iPhone poderá ser banido do Irã para — alegadamente — combater o contrabando no país

Algo me diz que esta não é a maior preocupação deles neste exato momento, mas, de qualquer forma, nossos amigos do Oriente Médio estão a uma assinatura de perder a possibilidade de comprar iPhones. Oficiais do governo do Irã estão ameaçando banir o smartphone da Apple em todo o território do país numa medida que, dizem eles, servirá para coibir o problema generalizado do contrabando.

Loja clandestina da Apple no Irã

Loja clandestina da Apple no Irã

Uma reportagem da Tasmin News Agency, traduzida para o inglês pelo The Japan Times, traz detalhes de uma recente iniciativa anti-contrabando do governo iraniano. Como a Apple não atua oficialmente no país, o mercado de iPhones clandestinos por lá é enorme; por isso, o diretor da iniciativa declarou que, se a Maçã não se registrar para começar a operar de forma oficial no Irã, os iPhones serão basicamente banidos do país.

Para pôr este plano em prática, Teerã planeja criar um sistema de registro de todos os telefones vendidos no país — de forma que, para funcionar, qualquer aparelho móvel adquirido deva passar por esse processo. Em outras palavras, como os iPhones não podem ser registrados por serem produtos clandestinos, a medida efetivamente fará os smartphones da Apple deixarem de funcionar no Irã.

Segundo a reportagem, esta medida — ao menos num primeiro momento — não é retroativa, ou seja, afetaria apenas novos aparelhos a partir do momento da sua vigência. Amanhã, em notícias relacionadas: venda de iPhones contrabandeados tem aumento de 10.000% no Irã antes de banimento.

Aparentemente, as operadoras móveis e representações dos vendedores de aparelhos celulares iranianos estão apoiando e colaborando com a medida (não brinca!), porém outras instituições veem a novidade com um pé atrás. Algumas dedicadas aos direitos humanos, como a Anistia Internacional, alertam para o cerceamento à liberdade de expressão e à privacidade que podem ser consequência da iniciativa — uma vez que o suposto registro poderia ser utilizado para fins sombrios, como a espionagem de dissidentes, jornalistas e outros elementos malquistos pelo governo.

Do seu lado, a Apple não tem muito o que fazer: sanções impostas pela ONU1 limitam, e muito, as relações comerciais de empresas dos Estados Unidos com o Irã; apesar disso, nota-se que a Maçã começou a discutir com distribuidores no país com a esperança de que as restrições sejam relaxadas nos próximos tempos. Em relação ao assunto, a Apple ainda não emitiu nenhum comentário oficial.

[via AppleInsider]

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