Como anda o Google Chrome para Mac que o Sergey Brin tanto usa?
Vimos ontem que Sergey Brin anda usando o Google Chrome no Mac OS X, mesmo sabendo que não se trata de um produto estável para consumidores finais. Conforme havia dito no artigo sobre esse assunto, eu e o Rafael fizemos testes com o browser nos últimos dias, e temos uma expectativa considerável no seu lançamento final (que infelizmente ainda poderá demorar), apesar de já ser possível usá-lo com quase todas as suas funções na versão de desenvolvimento.
O navegador é muito leve e rápido; contudo, ele ainda não é o browser mais veloz no Mac OS X: a diferença de desempenho entre um nightly build do Safari e o navegador do Google pode chegar a 100ms em um teste intenso de JavaScript, como o Sunspider Benchmark. É claro que a Apple faz um trabalho muito mais afinado entre o seu browser e o seu sistema operacional — no caso testado por nós, o Snow Leopard —, o que deixa o Chrome numa boa posição entre os melhores aplicativos da categoria para usuários de Mac.
Começando a usar
Se ainda não experimentou o Chrome e quer dar uma olhada nas funções que vou comentar a seguir, você pode baixá-lo no site da sua comunidade de desenvolvimento e ver por si mesmo como ele está funcionando — instruções de instalação estão na própria imagem de disco que traz o aplicativo. Aliás, recentemente o Google fez importantes updates por lá, então é bom olhar as notas de lançamento e os bugs conhecidos.
Quando o abrir pela primeira vez, você será questionado sobre a opção de importar seus dados já registrados no Safari ou no Firefox, além de fazer dele o browser padrão na máquina e enviar dados de uso para os desenvolvedores:
Ao terminar essa parte, você é apresentado ao browser, com todos os seus favoritos e histórico de navegação prontos para uso. A página principal do seu navegador também é aberta automaticamente, mas cada aba é aberta com um painel especial (semelhante ao Top Sites do Safari), onde é possível conferir as páginas visitadas com maior frequência, uma prévia daquelas que foram fechadas recentemente e algumas dicas de uso:
Há dois itens por padrão nesse painel. Você pode ir ao site da gigante de buscas e conhecer mais informações sobre o Chrome (para Windows), ou então instalar temas diferentes para mudar o estilo da janela — opção que também pode ser escolhida com um clique no canto inferior direito. Na página que se abre, você pode escolher um tema e instalá-lo, sem precisar reiniciar para conferir o visual — ou desfazer, se achar feio:
Visualização de páginas
Conforme for visitando sites, você verá que o conteúdo não fica tão diferente de se apreciar quanto no Safari: hoje, o layout engine usado por ambos produz quase os mesmos resultados — sim, o Google faz alterações no WebKit para o Chrome. Mas você também pode visualizar conteúdos em Flash (incluindo vídeos do YouTube) ou com o plugin do QuickTime, que começou a ser suportado recentemente, coincidindo com uma nova fase de testes em vários outros componentes do tipo:
Visitando a página oculta about:plugins, você pode ver quais estão habilitados. Por ora, só confio no Flash e no QuickTime, pois é possível que o Chrome trave ao tentar chamar outros para ajudar no carregamento de certas partes da página. Na minha lista, quase nenhum funciona.
Integração com o Mac OS X
Saindo um pouco do papo sobre conteúdo de terceiros, até fiquei animado com a integração ao Mac OS X oferecida pelo navegador do Google no estado atual. É possível corrigir ortografia e gramática com os recursos nativos, usados pelo Safari, e até contar com as funções novas de substituição do texto do Snow Leopard. Isso coloca o Chrome à frente dos desenvolvedores da Mozilla, que deverão levar isso para o Firefox apenas em 2010.
O Chrome também já suporta pedidos de protocolos externos, usados em integrações entre o browser e um aplicativo desktop. Não há melhor forma de exemplificar uma aplicação importante disso do que receber um link da iTunes Store via email — ou pelo Facebook/Twitter:

Privacidade e segurança
Uma integração com o Acesso às Chaves (Keychain Access) da máquina para senhas também existe, mas já adianto que, no início do seu uso, você vai achar o volume de notificações gerados por ela _muito_ incômodo:

