Apple patenteia sistema de streaming sem buffer — ou seja, mágico

Quando você está na rua e bate aquela vontade de ouvir uma determinada música no seu iPhone, o ideal é não depender de conexão com a internet de jeito nenhum, tendo a faixa inteira no seu gadget. Só que está ficando cada vez mais difícil manter toda a sua biblioteca num aparelho que só vai até 32GB. Pra piorar, parece que memória NAND flash não barateia nunca. Solução? Recorrer à nuvem, algo que deverá fazer parte do cardápio de serviços da Apple em breve.

Só que streaming consegue ser um porre, quando depende de uma conexão lenta: você escolhe a faixa e ela primeiro passa por um buffer, para só então começar a ser reproduzida. “Como assim, eu preciso esperar cinco segundos de buffer?! Eu quero ouvir agora!” Calma, o pessoal de Infinite Loop tem a solução, e ela acaba de ser registrada numa patente que o AppleInsider encontrou.

Patente de armazenamento parcial de faixas

A imagem acima mostra um esquema da interface de sincronização do iTunes, mas com duas opções a mais: “Sync partial music” e “Minimum Connection Speed: 3G”. Pra que elas servem? Pois bem, da mesma forma que hoje você pode economizar espaço num gadget convertendo suas músicas para 128Kbps, esta futura opção permitira economizar bytes no seu iPhone sincronização apenas trechos das faixas.

“Grande vantagem! Eu quero a música inteira, duh!” É aí onde entra a segunda opção: você carrega consigo um trechinho da faixa, só o bastante para ela começar a ser reproduzida sem interrupções enquanto o resto é carregado via streaming. Quanto menor sua velocidade de conexão, maior terá que ser o pedaço que você salva no gadget e menor será a economia de espaço. Alternativamente, vários trechos intermediários da faixa poderiam ser salvos, restando à nuvem apenas preencher os hiatos [vide imagem abaixo].

Patente de armazenamento parcial de faixas

Então, com este sistema, digamos que cada faixa ocuparia apenas 10% do espaço normal, para permitir uma reprodução seamless, e o restante seria puxado da nuvem sob demanda — seja de um servidor pessoal do usuário ou de um novo serviço da Apple. Apesar de a concretização deste invento depender demais de algo incerto (pois conectividade on-the-go nunca é algo 100% garantido), é certamente algo que tem a marca da Maçã: o sistema “some” e fica só a experiência.

Esperamos que ela seja boa, né? 😉

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