programar softwares para isso. É aqui que entra em cena um paradigma na computação chamado threading, capaz de habilitar o processador para dividir operações de um aplicativo e rodá-las nos seus múltiplos núcleos ao mesmo tempo.
Não tenho como entrar em detalhes aqui, mas é algo tão complicado que não traz nenhuma garantia para nenhum software rodar mais rápido ou não. Enquanto a Apple chama isso de “falta de esforço”, quem desenvolve aplicativos como forma de ganhar a vida conhece bem a dificuldade em usar threads e busca alternativas a isso. O GCD é uma delas.
Explicando o Grand Central Dispatch
O que o Grand Central Dispatch faz é tirar dos aplicativos a necessidade de possuir threads e repassar a tarefa de administrar o uso dos recursos da máquina para o Mac OS X. Em vez de cada desenvolvedor programar seus aplicativos para aproveitar melhor os múltiplos núcleos dos processadores, eles simplesmente precisam especificar como as suas operações precisam ser organizadas em séries e blocos, e deixar que o Snow Leopard cuide do resto.
A grande sacada ao usar o GCD é que os programas apenas consomem os recursos da máquina que são essenciais para funcionarem da melhor forma possível, e os liberam quando não precisam. Como o novo Mac OS X é totalmente otimizado dessa forma, o resultado final é um ambiente muito mais eficiente para trabalhar.
![]() |
![]() |
Todo esse gerenciamento é feito de forma dinâmica, sem precisar de ações dos programadores em vários casos. Se um dado aplicativo não precisar mais de uma determinada quantidade de operações sendo executadas simultaneamente, elas são eliminadas para dar fôlego a outras tarefas.
Para aproveitar isso nos aplicativos suportados, você precisa de um Mac dual-core, pelo menos. No entanto, nenhum destes programas vai deixar de funcionar nos primeiros Macs mini com processador Core Solo, que possuem apenas um núcleo: eles apenas não tirarão proveito da melhor performance.
Vale a pena confiar no GCD?
Esta é uma pergunta mais destinada aos desenvolvedores, mas também conta para quem vai atualizar para o Snow Leopard em breve. Por ser um tipo de tecnologia que as outras versões do Mac OS X não suportam, ninguém sentirá a necessidade de preparar seus aplicativos para ela se a maioria da base atual de usuários não atualizar.
Desprezando o fato de muita gente estar tentada pelo preço baixo do Snow Leopard, ter o Grand Central Dispatch cuidando de distribuir melhor os recursos do seu Mac ao sistema e aos programas que você usa torna as tarefas diárias muito mais eficientes e é, per se, um bom motivo para atualizar. Mesmo que um software popular no seu dia-a-dia não consiga tirar total proveito do GCD no início, convém dar uma chance para melhorar a sua experiência em outras áreas.
Assim como 64 bits, esse é o tipo de tecnologia que talvez não te mostre resultados imediatos, o que é normal, pois o Snow Leopard nem mesmo foi lançado. Entretanto, as razões de ela estar sendo posta em prática nessa versão do Mac OS X também incluem as diversas possibilidades que a Apple e outros desenvolvedores deverão explorar no futuro, mas que apenas sairão do papel se nós formos confiantes em momentos como este.
. . .
Fontes e Referências
- Artigo sobre multi-core, produzido por alunos do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (SP) (PDF, 260KB);
- Artigo sobre a Lei de Moore na Wikipédia;
- Definição do Grand Central Dispatch no site da Apple sobre o Snow Leopard;
- Resumo tecnológico do Grand Central Dispatch, produzido pela Apple (PDF, 260KB);
- Apple Developer Connection na iTunes Store: uma busca por “WWDC 2006” traz vídeos e slides sobre multi-core e threading. Requer uma Apple ID gratuita.












Agora me respondam: Por que a Apple adora usar tema de transito?
