O que esperar dos próximos meses? John Gruber aposta em dois iPads contra muitas tablets


Cansado de ouvir falar do iPad 2? Não se preocupe: aqui vamos falar um pouco do iPad 3. Diante do lançamento da revelação oficial do HP TouchPad, John Gruber, do Daring Fireball, ruminou sobre o futuro da computação móvel e chegou a uma conclusão impressionante: o computador pessoal do futuro será feito por um pequeno grupo de empresas (Apple, HP, Google e RIM) do qual os dois titãs dos últimos 20 anos (Microsoft e Intel) não participam. O mercado de smartphones já é maior que o de PCs — quanto tempo até o de tablets seguir o exemplo?

Tabela de comparação de tablets - Engadget

Só que há um pequeno “problema” nisso: como podemos ver pela tabela acima, feita pelo Engadget, o iPad lançado em abril de 2010 ainda consegue competir relativamente bem com produtos que não têm nem data definida para chegar ao mercado. O que podemos esperar dos próximos meses, quando os concorrentes finalmente aterrissarem?

Gruber aposta (diz ele que sem nenhuma informação privilegiada) numa migração de abril para setembro do período de renovação do iPad. Uma estratégia para a Apple conseguir isso sem agitar demais seus clientes seria lançar um novo modelo de tablet no começo do próximo trimestre e uma terceira versão em setembro.

Por quê? Para tornar o iPad um produto ideal pro período natalino, assim como os iPods. Se a renovação do gadget for sempre em abril, muitas pessoas podem se sentir mal em comprá-lo no mês de dezembro — eu me sentiria. Um modelo novo em setembro, por outro lado, tornaria o iPad o presente perfeito (livre de remorsos por nove meses) e daria à Apple tempo de sobra para produzir unidades o suficiente para atender à demanda.

Agora como lançar um novo iPad meses depois de uma renovação sem atrair a ira dos consumidores? Bastaria fazer um upgrade modesto, como um “iPad Pro” ou um “iPad HD” — e aqui entram todas aquelas histórias de “Retina, não-Retina” que ouvimos até agora. Lançar um iPad de segunda geração agora e um modelo adicional com o dobro da resolução em setembro (provavelmente um pouco mais caro) não é impossível, principalmente quando há um investimento de quase US$4 bilhões em componentes misteriosos que poderiam muito bem ser telas de LCD de altíssima definição.

Subpixels de um iPad Retina

À esquerda, os subpixels de um iPad; à direita, a simulação de um iPad Retina

Daí o cenário seria perfeito para a Apple ocupar sozinha o lugar que é hoje da Microsoft e da Intel: com milhões de iPads pelo menos um ano à frente da concorrência, a Maçã poderia se consagrar como criadora do hardware e do software que moverá os computadores do futuro.

Soa hiperbólico, mas faz sentido. O que você acha? Deixe sua opinião nos comentários! 😉

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