Intel adia (de novo!) lançamento da nova geração de processadores “Cannon Lake”

A Intel não está exatamente nos melhores dos lençóis — a empresa envolveu-se numa polêmica homérica recentemente com as falhas de segurança Spectre e Meltdown, e parece enfrentar problemas no desenvolvimento de seu principal produto, os processadores Intel Core. Esta notícia de hoje aprofunda um pouco mais a maré não muito boa.

Durante a conferência de resultados financeiros relativos ao terceiro trimestre fiscal de 2018, a gigante dos microchips anunciou mais um adiamento na previsão de lançamento da sua nova geração de processadores, batizada de “Cannon Lake” — a primeira da fabricante a ser baseada numa arquitetura de 10 nanômetros.

Agora, a previsão é de que os primeiros processadores da nova geração cheguem a computadores somente “na época de férias” de 2019, ou seja, novembro/dezembro do ano que vem — o que representa um atraso de mais de três anos em relação ao anúncio original. Aos que não estão bem lembrados, a Intel prometeu os chips “Cannon Lake” primeiramente para o fim de 2016, adiando-os posteriormente para 2018 e, em seguida, para o início de 2019.

Agora, ao menos mais um ano nos separa dos famigerados componentes. É bom notar que, na prática, alguns modelos de processadores “Cannon Lake” (como o Core i3-8121U) já chegaram ao mercado, mas seu ritmo de produção é tão pequeno que ele não pôde ser adotado por nenhuma fabricante de alta produção.

Para a Apple, toda essa situação pode ser um fator de peso na decisão que virará a chave e fará a empresa abandonar os processadores da Intel e adotar chips ARM próprios nos Macs — uma movimentação que ainda está na fase dos rumores mas, cá entre nós, é apenas uma questão de tempo para acontecer.

Uma das principais vantagens da geração “Cannon Lake” é o suporte a RAM do tipo LPDDR4, que pode vir com até 32GB de capacidade. As gerações anteriores suportam no máximo 16GB, o que criou uma situação desconfortável para a Apple — que, por muito mais tempo que a concorrência, não pôde oferecer MacBooks Pro com mais de 16GB de RAM, o que seria uma quantidade considerada mínima para profissionais.

A Maçã acabou resolvendo o problema “na tora” na geração mais recente do computador, adotando memórias “tradicionais” do tipo DDR4 em vez das LPDDR (o “LP” de LPDDR refere-se a Low Power, ou baixa energia, e os pentes de RAM DDR têm um gasto energético maior). Foi a única solução encontrada para oferecer 32GB de RAM aos consumidores — e tudo isso por culpa da Intel, o que pode evidenciar mais um fator de desconforto na relação entre as duas empresas.

Vamos acompanhar os próximos passos dessa novela…

via AppleInsider

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