Review: Kanex mLinq, adaptador USB-HDMI [atualizado]

No final de maio falamos do lançamento do mLinq, um adaptador USB-HDMI da Kanex voltado para quem deseja adicionar um terceiro display à sua área de trabalho ou apenas conectar seu Mac usando essa conexão de alta definição. Tive a chance de testar esse pequeno adaptador e, apesar de ele ter algumas limitações, fiquei bastante impressionado com suas capacidades.

Adaptador USB-HDMI mLinq da Kanex

Antes de mais nada, uma coisa deve ser deixada bem clara: o mLinq não serve para você ver um filme longa-metragem na sua HDTV (por sinal, a frase “Piping out HD video and audio from your legacy Mac just got easier!” foi até removida do site do produto). Isso acontece devido a uma limitação da tecnologia empregada para transmitir áudio e vídeo 1080p através de uma mísera porta USB 2.0 e, uma vez que esse detalhe fique esclarecido, não impede você de desfrutar as qualidades do produto.

Vamos falar dele, então?

Apresentação e instalação

Adaptador USB-HDMI mLinq da Kanex

O mLinq vem numa caixinha simples contendo o adaptador USB-HDMI, um pequeno plugue HDMI-DVI e um CD de instalação contendo o software necessário para fazer o acessório funcionar no seu Mac. Apesar de ser muito fácil colocar o CD no SuperDrive e rodar o instalador contido num arquivo DMG de 2,5MB, é incômodo imaginar que o dono de um MacBook Air ficaria sem opção, a não ser pegar um drive óptico emprestado.

Sério: o arquivo tem 2,5MB e não há onde baixá-lo no site da Kanex. :-/ Atualização [20/6 às 14h50]: Tenho uma boa e uma má notícia. A boa é que é possível, sim, baixar o software necessário, mas no site da DisplayLink. A má é que nesse site vem um alerta sobre incompatibilidade com apps que requerem aceleração OpenGL em apresentações, como (prepare-se!) Keynote e iPhoto.

Uma vez instalado o software necessário (há opções para Mac OS X e para Windows) é preciso reiniciar seu computador e, apesar de ter essa parte ter demorado um pouco aqui, logo eu estava pronto para conectar meu MacBook branco de 2007 a minha TV LG 1080p de 32 polegadas usando um cabo HDMI convencional.

O design do mLinq em si é bem simples, mas de bom gosto: o acabamento metalizado aliado aos detalhes em plástico branco o fazem combinar bem com qualquer Mac. Ele é extremamente leve e tem o tamanho aproximado de uma carteira. O cabo que se conecta à porta USB é longo o bastante para não ficar pendurado em um iMac, mas não o suficiente para funcionar como extensão — se seu display estiver muito longe, você com certeza vai precisar de um cabo HDMI maior.

Adaptador USB-HDMI mLinq da Kanex

A primeira conexão é ridiculamente simples: plugou, pronto! O Mac já reconhece a tela, com direito a perfis de cor e tudo (você pode fazer uma calibragem própria, se preferir). Basta uma ida rápida às Preferências do Sistema (System Preferences) para configurar a saída de áudio nos alto-falantes da TV. Se quiser, é possível ainda rotacionar a imagem no display em 90º, para usá-lo na vertical.

É importante, porém, ter em mente que alguns ajustes podem ser necessários para que a imagem fique ótima. Uma coisa que precisei fazer foi mexer um pouco nas proporções da tela, trocando entre as opções 16:9 e Just Scan um par de vezes até as bordas do desktop serem reconhecidas devidamente. A qualidade da imagem, após isso, fica impecável.

Imagem gerada por daptador USB-HDMI mLinq da Kanex

E eu disse que o mLinq oferece hot swap? Pois é: você não precisa parar o que estiver fazendo para conectá-lo ou removê-lo — a tela do Mac pisca uma vez, como sempre ocorrer na adição/remoção de displays externos. Ah, mas lembre disto: se, ao desconectar e reconectar o display, a imagem parecer mal enquadrada, pode ser necessário repetir os ajustes de proporção na TV. O Mac, por sua vez, salva todas as configurações, incluindo a sua saída de som preferida.

