Relatos de empregados mostram o perfeccionismo por trás do Apple Campus 2

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De mês a mês, nós acompanhamos as imagens do exterior do Apple Campus 2, cujo término está mais próximo do que nunca. Agora, a Reuters trouxe uma visão dos pormenores da “espaçonave”, a partir de relatos de diversos antigos e atuais empregados da Maçã.

Chamando de “fanática” a grande dedicação a cada pequeno detalhe da construção, a Reuters contou que empregados foram submetidos a regras rígidas em relação a cada aspecto. Uma delas foi de que nenhuma saída de ar ou canos poderiam ser refletidos no vidro que cerca toda a estrutura do campus. Além disso, instruções para o acabamento em madeira foram detalhadas em “apenas” 30 páginas.

“Tolerância”, a distância a qual os materiais podem se desviar das medidas desejadas, era um dos focos. Em muitos projetos, o padrão era de 1/8 polegada, na melhor das hipóteses. A Apple frequentemente exigia muito menos, mesmo para superfícies ocultas.

“O senso de design da empresa elevou a qualidade do projeto, mas suas expectativas às vezes se chocavam com a realidade da construção”, disse um ex-arquiteto. “Celulares podem ser feitos com tolerâncias bem justas. Já edifícios jamais seriam desenhados a esse nível de tolerância, pois as portas emperrariam.”

Apple campus 2 - popular science

O arquiteto German de la Torre, que trabalhou no projeto, afirmou que muitas das proporções da construção foram diretamente inspiradas pelos produtos da Apple. Um dos exemplos disso seriam os cantos curvados e os botões dos elevadores, que lembram o botão de Início (Home) do iPhone. Isto é, não que realmente as ordens tenham sido neste sentido mas, como ele mesmo explicou, “eles chegaram a princípios de design de alguma forma através de muitos anos de experimentação, e são fiéis a esses princípios”.

Outro pequeno detalhe para o qual a equipe de design se atentou foi a moldura das portas. Segundo ele, queriam que não existisse relevo em relação às paredes ou ao chão, e também que fossem totalmente planas, sem “ranhuras” na parte interna da moldura — ou seja, retirariam a estrutura que ajuda no trabalho de segurar a porta. É claro, a equipe de construção tentou recuar, mas a Maçã permaneceu com sua decisão.

“Passamos meses tentando não fazer isso porque é tempo, dinheiro e coisas que nunca foram feitas antes”, disse o ex-gerente de construção.

Também houve treta atenção dobrada na sinalização de emergência. A Apple queria que “todos os letreiros refletissem sua estética elegante e minimalista”, o que bateu de frente com a ideia do departamento de bombeiros, que precisava garantir que qualquer um facilmente acessasse a saída em caso de emergência. Depois de 15 reuniões para tratar do assunto, o aposentado chefe dos bombeiros, Dirk Mattern, disse que “nunca passou tanto tempo apenas nos letreiros”.

Estrutura da cafeteria/refeitório do Apple Campus 2

Por fim, a matéria explica que houve insatisfação por parte da Apple até em relação a uma maçaneta, que tem sido discutida por um ano e meio e nada foi resolvido até hoje.

Assim como citaram, esse esmero por pormenores se assemelha bastante ao processo de criação de Steve Jobs, que teve até o cuidado de colocar as assinaturas de cada um de sua equipe dentro do primeiro Macintosh.

Realmente, o trabalho parece desgastante só de ler sobre ele, mas não há dúvida de que o Apple Campus 2 será (como já o é, exteriormente) uma verdadeira obra de arte arquitetônica.

[via MacRumors]

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