Talvez porque falta no Jobs noções básicas, como emplacamento e uso de vagas destinadas a portadores de necessidades. :P
porque deve ser mais fácil, para uma pessoa que não conhece os termos de informática, entender o que está sendo explicado.
Ahn? Que que uma coisa tem a ver com a outra?
Porque o método usado para o controle das threads chama-se semáforo!
Silvio, o mais correto não é chamar de threading e sim de processamento paralelo. Este paradigma é usado no desenvolvimento de aplicações científicas e de engenharia que rodam em Mainframes e alguns Supercomputadores há um bom tempo. Em Supercomputadores e Clusters o paradigma usado chama-se processamento distribuido.
Em Java existe o Framework JINI que possui um outro subframework chamado Java Spaces que abstrai do desenvolvedor este tipo de controle, mas aplicações Java rodam em máquinas virtuais que emulam recursos que não existiam em processadores físicos.
A maior dificuldade de se fazer uma aplicação com processamento paralelo é na hora de depurar o código na caça de bugs. Deixar o sistema operacional tomar conta disso é uma verdadeira "mão na roda"!
O Wagner respondeu muito bem, o que tenho apenas a adicionar, como abstração, é que para sua máquina trabalhar com vários serviços, ela precisa desses semáforos. Imagine os carros como sendo as diversas solicitações (serviços, programas, etc.) ao processador, então para dar fluência ao tráfego, é necessário interromper (parar) serviços (a quantidade depende da tecnologia e da geração utilizada no processador) para outros poderem ser executados (rodarem), depois o "sinal fica verde" para outros serem executados.
Parabéns! Muito bom o post!
Caraca esse Silvio faz posts muito proveitosos mesmo, cara parabéns eu tenho que reconhecer.
Qualidade MacMagazine.
Ótimo post!
Silvio, cada vez melhor e avante!!! Parabéns!!!! Vc têm mandado muito bem no seu Post!!! Manda mais estamos sedentos!!!!
OBS.: Em breve vou comprar o meu Mac :D …. Vou precisar de muitos tutoriais!!!! Socorro!!!
Não temos o One-to-One no Brasil!!!!
Silvio, cada vez melhor e avante!!! Parabéns!!!! Vc têm mandado muito bem no seu Post!!! Manda mais estamos sedentos!!!!
OBS.: Em breve vou comprar o meu Mac :D …. Vou precisar de muitos tutoriais!!!! :P Socorro!!!
Não temos o One-to-One no Brasil!!!!
Ai, moleque… tá falando minha língua agora!
Belíssimo post!
Silvio, vc está se superando, excelente artigo !!!
Até onde eu sei cada núcleo faz um processo por vez. Mesmo que seja muito rápido cada processo, é um por vez.
Parabéns … Silvio .. excelente texto, claro e objetivo ! Estava mesmo querendo entender o GCD que tá vindo no SnowLeopard.
Continue assim !
Menos cara, muito menos. Tem um fórum nesse site. Sabia?
Douglas, Não sabe responder. Continue lendo! Um dia quem sabe vc poderá contribuir com algo decente?!?!?
Eu não acredito que estou me dando ao trabalho de responder.
Mas…
http://macmagazine.uol.com.br/forum
http://appleaddicted.com.br/thermometer/
Nada contra os esquemas de trocar ideias e tudo mais nos comentários, principalmente em um post tão bom quanto esse do Silvio, mas tente se manter no assunto e usar um pouco de NETiqueta antes de postar. Parágrafos, pontuação e menos exagero em sinais de interrogação e exclamação tornam as coisas mais apresentáveis.
Sobre contribuir com algo decente, pesquise o meu e o seu nome no Google e tire suas próprias conclusões. Não há necessidade de me dizer qual foi a conclusão.
Agora vamos (eu e você) parar com esses comentários inúteis e deixar os comentários por aqui fluírem normalmente.
Abraço.
Não seja um troll, Vr1, é coisa feia.
Espero que você encontre respostas no fórum.
