Tela Retina, Touch ID, Thunderbolt 3, alumínio 100% reciclado… veja o que mudou no MacBook Air!

Muitos — como eu — apostaram que, com o lançamento do MacBook (em 2015), era apenas uma questão de tempo. Mais precisamente, quando a Apple conseguisse reduzir o preço do MacBook até que o MacBook Air saísse completamente de cena. Ledo engano…

Novo MacBook Air

Ontem, junto a outros lançamentos, a Apple “ressuscitou” o MacBook Air — aquele que Steve Jobs tirou de um envelope e mudou a indústria. Mas o que exatamente mudou no novo MacBook Air? Quais são as diferenças dele para o modelo antigo, que continua à venda? Vamos destrinchar tudo isso abaixo!

Design

O corpo do MacBook Air mudou um pouco. Seu formato continua igual, mas a antiga variação na espessura (de 0,3cm a 1,7cm) agora passou a ser de 0,41cm a 1,56cm. Ele também ficou um pouco mais leve, passando de 1,35kg para 1,25kg.

O trackpad Multi-Touch foi substituído por um Force Touch (que, assim como os encontrados nos MacBooks e MacBooks Pro, utiliza o Taptic Engine para simular cliques, contando com a mesma precisão/resposta onde quer que você clique) e cresceu de tamanho, ocupando uma área 20% maior.

Novo MacBook Air dourado de cima com o teclado

Já o antigo teclado com mecanismo tesoura (scissor) deu lugar ao novo, que utliza o mecanismo borboleta de terceira geração (o mesmo que equipa os MacBooks Pro). De acordo com a Apple, esse novo teclado aumenta em 4x a estabilidade das teclas em comparação com o mecanismo antigo, dando mais conforto e precisão ao digitar.

Por falar em teclado, taí uma grandíssima diferença do novo MacBook Air: a chegada do Touch ID. Trata-se do primeiro notebook da Apple com o sensor de impressão que vem desacompanhado da Touch Bar — para muitos, o Touch ID é o que há de melhor na Touch Bar dos MacBooks Pro. Basta encostar o dedo no botão para desbloquear o Mac, abrir aplicativos protegidos (como o 1Password), fazer compras online utilizando o Apple Pay como forma de pagamento e mais!

Vale informar também que a Apple criou uma nova liga de alumínio a qual oferece a mesma resistência, durabilidade e acabamento da anterior. O diferencial é que ela não exige extração de alumínio do planeta: foi inventada para reaproveitar raspas de alumínio, que são reformuladas em nível molecular. O resultado? O primeiro Mac feito 100% com alumínio (série 6000) reciclado!

Pela primeira vez, a Apple também está oferecendo o novo MacBook Air em três opções de cores: cinza espacial, prateada e dourada.

Tela

Tela Retina do novo MacBook Air

A tela Retina chegou ao MacBook Air. Ela agora conta com tecnologia IPS1, que melhora a reprodução de cores e o ângulo de visão. Além disso, passou de 1440×900 para 2560×1600 pixels, deixando o padrão sRGB de lado e adotando o Full sRGB (48% mais cores do que a geração anterior). O brilho, porém, continua o mesmo (300 nits). Além disso, as bordas da tela foram reduzidas em 50%.

Conectividade

Como tem feito em todos os seus portáteis, a Apple optou por limar as portas USB-A, Thunderbolt 2 e o slot para cartões SD em prol de dois conectores Thunderbolt 3 (USB-C), os quais são bastante versáteis e permitem uma utilização bem completa (obviamente, usando e abusando de adaptadores). A única coisa que a Apple manteve, do outro lado, foi a saída de áudio de 3,5mm, para você conectar o seu fone de ouvido.

Portas laterais Thunderbolt 3 do novo MacBook Air

Na parte sem fio, o Wi-Fi continua sendo 802.11ac (aka Wi-Fi 5) e o Bluetooth passa de 4.0 para 4.2.

