Tim Cook fala em conferência na China, abordando humanidade e privacidade na internet

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Ontem (3/12), Tim Cook, CEO1 da Apple, esteve na China para a World Internet Conference. Organizada pela Administração do Ciberespaço da China, que é responsável pela censura e pelo bloqueio de sites e apps no país, o intuito do evento anual é tratar o desenvolvimento da economia digital, mas tendo o cuidado de não esbarrar no fato de o órgão controlar todo o acesso à internet do país.

Conforme relatou a Bloomberg, Cook falou sobre alguns assuntos como, por exemplo, a relação da Apple com o 1,8 milhão de desenvolvedores para iOS na China — juntos, já arrecadaram US$16,9 bilhões, representando um quarto da receita global da App Store.

O tema dessa conferência — o desenvolvimento de uma economia digital para a abertura e os benefícios compartilhados — é uma visão que compartilhamos na Apple. Estamos orgulhosos de ter trabalhado junto a muitos dos nossos parceiros na China para ajudar a construir uma comunidade que se junte a um futuro comum no ciberespaço.

Em uma fala brilhante, o CEO lembrou que é importante tratar a necessidade por “humanidade” num mundo cada vez mais digital, já que parece que muitas pessoas se esquecem disso (valorizando principalmente o que vem de máquinas, deixando de lado as relações humanas).

Muito tem sido falado sobre as potenciais desvantagens da AI2, mas não me preocupo com máquinas que pensem como seres humanos. Eu me preocupo com as pessoas que pensam como máquinas. Todos nós temos que trabalhar para infundir tecnologia com humanidade, com nossos valores.

Em relação à privacidade, ele acrescentou que “a tecnologia do futuro deve ter abertura, criatividade e proteções para os usuários, proporcionando privacidade e decência”.

Tim Cook China conferência

Por onde quer que vá, sabemos que Cook tem o cuidado de escolher bem as palavras, e não foi diferente na China — na verdade, foi preciso ainda mais cautela, já que ele estava em um evento controlado pelo governo.

Na abertura da conferência, o presidente chinês, Xi Junping, falou sobre a tal “soberania cibernética”, que é pregada pelo país, a fim de reforçar a ideia de que é bom que os estados autorizem e gerenciem o conteúdo que chega aos usuários, sem que haja interferência externa.

Os desenvolvimentos online estão criando muitos novos desafios para a soberania e a segurança, e a China está disposta a trabalhar com a comunidade internacional para respeitar a soberania do ciberespaço e promover parcerias. A velocidade do desenvolvimento do ciberespaço da China está aumentando. As portas da China se tornarão cada vez mais abertas.

Com toda a censura, o país ainda é o maior mercado de smartphones que há e, por isso, a Apple quer tanto conquistar esse território. No último trimestre, a Maçã conseguiu aumentar as suas vendas de iPhones em 40% em relação ao trimestre anterior, totalizando 11 milhões de unidades vendidas. Ainda assim, a empresa enfrenta quedas na região há seis trimestre consecutivos. Ou seja, há ainda muito chão pela frente se ela quiser conquistar realmente o coração (e o bolso) dos chineses.

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Durante a visita ao país, o CEO da Maçã aproveitou para participar de uma das sessões da “Hora do Código” (Hour of Code), a qual teve a participação de alunos de uma escola para surdos. Cook compartilhou o momento na rede social do passarinho azul:

A programação é a linguagem do futuro, dando às pessoas de todas as idades e origens a chance de criar algo novo. Agradeço à escola Xangai No. 4 para surdos por me deixar participar da sua sessão da #HoraDoCodigo!

Lembrando que “A Hora do Código” acontecerá de 4 a 10 de dezembro — inclusive nas duas lojas brasileiras da Apple!

via MacRumors

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