O que falta, agora, na linha de tablets da Apple? Sim, o “iPad Pro”

O assunto não é novo. Pra falar a verdade, há poucos meses surgiu um rumor sobre um suposto “iPad Maxi”, com tela de 12,9 polegadas, mas eu mesmo canto essa bola faz muito tempo.

Agora, com a chegada do iPad Air, para mim a coisa já é praticamente certa: em breve, quem sabe já no ano que vem, veremos o lançamento de um “iPad Pro”.

Mockup de linha de iPads com modelo Pro

Um modelo “Pro” na linha de tablets da Apple é o que falta para deixá-la equiparada com a de Macs. A estrutura é simples: modelo simples/compacto, modelo intermediário e modelo maior/avançado. Tudo isso com preços crescentes, é claro.

Com o iPad Air e o iPad mini com tela Retina, a Apple pela primeira vez está oferecendo dois modelos diferentes de tablets com as mesmas capacidades técnicas, variando apenas no tamanho da tela. A coisa não é sem precedentes: salvo alguns pequenos detalhes, a estrutura é exatamente essa nos MacBooks Pro com tela Retina.

A Apple tem hoje iPads que variam de US$300[1] a US$930[2] nos Estados Unidos, e eu vejo muito potencial em um modelo topo-de-linha que supere os US$1.000. É um nicho mais restrito, porém o mesmo também pode ser dito para os MacBooks Pro frente aos MacBooks Air (ou para os Macs Pro frente aos iMacs). Para a grande massa, os modelos de entrada — no máximo os intermediários — sempre dão conta do recado muito bem.

Talvez o rumor citado no primeiro parágrafo tenha exagerado um pouco em sua previsão. Vejam: o iPad mini tem 7,9 polegadas, o Air vai para 9,7 polegadas. Estamos falando de um crescimento diagonal de 22,8%, o que em área útil no display representa um ganho de absurdos 50,8%. Acho que uma proporção semelhante poderia ser aplicada ao “iPad Pro”, chegando portanto a uma tela de 11,9 polegadas — 22,7% a mais na diagonal, 50,5% mais área (ou 50,6% e 126,9%, respectivamente, em relação ao iPad mini).

Com uma tela de 11,9 polegadas, e mantendo uma densidade de pixels similar à do iPad Air[3], eu apostaria numa resolução de 1920×2560 pixels a 269ppp. Mas a ideia aqui não é simplesmente “esticar” tudo e ainda obrigar desenvolvedores a reconstruírem gráficos de seus apps, e sim implementar um sistema de resolução variável no iOS como o que existe no OS X, dando de fato mais área útil para usuários. Assim, apps não mais necessariamente rodariam em tela cheia nesse novo iPad.

Do iPad de quarta geração para o iPad Air, a Apple conseguiu fazer o seu peso despencar de 653 para 469 gramas[4]. Se antes esse “iPad Pro” poderia ter o seu uso bem prejudicado já imaginando que a tela maior o tornaria ainda mais pesado que o antecessor, um dos argumentos que a Apple poderá usar no lançamento do “iPad Pro” poderá ser justamente esse: mesmo com 11,9 polegadas, ele poderá pesar mais ou menos o mesmo (ou quem sabe até um pouco menos) que o iPad de quarta geração.

É claro que eu não acho que as diferenciações desse “iPad Pro” ficariam por aí. Gostaria que ele viesse realmente equipado com especificações avançadas, incluindo uma versão de até 256GB, sensor Touch ID, processador A8X, câmeras equiparadas com as do iPhone 5s, bateria e alto-falantes mais potentes e, é claro, uma nova versão dourada. Afinal, #goldisbest. 😉


  1. iPad mini de primeira geração, Wi-Fi de 16GB. ↩
  2. iPad Air, Wi-Fi + Cellular de 128GB. ↩
  3. Para a tela do “iPad Pro” ser considerada Retina, sua densidade poderia ser inclusive um pouco menor que a do iPad Air — que é de 1536×2048 pixels a 264ppp. ↩
  4. No modelo Wi-Fi. ↩

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