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Publicações impressas querem cortar monopólio da Apple com iTunes Store própria

Com todo o falatório de a Apple ter contatado a mídia impressa e os rumores de que a iTablet poderá bater de frente com o Amazon Kindle, a indústria certamente não está dormindo e esperando que Steve Jobs chegue para dominar mais um mercado com a iTunes Store — como já faz com músicas, filmes e programas de TV. Executivos parecem estar aterrorizados com a possibilidade de o mesmo feito ser repetido com livros e revistas.

Quando a Apple assume domínio sobre mercados como esses, ela passa a determinar boa parte das condições e preços de comercialização de conteúdos. Esse é o medo da indústria: que livros e revistas passem a ser vendidos por muito menos do que valem, apesar de isso ser algo absurdamente relativo.

Apple iTablet

Nem por isso esses executivos acham que edições digitais e lojas virtuais para esses conteúdos devam ser descartadas, porém. De acordo com o Advertising Age, representantes da indústria estariam discutindo a possibilidade de uma iTunes Store própria, que permita-lhes continuar com o controle sobre a distribuição/comercialização de todos esses títulos da forma que melhor lhes convier.

Chegar a um consenso num projeto central como esse certamente não será nada fácil para a indústria, mas, se isso acontecer, o problema deverá ser solucionado para as publicações impressas, que oferecerão seu conteúdo num formato padrão, independente do dispositivo que proporcionará acesso a ele. Os executivos querem que o objetivo da experiência do consumidor seja seus conteúdos, e não um produto — como um iPod ou uma iTablet.

Se a ampliação da iTunes Store está realmente nos planos de Steve Jobs, a briga não será fácil, afinal, o ecossistema macieiro já está todo pronto: para a Apple, basta a adição de uma nova seção em sua loja, visto que a experiência e integração desses conteúdos com seus dispositivos já está toda pronta e funcional.

[via MacRumors]

« Apple é a terceira melhor companhia do mundo, segundo ranking da BusinessWeek Google otimiza anúncios do AdSense para iPhones/iPods touch e outros smartphones »

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Quem escreve?

Rafael Fischmann
Rafael Fischmann
Graduado em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda na Universidade Salvador - UNIFACS, tem paixão pela Apple e seus produtos desde quando adquiriu seu primeiro iMac (um G3 Blueberry), em agosto de 2000. Possui hoje um MacBook Pro unibody de 17 polegadas, um iPod video de 80GB, um iPod shuffle de 2GB e um AirPort Express. O mais novo integrante da família é um iPhone 3GS preto de 32GB.

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8 Comentários »

  • @mvgiacomello disse:

    Acho que nao vai substituir o livro e a revista e sim proporcionar a pessoas que antes não costumavem ler tal conteudo uma maneira rapida e pratica.
    Eu pessoalmente nao leio nenhum jornal, nem assisto na TV mas costumo ler noticias na internet.

  • Monopólio nunca é bom mesmo ele sendo controlado pela Apple.

  • [...] MacMagazine Sobre Endrigo AntoniniEndrigo Antonini com mais de 5 anos de experiência em desenvolvimento, [...]

  • Bruno Rosa disse:

    Eu acho que nem compara querer colocar Kindle DX vs iTablet saca?
    Tipo um nao emite luz, dura 1 semana a bateria.

    O Outro dura oq? 3h ? Emite luz pra caramba? Lava, passa e cozinha?
    Talvez Ser mais um centro de midia faça ele se perder nessa disputa de mercado.

    EU prefiro um Kindle DX nesse quesito, livros.

  • Bruno Santos disse:

    Imagine um mundo onde livros técnicos são atualizados praticamente em tempo real – redistribuídos imediatamente para quem comprou. Sem precisar esperar a última edição se esgotar pra reimprimir. Sem custos adicionais de estoque e reimpressão por eventuais falhas na edição original.
    Imagine um mundo onde livros possam ser anotados pelo autor – verdadeiras obras abertas – em contribuição com leitores. É muita piração, mas imagine um wiki onde os comentários dos leitores possam ser compartilhados e comparados, novas referências para a obra em questão possam ser integradas na obra em si, não necessariamente numa tese-comentário obscura que só dois ou três especialistas ouviram falar.
    Imagine um mundo onde um estudante universitário compra apenas UM aparelho e agrega o livros que precisa ler no semestre à medida que a aula corre – sem precisar tirar xerox, sem correr pra pegar a última cópia na biblioteca. Onde o custo da publicação do livro esteja integrado na mensalidade da faculdade e o livro possa ser lido/consultado APENAS durante o curso: se ele quiser manter ou copiar a obra é só pagar uma taxa simbólica pra ficar com a licença da obra.
    Taxa simbólica MESMO, porque ainda existem custos editoriais, mas não de estoque, papel, tinta, a diagramação pode ser mais livre porque é completamente eletrônica.
    Imagine um mundo onde você pode assinar comic books e participar de fórums comentando o destino dos personagens e assistir o trailer do vídeo DENTRO do livro enquanto lê a estória da semana. E jogar o game no meio da estória interativa.

    Que pesadelo. Melhor deixar como está.

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