Apple atualiza as diretrizes para desenvolvedores; não admite Face ID para crianças, apps antivírus e mais

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Por causa dos seus novos produtos e sistemas, a Apple atualizou as App Store Review Guidelines, ou seja, as Diretrizes de Revisão da App Store. Agora, há regras também referentes ao ARKit, ao Face ID, entre outros novos recursos que pintaram, conforme notou o Hacking with Swift.

A partir de agora, desenvolvedores precisarão se atentar a algumas novas regras do que poderá ou não ter em seus aplicativos, que podem ser acessadas nesta página.

Uma das mudanças foi na regra 2.3.1, a qual explicita que desenvolvedores não devem incluir recursos ocultos ou indocumentados nos seus aplicativos, citando como exemplo os apps que procuram por vírus ou malwares no iOS, para evitar que problemas com estes continuem ocorrendo. Ela ainda afirma que um “comportamento exagerado ou repetido é motivo de remoção do Programa de Desenvolvedor”, reforçando que a Apple tenta manter sempre a sua loja de apps muito segura.

Outra mudança nas diretrizes deixa claro que crianças menores de 13 anos não terão permissão para usar o Face ID no iPhone X. Portanto, na regra 2.5.13 é aconselhado que haja uma autenticação diferente para os usuários menores de 13 anos.

O ARKit, que já temos visto usos incríveis da tecnologia de realidade virtual e chegará ao grande público junto do iOS 11, também precisou de algumas regrinhas para manter o padrão Apple de qualidade. Isto é, na seção 4.2, a empresa discorre sobre o “funcionamento mínimo” que os apps precisam ter. Então, além de citarem que um app precisa “ter cara de app” e não ser somente um site dentro de um app, abordam também o uso de seus frameworks.

Os aplicativos devem usar APIs1 e frameworks para os fins pretendidos, indicando a integração na descrição do aplicativo. Por exemplo, o framework HomeKit deve fornecer serviços de automação residencial; e HealthKit deve ser usado para fins de saúde e fitness, e se integrar com o aplicativo Saúde. Os aplicativos que usam ARKit devem fornecer experiências de realidade aumentada ricas e integradas; simplesmente colocar um modelo em visualização AR ou reproduzir animação não é suficiente.

Há ainda diversas adições feitas na seção que explicitam conteúdos que definitivamente não podem aparecer em apps, como difamação, discriminação de etnia, religião, orientação sexual, entre outros. Ainda, se algum app facilitar o tráfico humano ou a exploração de crianças, as autoridades apropriadas serão notificadas.

Caso você seja um desenvolvedor, já pode enviar o seu app para revisão, seguindo todas as regras desta página.

Para nós, usuários, essas mudanças implicam em muito mais segurança e cuidados — que realmente são necessários.

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