Ação movida por donos de iPhones contra o Google é bloqueada

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A Suprema Corte de Londres bloqueou, nesta segunda-feira, uma ação coletiva movida por proprietários de iPhones contra o Google, como divulgado pela Reuters.

O grupo, que recebeu reconhecimento após o movimento “Google You Owe Us” (“Google Você Nos Deve”, em tradução livre), alegou que a gigante de Mountain View coletou dados confidenciais de mais de 5 milhões de usuários do iOS no Reino Unido.

Descoberto em 2012, esse caso já rendeu para o Google diversas ações judiciais e multas milionárias pagas a órgãos britânicos e americanos. Em todas as alegações, a companhia foi acusada de ignorar as configurações de privacidade do Safari, rastrear o histórico de navegação e vender serviços de publicidade aos usuários.

Encabeçada pelo executivo britânico Richard Lloyd, a última ação coletiva (envolvendo mais de 5,4 milhões de pessoas) contra o Google almejava uma multa de mais de £2,7 bilhões (~R$13 bilhões), cerca de £500 para cada pessoa. O Google argumentou que o processo “não era apropriado e não deveria prosseguir”, já que não era possível identificar todos os que foram afetados.

Embora o juiz Mark Warby tenha afirmado que não há como duvidar da participação do Google na coleta, comparação e uso dos dados obtidos a partir da violação das barreiras de segurança do Safari, o caso não sustenta a alegação de que Lloyd ou qualquer outro usuário tenha sofrido algum “dano”, como especificado pela lei de proteção de dados da Grã-Bretanha.

Com a decisão do tribunal de não permitir que a ação coletiva fosse adiante, Lloyd disse que o grupo já entrou com um pedido na justiça e que recorrerá do resultado.

O julgamento de hoje foi extremamente decepcionante e efetivamente deixa milhões de pessoas sem nenhuma maneira prática de buscar compensação e indenização quando seus dados pessoais foram mal-utilizados.

Uma porta-voz do Google contou que a empresa está satisfeita que o tribunal tenha rejeitado a ação e que “a privacidade e a segurança de nossos usuários é extremamente importante para nós”. Nos Estados Unidos, a companhia continua sob pressão de instituições reguladoras por conta das suas práticas de privacidade — e, inclusive, reconheceu ter cometido erros no passado.

Será esse o fim da polêmica? Por algum motivo, eu acredito que não.

via MacRumors

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