Empresa processa a Apple por tecnologia usada no AirDrop

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Há alguns dias, comentamos uma série de processos nos quais a Apple estava — ou ainda está — envolvida. Entre novos e antigos casos, algumas empresas simplesmente não conseguem largar o pé da gigante de Cupertino e, sempre que podem, voltam com novas surpresas desagradáveis para a Maçã.

Esse é o caso da Uniloc, empresa australiana de software de segurança conhecida de outras primaveras — de três outros momentos, para ser mais especifico. Após processar a Apple pela última vez em 2016, a empresa voltou a citar a firma de Cupertino em um novo caso de infração de patente, desta vez relacionado à tecnologia usada no AirDrop.

No relatório enviado ao Tribunal do Texas (nos Estados Unidos), a Uniloc afirmou que a Apple infringiu uma patente registrada pela primeira vez em 2000, uma década antes de a Maçã lançar o recurso para iOS e macOS. A patente em questão trata de um “método e sistema para autenticação de dispositivos eletrônicos” e descreve um ambiente seguro para transferência de dados entre aparelhos que estejam próximos.

Introduzido junto ao OS X Lion 10.7, em 2011, o AirDrop é um protocolo projetado para simplificar o processo de transferência de arquivos, originalmente, de um Mac para o outro. O nome foi usado mais tarde, em 2013, para descrever uma tecnologia que permitia conectar dispositivos iOS entre si e com o Macs — justamente a que a Uniloc afirmou ter sido infringida.

Apesar de ter sido criada há 18 anos, a patente só foi concedida pelo Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (United States Patent and Trademark Office, ou USPTO) em 2006, após passar pelas mãos de diversas empresas — uma delas foi a Philips, mas a maioria era simplesmente agregadora de patentes.

Apesar de ser a atual detentora da patente, a Uniloc não é, portanto, a inventora da tecnologia em questão — ela botou as mãos na patente apenas no fim de 2017. Não obstante, a patent troll pediu uma quantia (não-revelada) em danos da Apple, junto ao reembolso das devidas taxas legais.

Como dissemos, a empresa australiana já havia processado a Maçã em outros momentos — devido a tecnologias usadas no Apple Maps, no ID Apple, no AirPlay e no aplicativo Apple TV Remote. Ela também já usou outras patentes recém-adquiridas para processar outras gigantes da tecnologia, como Microsoft, Sony, McAfee e SEGA.

via AppleInsider

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