Operadora Oi passará a vender iPhone no Brasil antes do Natal

Nós estávamos aguardando alguma posição oficial da Apple ou da operadora, mas, com tantas informações quentes e correspondentes, não há mais muita escapatória: a Oi passará a vender o iPhone no Brasil antes do Natal. …

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Como era o mercado de telefonia celular antes de a Apple lançar o iPhone?

Num artigo irônico de defesa à Apple, Kontra escreveu há alguns dias no counternotions sobre a modinha recente de chamar a Apple de “evil” (diabo), tanto quanto muita gente faz com o Google, em analogia ao conhecido histórico Microsoftiano.

iPhone 3GS deitado, de lado

Em meio a citações de usuários revoltadinhos com a Apple, à inveja que se dá pelo seu crescimento acelerado, à aversão do mercado pelo fato de uma pessoa — Steve Jobs — ter tanto controle sobre uma multinacional, a uma taxa de rejeição de apps de 0,03% (entre mais de 65 mil), entre outros, Kontra compilou uma lista bem bacana de como o mundo da telefonia celular era *antes* de o iPhone ser lançado.

Em tradução livre, aqui está:

  1. As operadoras mandavam na indústria ditatorialmente.
  2. Para acessar redes de operadoras, as fabricantes de handsets tinham que descrever tudo o que faziam.
  3. As operadoras ditavam os designs de aparelhos, recursos, apps, preços, marketing, propaganda e marcas.
  4. Telefones eram reduzidos a iscas baratas e descartáveis para contratos de serviços de operadoras.
  5. Não havia compartilhamento de receitas entre operadoras e fabricantes.
  6. Não havia previsão de redes de telefonia se tornando meios de trocas de dados tão cedo.
  7. Planos de dados ilimitados e acessíveis eram desconhecidos.
  8. Um aparelho que incentivasse a troca entre operadoras por milhões de pessoas era um sonho.
  9. Celulares eram simples telefones, e não computadores handheld de fato.
  10. Mesmo os telefones mais “inteligentes” não tinham integração com redes Wi-Fi.
  11. Sem Visual Voicemail, mensagens não podiam ser gerenciadas não-linearmente.
  12. Não havia lojas de aplicativos controladas e operadas por fabricantes de telefones somente.
  13. Uma loja com 65.000 apps baixados quase 2 bilhões de vezes não estava no radar de ninguém.
  14. Uma estratégia de preços de apps de baixo custo com alto volume e compartilhamento 70/30 não existia.
  15. Transações robustas de apps com um clique eram desconhecidas.
  16. Não havia um mercado de apps eficiente, de larga escala, consistente e lucrativo para pequenos e grandes desenvolvedores.
  17. Botões, teclas, joysticks, sliders… tudo, menos a tela, era foco de telefones.
  18. Telefones não vinham com touchscreens enormes de 3,5 polegadas.
  19. Telas sensíveis ao toque e interfaces baseadas em gestos eram coisa de ficção científica.
  20. Teclados virtuais multi-touch realmente “usáveis”, com múltiplos idiomas, não existiam em telefones.
  21. Sensores integrados, como acelerômetros ou detectores de proximidade, não tinham lugar em handsets.
  22. Telefones nunca poderiam competir em jogos/3D com consoles portáteis dedicados.
  23. Tocadores multimídia com a qualidade de iPods não existiam em telefones celulares.
  24. Nenhum telefone havia oferecido uma experiência de navegação na web como a de desktops.
  25. SDKs sofisticados e telefones eram estranhos uns para os outros.

E você, o que adicionaria nesse bolo? ;-) Que empresa além da Apple pode se gabar tanto de revolucionar um mercado que já existia há mais de uma década e que era dominado por nomes gigantes como Nokia, Motorola, Sony Ericsson, Samsung e outras, todas correndo atrás do prejuízo atualmente?

A Apple é mesmo diabólica… para as suas concorrentes. :-P

[Via: Daring Fireball.]