Desempenho

Adaptador USB-HDMI mLinq da Kanex

Esta foi a parte que mais me deixou ansioso: como meu MacBook com gráficos integrados Intel ia se sair ao lidar com duas telas, uma com 1280×800 pixels e outra com 1920×1080? Felizmente, o resultado foi muito, muito bom. Não há lag no movimento do cursor e a rolagem das janelas é mais que aceitável, apesar de ficar bem menos suave.

Mas quais são as limitações do mLinq? Se você tentar arrastar uma janela grande, o resultado visual será bem sofrível, digno do redimensionamento no Mac OS X 10.0 (alguém lembra?). Contudo, se você quiser ver um vídeo HTML5 curto no Safari, ele vai rodar perfeitamente — apesar de aqui ter feito o uso da CPU disparar mais que o normal (provavelmente uma limitação do meu Mac desprovido de GPU, vale notar). Colocar um vídeo em tela cheia no display 1080p realmente é inviável, pois o resultado é péssimo.

Ver emails, editar uma imagem no Pixelmator, publicar tweets, conversar no Adium, manter seus calendários abertos e até assistir a um ou outro videozinho HTML5 no Safari… Essas aplicações mais estacionárias, que não envolvem animações em grandes porções da tela, podem ser todas desempenhadas sem que você perceba nenhuma grande diferença.

Se for necessário, qualquer atividade envolvendo animações amplas pode ser executada na tela do próprio MacBook com uma performance suave — você pode, por exemplo, deixar um vídeo rodando nele enquanto toma notas no display externo.

Detalhes

Você pretende usar o mLinq num ambiente escuro? Esteja pronto para o LED indicador de atividade dele: a coisa brilha com o poder de mil sóis — nada que um pouco de fita isolante ou um posicionamento estratégico não resolvam. 😛

Durante o uso normal, o mLinq esquenta um pouco, ficando bem morninho. Seu Mac pode ter duas portas USB, mas nem pense que você vai poder usar ambas ao mesmo tempo, com um adaptador em cada — usar uma porta USB e a Mini DisplayPort, por outro lado, é mais que possível!

Apesar de uma apresentação de fotos no Quick Look funcionar muito bem no display externo, mesmo em tela cheia, é interessante notar que alguns apps, como o iPhoto ’08, por exemplo, não são compatíveis com isso. Ao tentar executar uma apresentação de slides, ele travou lindamente e foi preciso reiniciar o Mac à força. O Keynote ’09, por sua vez, foi mais inteligente: plenamente compatível com monitores adicionais, ele simplesmente disparou um aviso de que não havia VRAM o bastante para executar a apresentação. Ou seja, o mLinq permite coisas incríveis, mas não faz milagres.

E só mais uma coisa: o software do mLinq deixa na sua pasta de aplicativos um desinstalador, para o caso de você querer removê-lo.

Veredito

Kanex mLinq

Prós

  • Facílimo de instalar e de usar;
  • Ridiculamente leve;
  • Vem com um adaptador HDMI-DVI.
Contras

  • Não pode ser usado com vídeos em tela cheia.

O mLinq funciona como prometido e realmente transforma uma porta USB em HDMI no seu Mac Intel. Contudo, o preço de US$100 pode ser considerado alto demais diante da única limitação incômoda dele: executar vídeo em tela cheia. Como muitas pessoas relacionam instintivamente essa função a qualquer coisa que tenha “HDMI” escrito, isso pode ser um problema. Os cinéfilos devem considerar outras opções, como um cabo Mini DisplayPort-HDMI, também da Kanex, que sai por US$45 (mas ele só transmite áudio em Macs de meados de 2010 pra cá, vale notar).

Já quem estiver interessado em apenas expandir sua área de trabalho para duas ou três telas (com o bônus de poder selecionar uma saída de som superior aos alto-falantes internos de um MacBook) deve pensar com carinho no mLinq: o único Mac na história da Apple a ter uma porta HDMI foi o último mini, então este adaptador pode ser a ponte que faltava para ligar seu Mac Intel a uma HDTV.

Atualização (20/6 às 14h50)

A Kanex nos informou que há, felizmente, um site onde se pode baixar os drivers para MacBooks Air. 😉

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