Abc.
Novamente esse garoto fez um belo trabalho … me surpreendo a cada dia! Parabéns!!!!!! se todos os posts fossem desse porte e com tais relevancias …….. nossa! teriam que fazer uma versão em inglês!!
Novamente parabéns "muleque"!!!!! continue assim, você vai longe!!
[]'s
Sou fã da Maçã, mas ela deveria tomar vergonha na cara e arrumar o sistema de Atualização de Software. 200 MB por uma modificação ridícula é osso (Ainda mais pra quem usa 3G, que tem franquia)… De acordo com a Google, os patchs do Chrome serão de poucos kb, tornando o navegador mais seguro pq o usuário não precisa adiar uma atualização. Anos-luz a frente de qualquer S.O. ?! Eu acho que não.
o que isso tem haver com o post.
Parabéns, gostei muito do artigo, bem simples, direto e explicativo. Você soube bem onde ir e onde parar de explicar.
Silvio, seus posts estão cada vez melhores. Sempre trazendo coisas interessantes de uma maneira fácil de entender. Continue assim!!!
Parabéns!
Muito Bom garoto! Parabéns!
Silvio, menino prodígio!
Bom post!
muito bom cara. só toma mais cuidado no uso desses emoticons, tiram toda a seriedade do texto, principalmente quando você os escreve em títulos
concordo
Parabéns Silvio, mais um excelente artigo, vamo arrumar um trampo na Mac+ Pra este menino :P
Parabéns Silvio! Excelente Post! Que eu me lembre está é a melhor explicação sobre cores x velocidade x consumo de energia que já vi!
Está mandando muito bem!
Mais! Mais!
Thanks
Excelente, Sílvio :)
Creio que o Rafael acertou em cheio escolhendo esse garoto para ser redator do MacMagazine. Escreve bem, explica bem e sem sombra de dúvida terá muito sucesso na sua carreira. Este post eu tive que imprimir não só pela nova tecnologia da Apple, mas pela explicação do funcionamento do Hardware da Apple, processadores…
Um dos melhores post produtivos que o MM já publicou. Parabéns mais uma vez. :D
Muito bom post!!! Parabêns!!
Muito bom post!!! Parabéns!!
INTEL: Core 2 Quad? (Hyperthreading) Core i7? Modelos?
NVidia: Qual GPU? Modelos?
RAM: 8GB Up to __?
FSB: ___?
[Chupa Microsoft! ]
kkkkkkkkkk
Bom artigo. Uma pequena correção: frequencia é medida em hertz (Hz, unidade do SI que mede oscilações por segundo). 1 GHz = 1.000.000.000 Hz, ou 10 a nona potência.
Mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hertz
Você escreve muito bem e conseguiu explicar legal um assunto que é bem técnico (para não dizer NERD) hehehe Congrats!!
Os tópicos do Silvio são sempre muito bons!
parabéns!
linda bola excellente post!!!
DIDATICAMENTE PERFEITO!
Optimo post ! pela 1ª vez percebi isso dos processadores hehe (electrónica nao é a minha area lol) !
Na minha opinião, toda a gente com um processador intel vai passar para o Snow Leopard, o preço é baixissimo e as regalias sao muitas! entao se tiver mais de um Mac intel, ai sim fica barato com o Family Pack.
Nada mais do que o BeOS já fazia no início da década de 90.
Realmente, o BeOS tinha uma resposta muito boa! Era impressionante. Usie um BeOS em um computador com dois processadores Pentium 3, em uma época em que a indústria já tinha migrado para o Pentium 4, e o computador tinha uma resposta muito boa. E o sistema de arquivos era "journaled", algo que hoje o Mac OS X tem mas que falta até hoje ao Windows. Mas ele também tinha seus problemas, em outras áreas.
Mas como citado no tópico, o Leopard já tem um bom suporte ao multi-thread, por isso ele dá essa sensação de "rapidez" frente ao Windows. E isso deve melhorar com o Snow Leopard.
