Diretor da Adobe confirma: After Effects e Premiere Pro deixarão de rodar em 32 bits
A chegada do Mac OS X 10.6 Snow Leopard fez a Apple atingir o estágio final de transição para 64 bits, possibilitando que o sistema inteiro e os seus principais aplicativos rodem nesse modo para tirar proveito do melhor desempenho. Na lado da Microsoft, o Windows 7 também está melhor para trabalhar com essa tecnologia (ao menos, isso é o que eu ouvi falar :-P), soando como um sinal verde para grandes desenvolvedores considerarem o uso dela em aplicativos e, posteriormente, convertê-los.
Essa iniciativa está começando a se tornar uma necessidade para algumas empresas, mas quem está reconhecendo isso agora é uma desenvolvedora de aplicativos muito comuns no dia-a-dia de vários leitores do MacMagazine. A Adobe anunciou recentemente que deu início à transição do After Effects e do Premiere Pro para 64 bits, ou seja, eles já estão no caminho de se tornar os primeiros aplicativos da Creative Suite 5 que possivelmente não atenderão às suas bases instaladas atuais.
Simon Hayhurst, autor do artigo sobre o anúncio, reconheceu que o melhor caminho para artistas e usuários profissionais é a migração para computadores com suporte a 64 bits. Desde 2006, a Apple vem produzido máquinas para atender a essa necessidade, e hoje todos os Macs novos oferecidos para venda são compatíveis com ela.
Na lado dos PCs, há chances de muitas máquinas já contarem com CPUs de 64 bits; porém, elas podem não rodar uma versão do Windows compatível com esse hardware — ao contrário da Apple, os usuários precisam escolher se vão de 32 ou de 64 bits ao instalar o Windows Vista ou superior. Hayhurst estima que, ao rodar o After Effects ou o Premiere Pro em um sistema 64 bits com 16GB de RAM, notam-se ganhos de até 200% em desempenho, quando comparado com um sistema 32 bits usando 4GB de RAM.
A mesma estratégia, no entanto, não deverá ser tomada em outros aplicativos. No Photoshop, por exemplo, isso já foi descartado da CS5 — até porque a atual versão 64 bits dele ainda é Windows-only —, mas ainda está sendo estudada a possibilidade de deixar de suportar Macs PowerPC.




"Hayhurst estima que [...] em um sistema 64 bits com 16GB de RAM, notam-se ganhos de até 200% em desempenho quando comparado com um sistema 32 bits usando 4GB de RAM."
Tudo bem que quem trabalha com vídeo provavelmente tem um balde de RAM instalada no computador, mas a comparação do cara foi idiota porque é claro que mais RAM é melhor. É como dizer que R$ 4,00 é mais dinheiro que R$ 1,00. Só faria sentido se ele tivesse comparado com um sistema 64 bits com 4GB de RAM.
Exato!
Embora eu concorde com você, acho que o post (ou a declaração original) está malfeito.
Uma das grandes vantagens de O.S. em 64 bits é poder usar mais de 4GB, logo, o simples fato de se poder usar os tais 16 GB já é sim uma grande vantagem.
Enquanto os OS de 32 bits usam, no máximo, 4GB para todo o sistema (OS+apps etc.), os de 64 podem chegar (um dia) até 16.000.000 GB, e ainda te dão a vantagem de usar até 4GB por aplicativo de 32 bits (exemplo: hoje a maioria dos pcs com XP só podem usar 3GB. Menos 512 do sistema e tranqueiras, um aplicativo só poderia usar 2,5 GB. So fato de se rodar o app de 32 bits num OS de 64 bits já te permitiria usar 60% a mais de RAM pra cada app.)
Resumindo, essa é uma frase de marketing, mas tem sentido sim, embora não seja muito explicativa.
Naturalmente. Mas uma coisa é dizer que um desses programas vai funcionar melhor por ter mais RAM à disposição (o que é óbvio), outra é dizer que vai funcionar melhor se rodar em 64 bits em vez de 32 (o que acredito não ser óbvio, li os resultados de alguns testes em que não havia diferença significativa em algumas tarefas específicas).
Tudo bem que a transição de 32 para 64 bits é algo natural, e hoje em dia qualquer PC de R$ 1.000,00 já vem com 4GB de RAM. Ainda assim, continuo achando a comparação idiota porque a combinação 64bits/16GB RAM é mais cara (200%? mais? menos?) do que 32bits/4GB RAM; a primeira tem obrigação de ser melhor.