WWDC 2011: iCloud, novo serviço da Apple de computação na nuvem, será gratuito

Por fim, Steve Jobs apresentou o anúncio mais aguardado do dia: o iCloud. O pensamento por trás do novo serviço de computação na nuvem teria surgido há dez anos, quando a Apple apostou no conceito de computador pessoal como uma central para a sua vida. Ao longo de dez anos, porém, esse sistema não funciona mais.

Por quê? Porque com fotos, vídeos e mudanças nos aparelhos em si, manter tudo em sincronia se tornou uma tarefa enlouquecedora. A solução para isso foi tirar o computador pessoal do centro e colocá-lo em pé de igualdade com outros gadgets, fazendo da nuvem o hub ao qual todos se conectam.

Keynote de abertura da WWDC 2011

Todos os aparelhos estão conectados à nuvem, e através dela uma imagem pode ser sincronizada rapidamente. Tudo acontece sem você perceber, simplesmente funciona.

Mas como derrubar a má impressão deixada pelo MobileMe? Os apps do sistema antigo, de contatos, calendário e emails, foram completamente re-escritos para o iCloud. E, o melhor de tudo: a partir de agora, estas funções não custam mais nada — e não há nenhum tipo de publicidade inserida nelas.

Keynote de abertura da WWDC 2011

Só que o iCloud é muito mais que apenas esses três apps. Na App Store e no iBooks, por exemplo, um botão com uma nuvem permitirá que você baixe qualquer app ou livro que tenha comprado.

O backup diário dos aparelhos será com a nuvem, para quem desejar usá-los sem jamais serem ligados a um computador. Comprou um iGadget novo? Basta inserir seus dados na inicialização e todo o seu conteúdo (músicas, apps, livros, fotos, vídeos e configurações) será baixado no ato. Essas conexões de backup e recuperação serão feitas via Wi-Fi, dado o volume de dados.

Keynote de abertura da WWDC 2011

Tem mais ainda: será possível manter documentos na nuvem. Você pode criar uma apresentação no Keynote do iPhone e mandá-la para a nuvem. Ela será então sincronizada com todos os seus demais aparelhos que tiverem o aplicativo. As APIs necessárias para usar este novo recurso serão liberadas para desenvolvedores, o que abre uma nova oportunidade para enriquecer os apps já disponíveis na loja da Apple.

Ah, e isso vai funcionar com Macs e PCs!

Outro recurso do iCloud é o Photo Stream, que poderá eliminar, por exemplo, a frustração de, ao chegar em casa, descarregar imagens tiradas durante as férias. Todas as imagens salvas em um aparelho serão compartilhadas com todos os demais usando a nuvem. No iOS, ele será um álbum dentro do Photos; no Mac, fará parte do iPhoto; no PC, estará disponível na pasta Imagens. Quer mais? Também haverá o Photo Stream no Apple TV.

Mas como lidar com a necessidade de espaço para armazenar as fotos? Em gadgets, o Photo Stream manterá apenas as 1.000 imagens mais recentes, enquanto as demais ficarão salvas na nuvem por 30 dias. Em Macs e PCs, porém, elas ficam salvas permanentemente. A qualquer momento, porém, você pode “imortalizar” uma imagem simplesmente movendo-a para um álbum diferente.

Keynote de abertura da WWDC 2011

Por fim, o iTunes na nuvem. Na iTunes Store, você terá acesso a uma lista com todas as faixas que você já comprou, podendo baixá-las novamente em qualquer dos seus gadgets, sem nenhum custo adicional. É possível também manter todos os seus aparelhos sincronizados, graças a uma configuração que baixa automaticamente qualquer compra que você fizer na loja da Maçã. Comprou uma faixa no iPhone? Ela já é baixada também no iPad. Tal função, porém, é limitada a dez aparelhos.

O preço destas seis funcionalidades adicionais é o mesmo das três antigas: FREE. Isso mesmo, o iCloud é gratuito! Ele será configurado por padrão em iGadgets com o iOS 5, oferecendo 5GB de espaço para emails, documentos e backups — vale notar que o Photo Stream e as músicas não contam.

Uma beta para desenvolvedores será aberta hoje mesmo, rodando no iOS 4.3. Usuários terão acesso ao iCloud com o iOS 5, no outono do Hemisfério Norte (a nossa primavera).

But there’s one more thing…

[imagens: Engadget]

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