Realmente, o BeOS tinha uma resposta muito boa! Era impressionante. Usei um BeOS em um computador com dois processadores Pentium 3, em uma época em que a indústria já tinha migrado para o Pentium 4, e o computador tinha uma resposta muito boa. E o sistema de arquivos era "journaled", algo que hoje o Mac OS X tem mas que falta até hoje ao Windows. Mas ele também tinha seus problemas, em outras áreas.
Mas como citado no tópico, o Leopard já tem um bom suporte ao multi-thread, por isso ele dá essa sensação de "rapidez" frente ao Windows. E isso deve melhorar com o Snow Leopard.
Sim eu lembro das máquinas de dois processadores separados, o Windows NT 4.0 também dava suporte o Mac OS X na primeira versão também, a questão é deixar o recurso mais otimizado para distribuição de processo de forma dinâmica e facilitar a vida dos programadores para obter o beneficio dos computadores processadores multicore.
Antes de existirem os processadores de múltiplos núcleos, já existia sim há um bom tempo computadores com dois ou mais processadores , porém eram máquinas caras e de nicho especifico. Onde só se tirava vantagens das CPUs extras se isso fosse implementado no software de forma bem competente e num tipo de programação de alto nível para se obter vantagem da CPU extra.
Como o autor disse antes da proliferação dos processadores de múltiplos núcleos vivíamos uma fase em que o aumento do clock era algo fácil de se implementar progressivamente e não exigia um retrabalho na forma de programação para se tirar proveito disso, Como hoje estamos chegando em um limite de velocidade, a programação para múltiplos núcleos é a solução para conseguir aumentar o desempenho. O GCD é uma ferramenta amigável para os programadores conseguir isso em seus programas, e o Snow Leopard e um sistema mais preparado e melhor para se dividir os processos em diferentes núcleos.
O artigo está muito bom mas eu ainda acho, pelos meus conhecimentos de programação multicore e de hardware paralelo, que o GCD vai melhorar pouco o desempenho do sistema, com algumas pequenas exceções.
Sò não adianta criar hashtag no Twitter porque iam censurar, como fizeram com a #chupa
deem uma olhada no site da apple e na apple store!
snow!
Fantástico.
muito bom silvio… me senti um velho onde vc diz que começou a usar computador com dual. e me impressiono em vc ter só 17. continue assim
Excelente texto, mas os números de desempenho e consumo estão errados. O desempenho aumenta linearmente com o clock e o consumo aumenta de maneira quadrática, caso se considerem processadores de mesma família. Logo, aumentando-se a frequência em 20%, o desempenho também aumenta em 20% e o consumo aumenta 44%.
No caso do dual-core, o ganho teórico em desempenho varia, depende da carga do processador, 73% parece razoável, mas pode chegar a 100% em alguns casos. Da mesma forma, a diferença de consumo também varia, mas na pior das hipóteses, é o dobro de um single-core de mesma frequência, mas no mundo real, as especificações prevêem no máximo 60% de aumento no consumo.
Acredito que as comparações tenham sido feitas comparando processadores de famílias diferentes, algo do tipo Pentium 4 vs. Intel Core.
Os números são da Apple, Guilherme. Realmente, faltam alguns dados extras sobre a origem dos processadores analisados.
Obrigado pela observação.
Completo e bastante instrutivo ! vlw !
Fã clube do silvio? Ja fizeram comunidade no orkut? uaheueha
parabens pelo post!
Que aula! Até eu que pouco entendo dessas coisas de desempenho de processador agora to por dentro!!!
O Windows Vista gerencia multicores desde 2006, permitindo o controle de prioridade e afinidade, além de permitir a virtualização dos processos em execução.
O GCD é o nome que a Apple deu a uma tecnologia já existente (e mais sofisticada no Windows) que exige que os desenvolvedores utilizem uma série de APIs e funções para fazer isso..