Para cada senha salva que você for tentar resgatar numa página de login, a janelinha acima aparecerá — é um novo aplicativo tentando acessar algo que já existe na sua máquina, por isso esse comportamento é considerado “normal”. Mas, depois de confirmar, o aviso não aparece de novo, e para que o navegador preencha a sua senha, basta digitar o nome de usuário correspondente.
Falando em páginas de login, o Chrome também já reconhece a identidade dos sites, baseando-se nos seus certificados de segurança. A notificação sobre isso aparece na barra de endereços e pode mostrar um ícone de cadeado (se a conexão for segura) ou um alerta, caso possa ser insegura.

Clicando nele, você confere um condensado do que o navegador mostra de seguro (e inseguro) na página, além de oferecer a possibilidade de verificar o seu certificado de segurança. Falta anti-phishing, no entanto.
Coisas incômodas (IMHO)
Muita coisa ainda falta nas preferências. Elas apenas fornecem os aspectos básicos de controle da interface, navegação, senhas e auto-preenchimento — como disse o meu irmão, faltam opções que _até o Internet Explorer_ oferece. Mas, conforme o navegador for evoluindo, elas aparecerão.
Algumas páginas ocultas também estão presentes e teoricamente servem para lhe dar controle sobre outros aspectos do aplicativo, como uso de memória (que ainda é descontrolado) e extensões — que ainda não existem para download, mas surgirão em breve. No Mac, porém, nada disso é explicado à primeira vista, sem falar que muitas dessas páginas e opções ainda não existem.
Navegando pela web, você também encontrará outras coisas incômodas:
- Algumas páginas aparecem com erros feios de layout;
- Imprimir artigos pelo navegador é possível, mas não existe nenhuma pré-visualização da página para referência;
- A rolagem não fica restrita a áreas diferentes da página em relação à janela principal. Se você estiver rolando o conteúdo de um iFrame e ele acaba, o navegador começa a rolar a página inteira sozinho;
- Se você trabalha com o WordPress para publicação de conteúdo (como nós, do MacMagazine), também sentirá falta dos atalhos de teclado e notará erros na inserção de códigos e imagens;
- Sem você fazer nada, o aplicativo pode confundir atalhos de teclado.
Bom, alguns dos itens citados podem não ser incômodos para outras pessoas — e, se eu esqueci de falar algo, sinta-se livre para relatar nos comentários. No geral, eu ainda não recomendo o uso do Chrome; aliás, no meio de tantas ofertas de navegadores que existem por aí, eu me igualo a um usuário de um PC com Windows, por estar usando o browser que veio com a minha máquina no momento — mas com um porém: na sua versão de desenvolvedor. :-P










Baixei o Chrome na semana passada e minha primeira impressão foi muito boa. Até passei a usá-lo como navegador padrão.
Mas depois acabei voltando ao Safari. Pequenos bugs e questões de formatação de página, ausência de um AdBlock (uso um plugin no Safari) e ausência de suporte para o plugin de segurança do meu banco incomodam, porém o que me chamou atenção mesmo foi uma diferença de qualidade nos vídeos em flash e um uso bem maior do processador, o que pra um usuário de notebook, significa menos tempo longe da tomada.
Espero que a versão final corrija esses pequenos problemas. Quanto ao uso do processador, acho que vai ser difícil bater o Safari, que foi desenhado pela Apple pra trabalhar da melhor maneira possível com o OS X. O Chrome é minha segunda opção.
quando o safari salvar as abas como o firefox eu migro com ctz pra ele…
mas isto para mim faz muita falta.
abraço
É a mesma cara do Chrome pra PC. Oo
O Google fez um vídeo, numa clara alusão ao Safari, vejam só:
http://www.youtube.com/googlechromethemes
Abraços.
Parabéns pelo post!
Gostei do Chrome para MAC, ficou lindo, típico produto APPLE, cansei d procurar pela internet e ninguém anda reclamando.
[...] sinal de que a tão aguardada versão do Chrome para Mac será lançada em breve, porém, mesmo com todos os recursos que possui, ele ainda não dá sinais de que está pronto para usuários finais. Há trabalho a ser feito e a [...]