Novos smartphones da Huawei trazem múltiplas câmeras e baterias enormes


Dentre as fabricantes chinesas de smartphones, nenhuma parece ter conquistado até o momento a popularidade ou a relevância da Huawei. Você pode argumentar que a OnePlus ou a Vivo trazem inovações ao mercado com mais regularidade, mas a gigante de Shenzhen nada de braçada quando o assunto é nível de vendas globais entre as empresas do país da Muralha — ainda que com alguns percalços relacionados às operações nos Estados Unidos.

Agora, a fabricante está apresentando suas armas para o fim do ano e elas vêm na forma de três smartphones deveras interessantes. Vejamos a seguir.

Mate 20 Pro

Huawei Mate 20 Pro

O aparelho mais caro da linha é, também, o único a trazer um recorte “tradicional” na tela. Ao menos ele tem uma razão de existir: o Mate 20 Pro é um dos primeiros dispositivos Android a apresentar um sistema de reconhecimento facial 3D, similar (ao menos no papel) ao Face ID da Apple. E, como se o método inovador de autenticação não fosse o bastante, a Huawei incluiu aqui também um leitor de digitais embutido na parte inferior da tela.

Falando em tela, temos aqui um painel OLED1 curvo de 6,4 polegadas com resolução de 3120×1440 pixels e um “queixo” mínimo na parte inferior. Virando o aparelho, vemos outros dos seus diferenciais: seu sistema de câmera tripla (curiosamente disposto num quadrado, onde o flash de dois tons ocupa o quarto vértice), com um sensor de 20 megapixels e lente super-grande-angular, um de 40(!) megapixels com lente grande-angular e um de 8 megapixels e lente teleobjetiva.

A ideia da Huawei, como na Apple ou no Google, é utilizar altas doses de inteligência artificial para combinar informações de todas as câmeras e sensores e melhorar o resultado da sua fotografia sem que você sequer perceba. Para isso, um dos maiores diferenciais do Mate 20 Pro é a capacidade de perceber diferentes seções de uma foto (o céu, a mata e a pessoa, por exemplo) e processar cada uma delas apropriadamente, com resultados mais naturais — ao menos essa é a promessa deles.

O sistema é o Android 9.0 “Pie” com a tradicional (e intrusiva) camada de personalização da Huawei e as outras especificações mostram que estamos lidando com um dos smartphones mais poderosos do mercado: temos um processador Kirin 980 com arquitetura de 7 nanômetros (o segundo do mercado a atingir o marco, depois do Apple A12 Bionic), 6GB de RAM, 128GB de armazenamento, porta USB-C e alto-falantes estéreo. Infelizmente, a saída para fones passou longe, mas ao menos o aparelho tem certificado IP68 de resistência a líquidos e poeira.

A bateria aqui tem apetitosos 4.200mAh e sua traseira de vidro permite o carregamento sem fio, mas vocês ainda não ouviram a melhor parte: a Huawei tem tanta confiança na longevidade do smartphone que está oferecendo aqui um recurso de carregamento reverso — ou seja, o próprio Mate 20 Pro torna-se uma bateria externa e você pode repousar seu iPhone, Galaxy ou qualquer aparelho compatível com o protocolo Qi em cima dele para recarregá-lo.

O Mate 20 Pro já está disponível a partir de hoje, em mercados selecionados da Europa e da Ásia, por €1.050 (aproximadamente R$4.500). São cinco cores: verde, azul, ouro rosé, preto e “crepúsculo” (uma espécie de combinação de ciano com lilás); temos ainda uma versão especial com design da Porsche que tem 8GB de RAM e sai por €1.700 (~R$6.000, 256GB de armazenamento) ou €2.100 (~R$7.300, 512GB de armazenamento).

Mate 20 e Mate 20 X

Os outros dois aparelhos anunciados hoje não trazem as mesmas especificações esmagadoras do Mate 20 Pro, mas são bons smartphones em seus próprios méritos. Nos dois casos, temos aqui um recorte bem mais discreto, em formato de gota, que abriga apenas a câmera frontal — ou seja, o aproveitamento da parte frontal é um dos maiores já vistos no mercado, com a tela ocupando quase 90% da superfície disponível.

Huawei Mate 20

Mate 20

O que diferencia o Mate 20 do Mate 20 X é o tamanho. O primeiro tem tela e corpo só um pouco maiores que no Mate 20 Pro, com um painel LCD de 6,5 polegadas e resolução de 2244×1080 pixels. O segundo é verdadeiramente formidável: temos aqui uma tela OLED de nada menos do que 7,2 polegadas — o que quase corresponde ao painel de um iPad mini, só para referência.

Ambos os aparelhos trazem o mesmo sistema de câmera tripla do Mate 20 Pro, mas aqui ele é mais modesto, com sensores de 16MP (super-grande-angular), 12MP (grande-angular) e 8MP (teleobjetiva). Na falta do reconhecimento facial ou do sensor embutido na tela, eles trazem também leitor de digitais na traseira. O processador é o mesmo Kirin 980 de 7nm, com 4GB ou 6GB (Mate 20) e 6GB de RAM (Mate 20 X). Ambos trazem 128GB de armazenamento e dispensam a saída para fones, da mesma forma que o irmão mais parrudo.

Huawei Mate 20 X

Mate 20 X

O smartphone menor tem uma bateria de 4.000mAh, enquanto o maior tem uma célula de nada menos que 5.000mAh — ambos também têm o recurso de carregamento reverso para alimentar outros aparelhos compatíveis com o protocolo Qi. O Mate 20 Pro X traz ainda suporte a uma stylus especial chamada M-Pen, que tem suporte a 4.096 níveis de pressão e recursos parecidos com os da S Pen, da Samsung — a diferença é que ela é vendida separadamente e não tem um espaço especial para ser guardada no aparelho.

O Huawei Mate 20 já está disponível para venda em países da Europa e da Ásia por €800 (~R$2.800, 4GB de RAM) e €850 (~R$3.000, 6GB de RAM); o Mate 20 X, por sua vez, chegará aos mesmos países no dia 26 próximo por €900 (~R$3.150). As cores disponíveis são as mesmas do Mate 20 Pro.

Quem vai?

via Android Authority

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