H.264 continuará livre de royalties para uso gratuito na internet até 2016

O codec de vídeos H.264, conhecido entre os usuários de Mac por oferecer a melhor qualidade de reprodução com a menor largura de banda possível, continuará livre de royalties para uso gratuito na internet até 2016, conforme anunciou recentemente a MPEG LA, dona da tecnologia. Isso significa que sites de vídeos como Vimeo e YouTube podem oferecer vídeos baseados na tecnologia sem precisar firmar nenhum contrato pago com ela — que atualmente custa US$5 milhões por períodos de cinco anos.

Para as companhias que já estão trabalhando com a tecnologia — incluindo a Apple, que apoia o codec há cerca de cinco anos no seu sistema operacional — nada muda drasticamente com esse iniciativa, que vem ajudando a propagar o padrão HTML5 para vídeos sem plugins na internet há um certo tempo. Atualmente, Safari e Chrome são os únicos browsers a suportar H.264 para isso, o que motivou serviços como YouTube e Vimeo a trabalhar em meios de remover o Flash das suas respectivas estruturas de navegação (1, 2).

No entanto, ainda existem dois problemas com a política atual da MPEG LA referentes a H.264. A primeira é que esse acordo não vale para os sites de vídeo que cobram pelo seu conteúdo, ou seja, eles são forçados a pagar US$5 milhões para usá-la. Já a segunda é que a MPEG LA ainda não quer apoiar o desenvolvimento de browsers gratuitos movidos por H.264 — razão pela qual a Mozilla não quer apoiá-lo e continuará investindo na sua própria tecnologia open source para vídeos.

Com mais de 24% do mercado de browsers e 330 milhões de usuários, o Firefox seria uma grande força para o Open Video na internet se usasse H.264, mas, sob as regras atuais da MPEG LA, isso não acontecerá tão cedo. Isso não apenas dificulta a adoção da HTML5 em outros sites, como também impede que usuários de Macs assistam a vídeos com uma tecnologia que é totalmente otimizada para eles.

[via Daring Fireball]

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