10/GUI: um conceito para a computação baseada no toque
Se há uma tendência forte na computação pessoal hoje em dia, é o uso dos dedos no lugar do mouse. A Apple colocou touchscreens na mídia, com o iPhone, e fabricantes de desktops (como a HP e a Asus) já lançaram seus modelos tudo-em-um com telas sensíveis ao toque. Porém, problemas surgem quando tentamos simplesmente substituir o mouse pelos nossos dedos: o que funciona para um gadget como o iPhone não necessariamente dá certo para um computador de mesa.
O vídeo abaixo, produzido por R. Clayton Miller como um “projeto doido de verão”, apresenta os problemas da computação hoje e uma possível solução, a revolucionária interface 10/GUI. Ele é um pouco longo (8′30″) e está todo em inglês, então vou tentar colocar as ideias centrais dele neste post: vale muito a pena conhecer.
http://www.vimeo.com/6712657
Os problemas
A interface mais comum hoje em dia foi concebida há um quarto de século e é bastante limitada, pois reduz a capacidade de interação da mão humana a um único ponto na tela do computador: o cursor do mouse. Usar os dedos diretamente na tela de um iPhone, que já está na sua mão, é algo bem diferente que fazer o mesmo com um desktop: se usar o teclado de um laptop já não é tão ergonômico, imagine ficar 1. esticando o braço para alcançar uma tela no seu campo de visão ou 2. ficar olhando para uma tela onde suas mãos estão. Ou pescoço ou braço vai sofrer, não tem escapatória.
E para representar a interação, já vai-se o tempo de organizar o caos que o desktop se tornou, com janelas espalhadas em um plano. Criar uma mesa tridimensional pode significar só mais uma dimensão para janelas e aplicativos se perderem, então uma abordagem diferenciada se faz bem-vinda.
As soluções
Uma ideia bem óbvia aplicada por Miller foi colocar a superfície sensível ao toque onde as mãos estão, em vez de onde os olhos estão: no 10/GUI, há um trackpad multi-touch gigante (1:1, preferencialmente) logo abaixo do teclado, numa posição semelhante à dos notebooks atuais. Os controles envolvem os dez dedos do usuário (daí o nome 10/GUI, sacou?), que são representados por pequenos pontos na tela, enquanto as mãos estão pousadas na superfície, mas sem exercer pressão.
Controladores gerais e específicos para aplicativos podem ser invocados usando abas à esquerda e à direita desse trackpad, algo que me fez pensar imediatamente no Palm Pre, cuja sensibilidade a toques vai além da tela.

A organização das janelas no desktop perderia uma dimensão: as janelas ocupariam toda a altura e seriam dispostas linearmente, uma proposta batizada de CON10UUM (lê-se con-ten-nuum, como “contínuo”). Interagir com essas janelas seria tarefa para um vocabulário consistente de gestos multi-touch que poderiam envolver até as duas mãos simultaneamente (para alterar o zoom da interface e mudar a disposição dos aplicativos, por exemplo).
A regra fundamental do CON10UUM seria: “quanto mais dedos você usar, maior a hierarquia da interação”. Um dedo para interagir com os controles ou navegar e ampliar/reduzir um aplicativo; três para mudar aplicativos de posição ou redimensioná-los; quatro para interagir com o espaço de aplicativos, alternando entre um e outro ou vendo todos os que estiverem abertos num dado momento.
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Certamente Miller patenteou esse projeto, então eu só tenho uma coisa a dizer: Steve… Steve, eu sei que você está aí, lendo isto, então eu vou dizer algo, pois EU TE AMO! Eu te amo como se você fosse meu irmão, meu pai, meu… cachorro. Steve, compra isso logo! Na página de explicações sobre o 10/GUI, o cara só faltou dizer “e eu espero um contato da Apple”, veja só (meus grifos):
Assim como nos primeiros dias do mouse e da interface de janelas, um sistema baseado nos princípios do 10/GUI estaria mais qualificado para um fabricante capaz de prover integração vertical total. Prototipações incansáveis, testes de usabilidade e iterações do conceito, combinados com controle preciso sobre software e hardware em conjunto, seriam a chave para transformar estes princípios em algo usável, versátil e vendável.
Em outras palavras, StevePegaEu a Apple. Steve, cont(r)ata o rapaz!
[via TechCrunch; o encerramento foi uma homenagem a Brian Hoggs]








GENIAL!
Como eu não pensei nisso antes!? :p
O que eu mudaria: tiraria logo o teclado de vez, o trackpad seria maior e a digitação ocorreria nele mesmo. Fica também como uma opção, o trackpad ser uma tela, mas não pra substituir o monitor, e sim para mostrar as teclas do teclado quando preciso.
Abraços!
Impressionante. E muito criativo. É quase como um Renascimento das GUI. Ao invés de ir para 3d, volta para dimensão unica.
O conceito é interessante, porém já nasce em partes defasado para as propostas atuais. Criar perifericos a partir de agora passa a ser algo inutil, o conceito do virtual nunca esteve tão real como agora. A proposta de software se adapta bem ao conceito, mas um teclado com trackpad?, já era. O hit do momento esta justamente na ausencia deles, vide proposta apresentada pela microsoft com o projeto NATAL para o XBOX, apenas sensores visuais, ausencia de periféricos. O que seria ideal para essa proposta, um monitor com projetores que ilustrariam o teclado e/ou trackpad na mesa, permitindo movimentos em qualquer nivel, nao somente na mesa.
A ideia dele é bacana, mas precisa se atualizar. O que é dificil, baseado na velocidade em que as coisas se modernizam.
Sem falar que conceito dos aplicativos atualmente foram projetados para teclado rmouse. Então para isso funcionar, toda a interface das aplicações deveriam se adaptar radicalmente à nova realidade. Questiono até mesmo o conceito de janelas, que também é coisa do passado na minha opinião.
não precisa ir muito longe não. Não precisa do Natal. Basta que tenhamos duas telas, uma para servir de monitor e uma para servir de teclado.
Projetores de teclados seriam caros de mais. Os usados em escolas já são caros imagine um especifico para computador.
Agora teclados em telas de toque já existem e resolveriam o problema da postura.
A idéia de multi touch é genial, e usar um trackpad pra isso, nao sei se é uma boa ideia ou uma má ideia, mas com meu macbook white, eu uso mais o trackpad do que um mouse externo, pois o trackpad é mais agil, pq sou canhoto, e acesso o trackpad com qualquer mao, é mais ergonomico, por ficar alinhado com o teclado, posso acessar varias partes de um texto e ja começar a digitar, e tem mais funçoes, como o scroll em todas as direçoes usando dois dedos.
temos também a nova tablet da wacom, bamboo touch, que é praticamente um trackpad gigante de macbook pro.
não gostei muito não… tenho ideias mais revolucionárias, mas que ainda não possíveis… huahuhuaha
heehe
to com vc. tb nao gostei.
ainda voto mais no conceito do iphone.
tocando a tela mesmo. e talvez da volta da de uma stylus pra trabalhos com mais precisao.
A voz dele parece coma a de Jonathan Ive!! Heheheheheheh! O cara é genial! E uma coisa que eu sempre falei aqui no MacMagazine, que o principal problema das telas touch screen é que ninguém consegue ficar com um braço estendido por muito tempo! Pode apostar que não!
putz gGENIAL ESSA IDEIA!
se a apple integrasse isso com o OS dela ficaria perfect e eu compraria com certeza.
Terrific!