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Publicações impressas criticam a falta de uma política de devolução de dinheiro na iPhone App Store

Imagine que você tenha gasto US$100 na iPhone App Store com, sei lá, o Sygic Mobile Maps Brazil (agora por US$80, é verdade) e, por algum motivo, você não tenha ficado satisfeito com o que ele oferece e queira seu dinheiro de volta. Se você for atrás da Apple pedindo a devolução, infelizmente levará um belo “não” na cara, uma atitude que atraiu a insatisfação de alguns meios de comunicação impressa no decorrer dos últimos dias.

iPhone App Store no iTunes 9

A críticas, iniciadas pelo jornal norte-americano The New York Times, se devem ao fato de que você pode gastar um valor bem alto em um determinado aplicativo, mas, se ele não for bom conforme espera, uma quantia considerável em dinheiro é desperdiçada, e isso não é bom para nenhum cliente. Ao contrário de algumas lojas concorrentes, onde você ao menos pode contar com um período de teste para poder pedir o valor de um determinado produto de volta caso não goste dele, a App Store apenas devolve dinheiro quando a entrega (download) de uma compra não é realizada.

Em termos práticos, isso quase significa que você é forçado a ficar com algo que não quer. Mas essa não é a pior parte: mesmo se o aplicativo adquirido não for tão caro, ele pode não funcionar (o pessoal de aprovações pode errar, vai saber) por algum motivo e o desenvolvedor nem se preocupar em arrumá-lo, fazendo com que o usuário não obtenha suporte técnico para o problema em questão e fique impedido de garantir o seu dinheiro de volta. A PC Magazine citou um caso real desse tipo, ocorrido com um app de comunicação, e até o momento nem a Apple, nem o desenvolvedor se manifestaram acerca dos problemas com o produto.

O que esses artigos sugerem é que a Apple tome algumas medidas extras para garantir a devolução do dinheiro dos clientes que possam ser afetados por quaisquer inconvenientes, com o produto ou não. Dentre elas, destacam-se banir os desenvolvedores que não se preocupam com a qualidade de aplicativos defeituosos expostos na App Store e oferecer a aplicativos com períodos de devolução (trials), algo já implementado por algumas empresas conhecidas do setor.

« A EA Mobile não para: acabam de sair mais detalhes sobre NBA Live e Need for Speed SHIFT Software de realidade aumentada Layar chega à iPhone App Store (e não custa nada) »

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Quem escreve?

Silvio Sousa Cabral
Silvio Sousa Cabral
Paulista de 17 anos, possui formação técnica em Informática e Web design, além de ser estudante da ETE, em São Bernardo do Campo. Já trabalhou com animações para a web em uma empresa de Tecnologia da Informação e é voluntário aos finais de semana. Possui paixão por Macs e iPods desde 2006, sendo também amante de música, cinema, design e tudo onde a plataforma Mac mostra o melhor de si. É dono de um MacBook branco e sonha em participar de uma Conferência de Desenvolvedores da Apple.

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8 Comentários »

  • Mário disse:

    Um caso relacionado a isso seria aquele app I Am Rich, coitados que 8 pessoas pagaram 1000 dólares naquilo

    • @m2ishioka disse:

      Será que estes compradores estavam esperando um update futuro que incluisse os bit e bytes do mais puro bom gosto? Este caso de que alguém pagaria $1mil num software que nada mais é do que um "Olá Mundo" não entra na minha mente…

  • Bra-tac disse:

    A lei brasileira assegura ao consumidor o direito de arrependimento, no prazo de 7 dias, quando a compra é realizada fora do estabelecimento comercial do vendedor (por exemplo, nas vendas à domicílio, por telefone e, mais recentemente, pela Internet, como é o caso de todas as aquisições feitas na AppStore.

    Veja o que diz o Código do Consumidor:

    Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.

    Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados.

    • tduarte disse:

      Exato, ia falar sobre essa lei agora mesmo!

      A AppStore vai ter que alterar sua política de trials pelo menos no Brasil.

    • John disse:

      No Brasil a Apple tem um grande problema, pois mesmo na evetual existencia das versões Demo, ainda sim ela seria obrigada a devolver o dinheiro referente a compra a distancia, pois de acordo com o falado acima a legislação assim obriga.
      Acredito que ninguém tento exercer seu direito neste sentido, mas qdo acontecer vai dar uma briga boa, com direito a pronunciamentos na comissão de comercio do Senado e etc. Vamos ficar ligados

  • IcaroFerre disse:

    As empresas oferecem versões lites. Legal, da pra testar, eu mesmo sempre testo as lites primeiro. Mas o problema nisso?
    2 apps! Um full e um lite. Se em um jogo eu passo a primeira fase o Lite eu terei que passar denovo na Full se eu comprar. Isso também resulta em mais apps baixados.
    O fato também de serem 2 apps acabam inchando a appstore de arquivos lites pois há sempre uma pagina reservada pra cada um. Além de estragarem os Tops de apps frees, até porque eles não são mesmo frees, são demos, deveriam estar em uma parte destinada a Demos.

    Se a Apple deseja mesmo continuar nessa política, em minha opnião, ela deveria fazer com que os developers colocassem limitações no proprio app e depois de comprado as limitações se abririam. Demo e full em uma pagina só para facilitar a organização. Outra opção seria usar um servidor para sincronizar os dados das versões free e pagas, quando o cara comprasse a versão paga os dados eram enviados para o server e o app full baixaria devolta esses dados.

    Pra mim essas são as primeiras medidas que a Apple deveria tomar.

    • Edu disse:

      Concordo contigo, para mim o lite deveria ser oficializado como Demo e colocados na mesma página. E outro ponto seria poder adquirir o Full, a partir de uma opção do lite, e este assumisse como uma única app e aproveitando os dados da lite.

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