« Evento da Apple no Yerba Buena Center (em San Francisco) trará diversas surpresas Advogado da Psystar nega divulgação de segredos judiciais »

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Quem escreve?

Rafael Fischmann
Rafael Fischmann
Graduado em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda na Universidade Salvador - UNIFACS, tem paixão pela Apple e seus produtos desde quando adquiriu seu primeiro iMac (um G3 Blueberry), em agosto de 2000. Possui hoje um MacBook Pro unibody de 17 polegadas, um iPod video de 80GB, um iPod shuffle de 2GB e um AirPort Express. O mais novo integrante da família é um iPhone 3GS preto de 32GB.

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25 Comentários »

  • hahahahaha…
    Boa compilaçao, deve ter dado trabalho. Mas pelo menos fico legal!
    Eu adcionaria uma coisa que ja esta mais ou menos citada ai, o fato de que vc pode fazer tudo com o iphone, apenas baixando um app. "There's an app for that!"

    Qundo que celulares eram usados como detectores de metais? e como reguas sonares? hahahaha

  • Eliel Torres disse:

    Taí o que ninguém quer enxergar… O iPhone reinventou a telefonia celular, como disse Jobs em sua keynote no dia 09 janeiro de 2007.

  • Mattioli disse:

    Alguns topicos ficam meio no ar, o ponto de vista quem compilou a lista deveria estar mais claros em alguns pontos. Mas isso não ofusca em nada o brilhantismo da Apple com o iPhone, concerteza os 1,2k gastos com meu iPhone valem cada centavo.
    As midias em geral gostam de falar mal do iPhone pq dá "IBOPE", na maioria das vezes nem é algo do outro mundo….

  • Thierry disse:

    acho q soh arrumar a 21 "Sensores integrados, como acelerômetros ou detectores de proximidade, não tinham lugar em handsets."
    Para algo do tipo Sensores era inuteis antes, que o n95 tem acelerometro e antes do iphone mas era usado mto precariamente

  • Diogo Cordova disse:

    depois de programas como as reguas sonares e detector de metal, meu irmão largou a seguinte frase: "O iPhone cada vez mais está virando um 'Tricorder'" e realmente eh verdade… ehheah

  • Junior disse:

    Mas que quando foi lançado deixou muito a desejar, mesmo com muita inovação, como a imagem da comparação com o chuchu http://www.dourado.net/wp-content/uploads/2008/10/iphone1.jpg, mas hoje com a 3GS tá muuuuuito melhor.

  • Claudio disse:

    Eu adicionaria aí a facilidade de sincronizar apps, música, vídeo, fotos, contatos, etc.

  • Caco Portela disse:

    Over… Again…

  • André disse:

    No Brasil infelizmente o item 7 ainda está longe de ser realidade. :(

  • Daniel Taiguara disse:

    eu colocaria a facilidade de fazer um upgrade no firmware sem ter que depois reinstalar todos os apps.

    essa é uma das coisas que me fez trocar do n95 para o iphone

  • Dalessandro Torres disse:

    O baque iPhone foi tão grande, que desesperadamente as fabricantes de celulares correram dar um jeito de fazer tudo o que a Apple pregou em sua keynote… Mas os "entendedores" do assunto agora chamam essa corrida de efeito manada, de "tendência"…
    E eu vou curtindo aqui o desespero frenético da industria em empurar suas porcarias sob o apelo de "nós também temos".
    Um comentário… Ridículo comprar algo assim!!

  • JulianoR disse:

    achei o post do tal Kontra bem "fanboy" pro meu gosto…

    - "As operadoras ditavam os designs de aparelhos, recursos, apps, preços, marketing, propaganda e marcas."
    Primeiro que eu não concordo com a influência das operadoras sobre o design dos aparelhos(fosse assim todas as fabricantes teriam um mesmo DNA de design, usariam o mesmo OS, etc…). E qnt aos apps:como se isso não valesse para o iPhone… pq será que eu não posso usar o Skype em redes 3G!?

