Apple ajuda a prender um dos maiores spammers do mundo

Responda rápido: de cada 10 emails que você recebe, quantos são spam? Aqui, eu posso afirmar que são muitos! E Peter Levashov, considerado um dos maiores spammers do mundo, muito provavelmente já foi responsável por algumas dessas mensagens recebidas por nós. Agora, não mais.

Conforme o The Verge informou, Levashov foi preso — e muito disso passa pela Apple, que ajudou as autoridades a rastrear o russo, que tinha uma conta no iCloud.

Todas as informações podem ser encontradas no documento abaixo (uma declaração jurada que foi revelada há pouco), mas o resumo é o seguinte: Levashov operava sob o apelido “Severa” e alugava acesso a spammers e cibercriminosos através pela sua botnet Kelihos. Levashov não era apenas um dos maiores spammers do mundo. Ele estava no Top 10 e também era responsável por propagar antivírus falsos e várias outras operações de spam.

Registros de servidores, mensagens Jabber, pagamentos online e, é claro, a conta do iCloud. Tudo isso ajudou agentes federais a rastrear, com sucesso, Levashov. Tudo começou com os investigadores apreendendo dois servidores Kelihos em Luxemburgo, os quais mostraram acesso frequente a uma conta de email de Levashov (ele estava usando os servidores como um proxy1). Os investigadores também rastrearam uma conta do iCloud em nome de Levashov e, a partir daí, solicitaram informações como “endereços IP de login”. Após conseguirem um mandado, a Apple se viu obrigada judicialmente a compartilhar detalhes sobre a investigação.

Como Levashov estava na Rússia (um país que não tem lá uma relação muito boa com os EUA), todos tiveram que esperar que ele viajasse então para algum país onde a extradição fosse possível. Ele então decidiu viajar para Barcelona (Espanha), ​​onde aí sim foi preso — a forma como os investigadores souberam dessa viagem, porém, ainda é um mistério.

O fato é que os investigadores monitoraram a conta do iCloud de Levashov por quase um ano, então obviamente essas informações desempenharam um papel fundamental na prisão dele. A Apple foi contatada pelo The Verge, mas disse que não comenta casos policiais.

Muitos criticam a Apple por “defender” bandidos e terroristas (como no famoso cabo de guerra entre Apple e FBI, no qual a empresa não quis colaborar com o bureau de investigação federal dos EUA). O caso, porém, é bem mais simples do que parece: a Apple — por uma estratégia de marketing, por acreditar nisso ou por qualquer outro motivo — acredita que privacidade é algo a que todos os usuários da plataforma têm direito. Isso não quer dizer que a empresa não colabore com as autoridades quando isso é feito da maneira correta, através de mandados e solicitações viáveis (esse caso, por exemplo, é bem diferente de ter que criar uma backdoor no sistema operacional mais utilizado no mundo para que investigadores tenham acesso a informações).

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