David Pogue, Michael Arrington, Dan Lyons e os reais conflitos de interesses
Enquanto humanos, nós podemos ocasionalmente ser infelizes, insatisfeitos, críticos, sem perder oportunidades para apontar erros alheios, desvalorizar posicionamentos e até contra-argumentar por pura polêmica. A situação tratada aqui é apenas mais uma em que tudo isso se manifesta.
Com base em recentes declarações do David Pogue — colunista de tecnologia do jornal New York Times — a respeito do Mac OS X 10.6 Snow Leopard e suas experiências com o novo sistema, críticas pesadas vieram do “ético” Michael Arrington, editor do TechCrunch, e de Dan Lyons, o “falso” Steve Jobs.
Antes de seguir o exemplo dos dois e apontar o dedo no nariz do outro, é de boa educação saber de quem a gente fala. Então, vale lembrar com quem estamos tratando aqui.
David Pogue é um profissional que, antes de enveredar pela tecnologia, já tinha um histórico positivo relacionado a música, trabalhando na Broadway em diversos projetos como autor de algumas peças musicais e até arranjador e condutor em outras. Seu envolvimento com tecnologia se deu justamente através de computadores da Apple, com os quais o relacionamento só cresceu e se solidificou.
Eu não conheço muito o Michael Arrington, e por isso não irei me aprofundar precipitadamente em nenhum julgamento aqui, mas considero uma falácia o que ele escreveu a respeito do Pogue.
Eu não acredito que ninguém em sã consciência poria em risco a sua credibilidade profissional — que é reconhecida justamente pela transparência e até pela honestidade nas opiniões — apenas para vender mais unidades da série de livros Missing Manuals.
Entretanto, eu não sei bem como eu posso traduzir o perfil de alguém que declara que o seu site é diferente, “totalmente focado em informações internas e conflitos de interesse”. Será que ele se acha mais honesto e ético simplesmente porque expõe suas reais intenções?
Ainda não encontrei um usuário da plataforma Mac que não tenha sido envolvido desde o anúncio do Snow Leopard pela ansiedade em relação aos pequenos detalhes que foram divulgados e outras minúcias que não o seriam.
Existiram aqueles que, num primeiro momento, foram incisivos positivamente sobre certos pontos e depois mudaram suas opiniões, assim como o inverso aconteceu. Se Pogue declarou antes que a nova versão era apenas uma atualização “funcional” e que havia tido problemas iniciais, acredito que ele tem todo o direito de voltar atrás e rever o que declarou.
Ah, não posso esquecer o Dan Lyons. Sobre este, em particular, eu resumo a minha opinião a apenas uma palavra: oportunista. Se você não o conhece e quiser se aventurar a fazê-lo, boa sorte. Eu não dou crédito a quem procura a cada momento uma oportunidade para falar qualquer asneira somente com o intuito de ser o centro das atenções.
Entre as diversas opiniões publicadas sobre o assunto, o site Edible Apple foi o mais sensato, ao dar os devidos nomes aos bois e fazer referências à postura de cada um dos envolvidos no cotidiano fora de um cenário conflituoso; portanto, merece ser lido.
O jornal New York Times sempre foi reconhecido pela sua visão independente, democrática, cercada de neutralidade por parte dos seus colunistas e editores. Isso nunca o impediu de deixar claro o que era a opinião de um jornalista e o que era o posicionamento do jornal como instituição.
Seu posicionamento em relação a conflitos desta natureza é de conhecimento público, e ele já foi até mais severo, impedindo que seus colaboradores publicassem quaisquer opiniões que pudessem ser mal interpretadas pelos leitores. A mudança nesse comportamento se deu como resultado de uma forte imagem do jornal como baluarte da democracia.
Hoje, quando conflitos similares ocorrem é obrigatória a publicação de um comunicado aos leitores de que se trata de uma visão pessoal de alguém que está envolvido com produtos ou a prestação de serviços relacionados ao foco da matéria.
Espero que cada um dos _nossos_ leitores reserve um momento para a leitura calma e ponderada de todas as opiniões, e tire as suas próprias conclusões. Afinal, o espaço dos comentários está mais do que aberto, como sempre! ;-)





Faltou dizer onde estah toda polemica do assunto…essa meteria foi mais uma biografia do que a informacao do fato…
fato!
concordo. não ficou claro qual foi o estopim da bagaça.
Também fiquei sem entender a matéria.
Faltou mesmo é traduzir as matérias para que quem não entende Ingles poder se inteirar dos outros lados da disputa.
Ou no minimo fazer um resumo sobre o que cada parte esta expondo.
Não sei se vocês viram a matéria de uma colunista do Tech Crunch sobre o Brasil.
Claro que não tem nada a ver com o assunto, mas o Michael Arrington "permitiu" que ela postasse assuntos pessoais no blog. Depois disso, perdeu toda a credibilidade que tinha comigo.
De fato, meu caro Newton, seu artigo foi apenas para aquelas pessoas que já conheciam a polêmica.
Faltaram dados!
hhahah materia estranha essa…nao se entende nada, nem sei do que esta falando, nada de nada
Concordo. :S
faltou a polêmica, foi uma matéria sobre a reportagem que falou da polêmica,
mas a polêmica em si que é bom… nada!!
além do que.. foi bem confuso!!!
terminei a matéria sem saber do que se tratava..
Acho que quando não entendemos muito bem um assunto, nós procuramos por mais informações que nos elucidem.
Não vejo nada de mal no texto do Newton. Só não precisamos ficar tão irritados com a falta de ditadismo do mesmo.
Vamos pegar leve pessoal.
Eu, como os outros que postaram os comentários, fiquei sem entender nada.
Newton, tambem gosto do David Pogue e concordo com sua opinião sobre o caso, apenas discordo de uma coisa em seu artigo:
"O jornal New York Times sempre foi reconhecido pela sua visão independente, democrática, cercada de neutralidade por parte dos seus colunistas e editores".
Não sejamos tão inocentes assim, né?!? :)
No demais, parabens.