    "Telefones eram reduzidos a iscas baratas e descartáveis para contratos de serviços de operadoras."
    Ué, aonde que mudou que eu não percebi? Alias, descartável é um dos melhores adjetivos para o iPhone com seus upgrades lentos a cada ano.

    "Celulares eram simples telefones, e não computadores handheld de fato"
    Menos, BEM menos… para mim sobre o aspecto "smart" o iPhone tá bem atrás perto dos seus concorrentes… alias, diga-se de passagem: na minha concepção o iPhone só veio a se tornar um smartphone no dia que o QuickOffice chegou a AppStore, antes disso ele era um celular "comum", super avançado, mas era um celular. Além disso, que porcaria de "computador de mão" é esse que nem me permite usar dois aplicativos ao mesmo tempo? até o Macintosh 128k permitia isso!

    "Telefones nunca poderiam competir em jogos/3D com consoles portáteis dedicados."
    Ou nosso amigo sofreu de amnésia, ou "esqueceu" de um gadget chamado N-Gage lançado em meados de 2003 por uma finlandesa de nome Nokia.

    "Tocadores multimídia com a qualidade de iPods não existiam em telefones celulares.""
    Acho essa opinião bastante pessoal, mas eu particularmente sempre gostei das versões de player do Symbian.

    • Hiro disse:

      N-Gage era uma droga e essa comparação não cabe. O N-Gage era um telefone ruim e um console portátil medíocre. Tanto é que morreu.

      • JulianoR disse:

        concordo com a parte do telefone ruim(unicamente pela ergonomia dele que era terrível)… mas já cheguei a jogar em um n-gage de um colega de classe, e na época eu realmente não vi nenhuma diferença entre ele e um game boy advanced(que na época era provavelmente o console portátil mais vendido)…
        e qnt a morte do N-Gage, para mim foi por um único motivo: a Nokia não soube unir o design do celular com o design do console, e isso acabou deixando ele "feio"… e enfim, eu digo e repito: design é TUDO nesse mercado, a apple está ai para não me deixar mentir.

        • Lazaro Feres disse:

          Eu tive um N-Gage, e digo, como telefone era PÉSSIMO, a ergonomia era realmente ruim(grande pesado e sem jeito), sem falar que vc não conseguia ter uma conversa particular nele sem ter que usar os fones de ouvido da nokia; Como console de games só pecava no quesito variedade, era muito difícil encontrar jogos e havia poucas opções.

          Pode até ser que o iPhone seja superado por alguns de seus concorrentes, mas não dá pra compará-lo com o N-Gage, eles abrangem mercados diferentes. O N-Gage foi criado para o mercado de jogos, e não deu certo. O iPhone além de jogos tem acesso à iTunes Store, App Store e não é focado apenas em jogos, tem muitos outros apps para ele.

          • JulianoR disse:

            eu não estou comparando o iPhone ao N-Gage de modo generalizado… estou apenas afirmando que não se pode dizer "Telefones nunca poderiam competir em jogos/3D com consoles portáteis dedicados", dado que o N-Gage já o fez.
            Se o iPhone faz melhor, dai é outra história… fato é: ele não foi o primeiro.

          • JulianoR disse:

            eu não estou comparando o iPhone ao N-Gage de modo generalizado… estou apenas afirmando que não se pode dizer "Telefones nunca poderiam competir em jogos/3D com consoles portáteis dedicados", dado que o N-Gage já o fez.
            Se o iPhone faz melhor, dai é outra história, meia década de passou, o mercado mudou… fato é: ele não foi o primeiro telefone a competir com consoles portáteis.

  • Fernando_v disse:

    "evil” (diabo)

    Posso não ser especialista, mas acho que falta um "D" ai.

  • DiiGaO disse:

    "19.Telas sensíveis ao toque e interfaces baseadas em gestos eram coisa de ficção científica."
    Acho que essa foi a mais explícita mudança.
    Agora temos uma enxurrada de aparelhos touchscreen.

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