Fontes, meu caro; mostre-nos de onde você tirou esta informação.
http://www.pcworld.com/article/166789/grand_centr... e http://www.infoworld.com/t/platforms/generation-g...
Como diz o artigo, embora o multicore exista desde o XP em 2001, ele era limitado. O Windows Vista aprimorou muito ele, e o Windows 7 implementa novos controles.
Considero engraçado comentários como o de nosso amigo Truth. Interessante, inclusive, o nick do próprio. Uma coisa é fazer acontecer (Apple), outra é esperar que os outros façam acontecer para depois dizer que, apesar de nunca ter posto em prática, já havia feito antes (Microsoft). Mas estou aqui por poutro motivo. Sou professor de português e inglês e fico fascinado quando leio um texto tão bem coeso e coerente como este post do Silvio. Rapaz… você com certeza é o tipo de aluno que motiva qualquer professor.
Abraço
Cláudio, o gerenciamento de multicore acontece há muitos anos no Windows e não é novidade alguma. Se a Apple finalmente resolveu implementá-lo no MacOS X, ótimo..
Pode ser, mas ele está certo. A Apple não vai por nada em prática. O GDC não fará mágica, ele é exatamente a mesma coisa que o Windows tem, que o Linux tem e que o Darwin (o núcleo aberto do OS X) já tem, chama-se SMP, é necessário um esforço grande por parte de programadores pra se aproveitar as vantagens da plataforma multicore, como a Apple vai implementar isso no OS X é irrelevante para aumentar a performance se os programadores não fizerem nada, como continua irrelevante no Windows e no Linux, no final como eu comentei acima: o GCD vai melhorar pouco o desempenho do sistema, com algumas pequenas exceções. Como já disse o artigo do Silvio é muito bom, se não for pra entrar em detalhes muito técnicos, nesse caso ele comete algumas poucas gafes mas acho que ele tem potencial e duvido que as pessoas tenham lá muito interesse em discutir coisas muito técnicas.
Nisso eu concordo 100% com vc.
Se for ver bem, o que o Grand Central Dispatch faz, ja era para ter tido isso a muito tempo. usar o que precisa e liberar qd nao precisa mais… Ainda bem que AGORA temos isso n oSnow Leopard.
Realmente parabens Silvio. Mandando muito bem como sempre
[...] com 2GB de RAM —, o Geekbench em si ainda não foi atualizado para explorar os benefícios do Grand Central Dispatch e do OpenCL no Snow Leopard, ou seja, os resultados mostram a realidade como ela é hoje em dia. [...]
[...] O sistema também reconhece quais CPUs e GPUs compatíveis com OpenCL estão presentes na máquina, controlando o processamento dos dados ao software e permitindo o uso de funções para lidar com essa tarefa manualmente. O bom dessa arquitetura é que ela garante a compatibilidade do produto final em Macs que não suportam a tecnologia, assim como o Grand Central Dispatch faz. [...]
[...] a Apple abriu hoje na Mac OS forge o código-fonte de uma tecnologia importante do Snow Leopard, o Grand Central Dispatch. Todas as bibliotecas que compõem o recurso agora estão reunidas em um projeto independente, o [...]
Só uma correção, Moore nunca comentou sobre velocidade, ela sé referente à capacidade (número de transistors) do processador. A velocidade pode acompanhar o crescimento exponencial dos transistors, proposto por Moore, mas não faz parte da lei. Creio até que atualmente que o crescimento da velocidade dos processadores nem esteja mais seguindo o crescimento do número de transistors.
Ótima matéria! Parabéns!
[...] Usando Core Audio, que é a principal tecnologia do Mac OS X para lidar com áudio, o plugin consegue reproduzir sons com menor custo dos recursos da máquina e com uma qualidade um pouco melhor. Além disso, os seus componentes para o QuickTime também suportam aplicativos com múltiplos threads, o que é mais adequado para integração com o Grand Central Dispatch. [...]