ABI Research: tablets deverão representar três quartos das vendas de aparelhos ultraportáteis em 2011

Cada firma de pesquisa inventa seus próprios critérios para subdividir o mercado. A ABI Research adota a nomenclatura “aparelho ultraportátil” (ultra-mobile device, ou UMD — não confundir com os finados da Sony) para se referir a tudo o que fica entre um smartphone e um laptop — computadores ultraportáteis (seja lá o que for isso…), aparelhos de internet móveis (iPods touch e PSPs, provavelmente), tablets de mídia (o eufemismo favorito da indústria para “iPads”) e netbooks. Segundo os últimos dados da ABI, nesse bolo as tablets já representam 75% das vendas deste ano, estimadas em 37 milhões de unidades.

Netbooks

Enquanto isso, esquecidos em algum depósito…

E é porque todo mundo dizia que a Apple precisava lançar um netbook, porque o mundo ia ser dominado por netbooks, coisa e tal, lero-lero. Tais computadores, segundo a ABI, podem até sobreviver, mas nunca vão conseguir voltar à marca de 9,9 milhões de unidades vendidas em 2010; atualmente eles só são fortes em mercados em desenvolvimento, onde PCs completos são caros demais para a maioria das famílias.

Para agourar o iPad, a firma de pesquisas adicionou ainda que a categoria de UMDs nunca teve um líder que durasse mais de 36 meses. “A próxima tendência em aparelhos após as tablets de mídia estaria virando a esquina?”, questionou Jeff Orr, diretor da ABI.

Em primeiro lugar, é bom parar com essa onda de “tablet de mídia”. Produtos como o iPad ou suas imitações não são “tablets de mídia”, eles são computadores em formato de prancheta, ou apenas “tablet”. “Tablet de mídia”, eu vou dizer o que é: o Kindle Fire. Pequeno demais, mirrado demais e barato (no mau sentido) demais para ser usado como uma ferramenta de produtividade, ele serve basicamente para consumir mídia — e mídia vendida pela Amazon. Pelo preço dele, isso nem é um problema, mas colocar o iPad nessa categoria é cômico. Ainda que fosse o iPod touch, mas o iPad… me poupe.

Ah, que burrice, a minha! Esqueci o lema dessas firmas de pesquisa: vale tudo para fazer de conta que uma tablet com Windows é o que liga. Claro, claro, pois usar o Excel com os dedos é A Glória™ para a computação pessoal no século XXI. 😛

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