David Pogue detona o BlackBerry Storm

Depois de Walt Mossberg, hoje foi a vez do famoso David Pogue, do New York Times, publicar suas impressões sobre o novo BlackBerry Storm. E, devo dizer: elas não foram nada boas, a começar pela touchscreen do aparelho que, ao tentar se diferenciar de outras via a tecnologia SurePress, mais parece que possui uma daquelas trackballs antigas por debaixo do vidro. Ela não é intuitiva e não oferece a bela sensação de manuseio de outros aparelhos touchscreen.

A falta de um teclado físico, de acordo com Pogue, foi um tiro no pé da Reseach In Motion, principalmente porque a solução virtual desenvolvida não é de qualidade. Segundo ele, as previsões inteligentes ainda necessitam de muitas melhorias e o teclado SureType é bastante impreciso na digitação de URLs e sobrenomes. Além disso, ele não é contextual como o do iPhone: para acessar as teclas @ ou .com, por exemplo, é preciso apertar um botão que leva o usuário a uma tela com tais caracteres especiais.

Quer mais? O acelerômetro proporciona transições de tela lentas, a ausência de Wi-Fi é péssima, seu software está cheio de bugs (congelamentos, reboots inesperados, controles que não respondem, falhas na interface) e a RIM ainda cobra taxas extras para habilitar navegação GPS curva-a-curva (US$10/mês) e o Visual Voicemail (US$3/mês).

No lado positivo, ele elogia a discagem por voz, o copy & paste, os botões laterais programáveis, a bateria removível, a entrada convencional para fones de ouvido, a capacidade de leitura e edição de anexos do Microsoft Office (Word, Excel e PowerPoint), o armazenamento expansível (além do cartão de memória de 8GB que acompanha o pacote), o melhor navegador já embutido num BlackBerry e a câmera, que, apesar de um pouco lenta, possui um flash bacana, zoom de 2x e estabilizador.

Esta foi, creio eu, uma das análises de gadgets mais devastadoras que Pogue já escreveu.

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