A Apple conseguiu criar o iTunes Match, mas será que ela daria conta de um iBooks Match?

Com o iTunes Match, a Apple conseguiu superar um belo obstáculo na adoção de músicas na nuvem: evitar que os usuários precisem fazer o upload de toda a sua coleção digital de músicas (que, em diversos casos, chega às dezenas de gigabytes). Isso custa uma taxa quase irrisória de US$25 por ano e, apesar de ser vista por muitas pessoas como uma “anistia aos piratas”, também significa que as gravadoras vão receber um trocado por vendas que já fizeram/nunca fariam.

Mãos segurando iPad com iBooks aberto

Só que há um tipo de conteúdo que traria muito mais benefícios caso fosse parar na nuvem: livros. Pense nisso! Quando você lembra de uma passagem vaga e gostaria de checar a informação, não seria ótimo poder abrir um livro, pressionar Cmd+F e simplesmente fazer uma busca? Não seria perfeito poder fazer isso com todos os livros que você tem, sem precisar comprá-los de novo? Foi essa a ideia de Chunka Mui, da Forbes: um app com serviço de assinatura para ajudar bibliófilos a levar sua paixão para a nuvem.

O conceito é muito bom: você poderia escanear o código de barras de um livro impresso e BOOM!, isso lhe daria direito a acessar uma versão digital na nuvem. O preço? Uma taxa anual bem baixa, como a do iTunes Match. Se a Amazon.com lançasse um serviço desses, ainda haveria o benefício de seu histórico de compras na loja ser digitalizado automaticamente, no ato da assinatura, e aparecer no seu Kindle de um dia pro outro. O Google, por sua vez, poderia nem cobrar nada — a não ser seus olhos, para ver propagandas.

Apesar de soar ótimo para os consumidores, é quase impossível isso virar realidade diante da postura retrógrada das editoras — elas não têm o menor pudor de cobrar por um ebook o mesmo preço de um livro impresso, só pra citar uma situação. O mundo perfeito para elas com certeza envolve todos os consumidores comprando novamente os mesmos livros que já têm na estante em um formato que, de preferência, seja o equivalente a páginas fotografadas — sem nada de texto digital, pois isso é “perigoso” demais. Ah, e por um preço MAIOR que o das edições de papel.

De qualquer modo, não custa sonhar, né? Quem sabe alguma empresa de tecnologia não consegue dobrar a vontade das editoras.

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