Num universo paralelo, o Kinect seria da Apple — “multi-don’t-need-to-touch”

Vamos começar o sábado com uma história contada por Leander Kahney, do Cult of Mac. Era uma vez um projeto de pesquisa militar israelense que permitia a um usuário controlar qualquer tipo de interface no melhor estilo Minority Report, só que sem precisar de luvinhas ou dedais brilhantes. Os engenheiros militares que desenvolveram essa tecnologia, numa empresa chamada PrimeSense, chamaram Inon Beracha para tentar vender essa tecnologia no Vale do Silício norte-americano, por volta de 2008.

Beracha visitou muitas e muitas empresas, mas, sabendo dos avanços da Apple, imaginou logo que a Maçã seria o lugar ideal para essa tecnologia — afinal de contas, ela era basicamente um multi-touch pro seu corpo inteiro, só que você não precisa tocar nada. “[A Apple] era o lugar mais óbvio para essa tecnologia”, disse.

Só que, fanáticas por controle e segredo absoluto, as pessoas de Infinite Loop quiseram logo fazer Beracha assinar um monte de termos de compromisso e NDAs (Non-Disclosure Agrrements, acordos de sigilo), o que não caiu muito bem. Afinal de contas, a PrimeSense era quem detinha uma tecnologia com fator “Oh, sh**!” muito além da imaginação. Ela era quente, e todo mundo sabia disso. “A Apple é uma dor de cabeça”, afirmou Beracha.

Kinect

It’s filled with stars!

Entra a Microsoft, e o resto é história.

P.S.: como estamos falando da gigante de Redmond, alguma coisa teria que dar errado. Lembra do caso dos notebooks “racistas”, que não conseguiam reconhecer rostos de pessoas negras? Pois é, o Kinect sofre do mesmo mal. Tudo não passa de uma limitação técnica de câmeras para captar luz (quanto mais iluminação ambiente, menores as chances de erro), só que não deixa de ser chato. 😛

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