NET Vírtua: um misto de safadeza, enrolação, mentira e desonestidade com seus clientes

Fora NET VírtuaNunca imaginei que eu encontraria um serviço pior do que o Velox da Telemar, que utilizo em Salvador (BA). Não foi nem de perto uma balela o que a pesquisa realizada pelo Idec constatou com relação ao Vírtua, da NET: não existe coisa pior.

Cheguei em São Paulo na última quinta-feira (29) à noite e, como sempre, me hospedei na casa da minha avó, no Itaim Bibi. Ela conta com uma conexão NET Vírtua de 2Mbit — que paga, se não me engano, cerca de R$80/mês — que sempre utilizo para conectar meu MacBook Pro.

Nas últimas duas vezes que vim para cá, porém, tive a excelente idéia de trazer comigo o meu AirPort Express. Desta maneira, conecto o modem à base Wi-Fi, acesso-a via meu MacBook Pro e, com um simples cabo de rede, consigo compartilhar a conexão com o PC dela, que não possui Wi-Fi embutido. Assim, podemos ambos utilizar a rede simultaneamente. Maravilha.

Nunca tive problemas com relação a isto. Aliás, passei o final da tarde e toda a noite de quinta, mais boa parte da sexta-feira, com tudo funcionando por aqui, muito bem. No meio da tarde, porém, depois de uma rápida saída para resolver um assunto pessoal, a novela começou. Meu AirPort parou de pegar um IP externo e, portanto, eu não conseguia navegar.

Como um usuário experiente, fiz todos os testes que tinha que fazer antes de ligar para o suporte técnico da NET; assim, já lhes dou todas as informações de que precisam para resolverem meu problema o mais rápido possível. Resultado: nenhum problema com o modem ou a conexão. Tanto meu MacBook Pro quanto o PC da minha avó navegam normalmente; quando ligo o modem à base, porém, a conexão não vai pra lugar nenhum.

Somando as ligações que fiz ontem e hoje para a NET, passei mais de 4 horas ao telefone. Só das 16h45 para cá, foram quase 2 horas de tentativas frustradas para resolver meu problema. Falei com mais de 8 atendentes diferentes — entre Júniors, Luís Henriques, Regianes e Marcelos da vida; nem me lembro mais o nome de todos.

Creio que o saldo ficou em 50%/50%: alguns dos atendentes me revelaram e afirmaram convictamente de que o sistema da NET, ao detectar o uso da internet via uma base Wi-Fi, bloqueia o acesso e necessita que o assinante pague uma taxa adicional para o serviço. Outros, desesperados, só faltaram dizer que eu estava inventando a história, que isso nunca existiu e que “a informação não procede” — cansei de ouvir esta frase.

Isso é um absurdo sem tamanho. Eu faço com a minha conexão o que eu quiser; eu a ligo onde eu quiser; eu a compartilho com quantos computadores eu bem entender. A obrigação da NET é de prestar o serviço que eu contratei, me ceder um modem com uma única conexão de 2Mbit (nada mais do que isso) a qual, se eu quiser, eu compartilho com 20 computadores, de forma que cada um navegue, em média, a 100Kbps. O problema é meu.

O pior de tudo: eu não consegui nem sequer descobrir o tal preço adicional que me cobrariam, que dirá contratar o serviço — que faria só para resolver meu problema e poder utilizar meu MacBook Pro e o PC da minha avó juntos, enquanto estivesse por aqui. Fui enrolado por sucessivos atendentes que, tirando as vezes nas quais desligaram na minha cara, decidiam me transferir para outra pessoa e me deixavam falando sozinho.

Não tem outra palavra para descrever uma empresa como essa: sem-vergonha. Não é possível que a Anatel, PROCON e o escambau permitam que um pífio serviço como este opere em território brasileiro. Isso é uma tristeza, provavelmente o reflexo do que acontece em todas as áreas da nossa sociedade. É um total desrespeito com consumidores honestos e que trabalham duro para conseguirem pagar serviços indevidamente super-valorizados, como este.

Até quando, Brasil?

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