Sua conta da Apple pode estar sendo vendida por US$15 em algum lugar da deep web (ei, mas ao menos ela é valiosa)

Imagem de destaque


Nós avisamos de tempos em tempos — a última vez foi semana passada — e é sempre bom reforçar: quando o assunto é segurança digital, todo cuidado é pouco. Basicamente qualquer informação sua, da mais inofensiva à mais reveladora, vale alguma coisa na internet. Essa pesquisa da top10vpn.com vem comprovar isso e mostrar que, vejam só, as contas da Apple são as mais visadas pelos malfeitores internéticos dentro da sua categoria.

O site fez um levantamento do preço-médio que uma série de informações, contas, documentos pessoais e métodos de acesso são vendidos nos cantos mais obscuros da deep web, uma vez capturados. As descobertas são surpreendentes por uma série de motivos: por exemplo, se um hacker tiver acesso a todas as suas contas online, ele pode “lhe vender” inteiro/a por US$1.200 a algum malfeitor digital — este é o preço-médio da identidade de alguém nas profundezas internet. Claro que o valor muda se você for, sei lá, Donald Trump!

O ID Apple de um indivíduo é vendido, em média, por US$15,39, o que inicialmente pode não parecer grande coisa, mas é o maior valor entre as contas que não envolvem transações financeiras (como informações bancárias ou do PayPal). Dentro da categoria “entretenimento”, só as contas da Netflix chegam relativamente perto das da Maçã, valendo US$8,32, em média. As demais levantadas, incluindo Spotify, PlayStation e Switch, não passam dos US$2.

Logins de entretenimentoPreço
AppleUS$15,39
NetflixUS$8,32
TwitchUS$2,08
TicketmasterUS$2,07
PlayStationUS$0,52
SpotifyUS$0,21
SubtotalUS$28,59

O site não dá razões para os valores de cada tipo de informação/conta, mas é de se acreditar que a conta da Apple tenha um preço relativamente tão alto por um único motivo: o iCloud. Afinal, o acesso dos bandidos ao serviço de nuvem da Maçã dá a eles boa parte das informações pessoais dos usuários afetados, como senhas, fotos e dados pessoais. Sabemos o problema que isso já deu anteriormente…

Enquanto acesso a redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter são vendidos por cerca de US$2-5 cada, na outra ponta do iceberg temos os figurões das falcatruas online — os serviços financeiros. O acesso à conta bancária de uma pessoa foi precificado numa média de US$160, mas varia bastante de acordo com o saldo da pessoa em questão (muitas vezes, o valor fica em 10% do dinheiro que a pessoa tem na conta em questão); já uma conta no PayPal é vendida por, em média, US$247! Informações de cartão de crédito, por sua vez, saem por US$50.

E se falarmos de documentos pessoais, então? Seus dados de passaporte podem estar sendo vendidos na deep web neste exato momento por US$62,61; enquanto uma prova de identidade, como um comprovante de residência ou outro dado que permita aos malfeitores digitais comprovarem a sua existência e terem acesso a você, sai por US$29,59.

Mas não precisa ter medo: se você tomar precauções básicas de segurança online e não sair por aí divulgando informações pessoais a qualquer página da internet que lhe pede isso, certamente não precisa se preocupar com isso. Portanto, vamos deixar a antena sempre ligada enquanto estivermos surfando na web, certo?

via 9to5Mac

Comentários

O Modo Escuro foi ativado ou desativado.
Atualize esta página para ver os comentários.

Posts recomendados

Relatório de erro de ortografia

O texto a seguir será enviado para nossos editores: