De acordo com a sua biografia autorizada, Steve Jobs queria “destruir” o Android

A biografia autorizada de Steve Jobs será lançada na próxima segunda-feira, 24 de outubro, mas algumas histórias relacionadas a ela começaram a aparecer nesta semana. Agora, a Associated Press, que já tem uma cópia do livro, decidiu compartilhar mais algumas informações que merecem ser destacadas.

Capa da biografia autorizada de Steve Jobs

Uma delas foi a reação de Jobs ao lançamento dos smartphones da HTC, em 2010, rodando o sistema operacional Android. Para Steve — e para muitos de nós — tais aparelhos possuem diversos recursos bastante similares aos encontrados no iPhone, e o ex-CEO da Apple teria dito a Walter Isaacson (autor da biografia) que as ações do Google poderiam ser equiparadas a um “roubo”. “Eu vou gastar o meu último suspiro, se precisar, e eu vou gastar cada centavo da Apple dos US$40 bilhões para endireitar este erro”, afirmou Jobs. “Eu vou destruir o Android, porque ele é um produto roubado. Estou disposto a começar uma guerra termonuclear sobre isso.”

Em uma conversa com Eric Schmidt sobre o Android e o Google Docs, Steve teria dito que não estava interessado em uma acerto de contas no tribunal: “Eu não quero seu dinheiro. Se você me oferecer US$5 bilhões, eu não vou querer. Eu tenho dinheiro suficiente. Eu quero que vocês parem de usar nossas ideias no Android, isso é tudo o que eu quero.” Como sabemos, a coisa não se resolveu.

Tirando a parte do Google Docs — afinal, a Maçã não tem nenhum serviço parecido com ele —, o comportamento de Jobs explica o porquê de a Apple partir pra cima de empresas como HTC e Samsung. E onde muitos enxergam ganância por parte da firma de Cupertino, eu enxergo coerência.

Jobs ainda teria dado um conselho ao cofundador e agora CEO do Google, Larry Page: “Descubra o que o Google quer ser quando crescer. Vocês estão em todos os lugares. O Google tem muitos produtos ‘adequados’, eles estão te transformando em uma Microsoft.”

Outra trecho que merece destaque fala sobre Jonathan Ive. De acordo com o livro, Jobs considerava o vice-presidente de design da Apple seu companheiro espiritual. O ex-CEO confessou a Isaacson que, tirando ele, Ive é a pessoa que mais tem poder operacional na Apple, e que ninguém na empresa pode dizer a ele o que fazer. “Foi assim que eu preparei”, afirmou Jobs.

[via MacRumors, 9to5Mac]

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