Processador, gráficos, RAM e armazenamento

Obviamente, o salto aqui é grande pois o MacBook Air estava basicamente parado no tempo. Temos um novo processador Intel Core i5 de oitava geração de dois núcleos (1,6GHz e Turbo Boost de até 3,6GHz). Comparativamente, antes era um de quinta geração, Core i5 ou i7. Ainda assim, estamos falando de um processador da série Y Amber Lake, de 5W — que é muito mais focado em eficiência energética do que em processamento em si.

Muitos estão criticando a decisão da Apple; por outro lado, o MacBook Air é uma máquina doméstica e faz muito mais sentido esse tipo de pensamento ser aplicado nele — afinal, a Apple tem uma linha profissional de notebooks justamente para quem quer essa performance mais alta.

Agora também temos até 16GB de RAM LPDDR3 de 2.133MHz (antes, 8GB de 1.600MHz) e até 1,5TB de SSD para armazenamento (antes, 512GB).

Acompanhando outros Macs, o MacBook Air agora conta com o chip de segurança T2. Com ele, suas informações ficam sempre protegidas (com codificação de dados em tempo real, tudo o que é armazenado no SSD é criptografado automaticamente). Graças à chegada dele, também temos o recurso “E aí, Siri” disponível no MacBook Air.

Enquanto o modelo antigo é equipado com uma Intel HD Graphics 6000, o novo vem com a Intel UHD Graphics 617 — que é compatível com processadores gráficos externos (eGPUs). Graças ao novo componente, é possível usar o novo MacBook Air com um monitor externo (com resolução de 5120×2880 pixels a até 60Hz) ou até dois monitores externos (com resolução de 4096×2304 pixels a até 60Hz) — no artigo, você só podia conectar a um monitor externo (com resolução de até 3840×2160 pixels a 60Hz).

Alto-falantes e microfones

De acordo com a Apple, ela utilizou as mais novas técnicas de processamento e ajustes para deixar o som do MacBook Air melhor do que nunca. Desta forma, os alto-falantes oferecem o dobro de graves e 25% mais volume do que a geração anterior. Há agora três microfones — antes eram dois — para capturar a sua voz com mais precisão para fazer chamadas FaceTime, usar o recurso Ditado e falar com a Siri.

Bateria

A nova máquina tem uma bateria que, segundo a Apple, aguenta até 12 horas de navegação em rede sem fio, 13 horas de reprodução de vídeos do iTunes e até 30 dias em modo de espera — números praticamente iguais aos do modelo antigo, que oferecia respectivamente 12, 12 e 30 horas.

Vale notar que a Apple conseguiu manter o mesmo nível de duração pulando de uma bateria de polímero de lítio de 54 watts/hora para um de 50,3 watts/hora. Além disso, o carregador passou de um MagSafe 2 de 45W para um USB-C de 30W.

Preços

Já vimos que os preços dos MacBooks Air subiram bastante no Brasil, mas lá fora a linha também ficou mais cara, passando de US$1.000 para US$1.200 nos EUA (um aumento significativo de 20%). Ao optar por um modelo com 16GB de RAM e 1,5TB de SSD, o valor pula para US$2.600!

Como disse acima, o modelo antigo do MacBook Air (Core i5 de dois núcleos, 1,8GHz, 8GB de RAM, 128GB de SSD e Intel HD Graphics 6000) continua à venda. Aqui no Brasil ele sai por R$7.500, ou seja, R$2.900 a menos que o novo MacBook Air (o qual será vendido por R$10.400).

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Com isso, temos uma visão mais clara do que é o novo MacBook Air. Tirando a subida de preço, o upgrade inesperado foi muito interessante — a ponto de deixar o MacBook de 12″ deslocado na linha atual de notebook (afinal, o preço base do MacBook Air é mais barato menos caro e conta com tecnologias bem interessantes, como Touch ID, processadores, RAM e gráficos mais rápidos, etc. — ainda que no MacBook você tenha um armazenamento maior).

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