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Surge novo worm para iPhone — desta vez, realmente malicioso [atualizado 2x]

iPhone com raioQuando a brecha foi descoberta, ela apenas trocava o wallpaper de iPhones jailbroken. Pouco tempo depois, descobriu-se uma ferramenta que roubava informações pessoais de aparelhos através da mesma técnica. Tudo isso gerou um rebuliço tão grande que o garoto que a divulgou para o mundo teve que vir a público falar sobre a repercussão da coisa.

Agora, surge um novo worm que se baseia na exata mesma técnica de acessar aparelhos com jailbreak que tenham SSH habilitado sem ter trocado a sua senha padrão, que é alpine. Identificado pela firma de segurança F-Secure como “Duh” ou “Ikee.B”, ele foi detectado primeiramente por um provedor holandês, que observou um nível de troca de dados incomum em iPhones de sua rede — envolvendo principalmente clientes do banco ING Direct. Aparentemente, o software conecta-se a um servidor na Lituânia para enviar dados do usuário e permitir que o hacker tenha acesso e controle total do gadget remotamente.

Este worm, porém, vai além: ele troca a senha do SSH para ohshit nos aparelhos infectados. Como de praxe, o jeito mais simples e rápido de se proteger é alterando essa senha. Se você não sabe como fazer isso, siga este link.

[via BBC News]

Atualização

A Apple, é claro, aproveitou a oportunidade para comentar o caso e mostrar mais uma vez o quanto que fazer jailbreak pode ser perigoso para usuários do seu smartphone.

“O worm afeta apenas um conjunto específico de usuários de iPhones, que fizeram jailbreak em seus aparelhos e os hackearam com softwares não-autorizados”, explicou Natalie Harrison, porta-voz da Apple. “Como já dissemos antes, a grande maioria dos consumidores não faz jailbreak nos seus iPhones, e por um bom motivo. Esses hacks não só violam a garantia, mas também fazem o iPhone se tornar instável e não funcionar corretamente.”

[via The Loop]

Atualização 2

Para a firma de segurança Intego, este é o malware para iPhone mais sofisticado que já foi criado, porque não só é capaz de roubar dados confidenciais de usuários, como se espalha por outros aparelhos próximos e pode atuar até mesmo como uma botnet. Por isso, ela definiu o nome da ameaça como iBotnet.A.

[via 9 to 5 Mac]

« Phil Schiller cede entrevista e defende processo de aprovação da iPhone App Store Último relatório da AdMob analisa distribuição de sistemas operacionais móveis por aparelho »

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Quem escreve?

Rafael Fischmann
Rafael Fischmann
Graduado em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda na Universidade Salvador - UNIFACS, tem paixão pela Apple e seus produtos desde quando adquiriu seu primeiro iMac (um G3 Blueberry), em agosto de 2000. Possui hoje um MacBook Pro unibody de 17 polegadas, um iPod video de 80GB, um iPod shuffle de 2GB e um AirPort Express. O mais novo integrante da família é um iPhone 3GS preto de 32GB.

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