Pelo que você trocaria seu drive óptico?

Você não me ama mais?…

Você não me ama mais?…

Antes de responder, ouça só esta: Seth Weintraub, colunista da Computerworld, escreveu na semana passada um artigo no qual apresenta, de forma bastante lúcida, boas razões para a linha de portáteis da Apple abandonar de vez as mídias ópticas. Isso mesmo. Nada de CDs, DVDs ou “Bluuu-ray!” como dispositivos de memória removíveis, apenas cartões SD. O espaço físico liberado, claro, poderia ser muito bem aproveitado ou simplesmente “emagrecer” mais ainda os laptops com uma maçã na tampa.

Como na internet nenhum ponto fica sem contraponto, Thomas Fitzgerald já procurou desmistificar a história toda com outro artigo (por sinal, bem interessante: um dos pontos que ele aborda é que apenas recentemente os downloads legalizados passaram outros meios de distribuição de áudio). Viva a dialética: é assim que chega-se a conclusões interessantes!

Bem sabemos que a Apple gosta muito de matar formatos. PCs desktop até hoje têm drives floppy (os quais a Receita Federal ama loucamente), enquanto Macs chutaram este tipo de armazenamento no século passado. O MacBook Air já enveredou por este caminho de novo, inclusive com uma solução super chique de parasitar o drive óptico de um desktop qualquer ou com um drive externo que, vamos e venhamos, parece saído de um filme de ficção científica (é fino/bonito demais, sô!). E essas opções só estão aí pra usar uma vez na vida, na hora de instalar software…

Agora que os MacBooks Pro de 13 e 15 polegadas têm uma entrada para cartões SD (que podem servir até para bootar o computador ou como disco pro Time Machine brincar), a pergunta a se fazer não é “por que abandonar a mídia óptica?”, mas sim “por que não?”

Blu-rayO saco de pancada Blu-ray certamente é um argumento válido para os cinéfilos que querem usar seus Macs como projetor de cinema, mas… Sejamos francos: uma resolução de 1080p, IMHO, não justifica o consumo de bateria, aquecimento de componentes e o fato de você ficar com um laser tacando fogo em um disco de plástico girando loucamente dentro do seu MacBook.

Ademais, quem ADORA cinema a ponto de ver claramente a diferença entre HD, full-HD, true-HD e whatever, tem seu player dedicado numa salinha com um home theater só pra isso e um display que suporte tamanho nível de detalhe — em MacBooks Pro, presente apenas no modelo de 17 polegadas. Que esse formato apareça num iMac ou até no Mac mini, vá lá, mas eu acho overkill num portátil — que pode muito bem usar os 32GB dos cartões SD que, detalhe, são _bem_ menores que um disco e não drenam bateria nem têm partes móveis.

Honestamente? Eu uso _tanto_ meu drive óptico que, sem pestanejar, eu o trocaria por um HDD/SSD extra e compraria o drive externo para os poucos momentos em que fosse precisar apontar lasers para discos girando a velocidades insanas. 😉 E você? Abandonaria as mídias ópticas em nome de alguma coisa? Dê sua opinião nos comentários!

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